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Offline Mestre Cruz

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Metatron
« em: Outubro 08, 2018, 04:49:02 »


METATRON

Todos os povos, desde a mais remota Antiguidade, conservaram a realidade do mito como um componente essencial de sua concepção do mundo, de sua Cosmogonia e Teogonia.

Por muito longe que nos remontemos na história das civilizações tradicionais, sempre encontramos nelas uma rica profusão de relatos e lendas relacionados com seres míticos, que servem de comunicação entre a Terra e o Céu, entre o de baixo e o de cima.

A tradição cabalística também conserva um grande número de gestas míticas vinculadas com o descenso à Terra das energias celestes, angélicas ou espirituais. É mencionado em algumas passagens do Talmude. Metatron (do hebraico מטטרון) é um anjo serafim, na tradição judaica e em algumas tradições cristãs, sendo tido como "O Anjo Supremo", Porta-voz Divino, mediador de Deus com a humanidade e o Anjo da Morte. É mencionado em algumas passagens do Talmude, como escrivão Divino, é uma figura importante na mística judaica e muito comum em textos pós-bíblicos e ocultistas, que lhe atribuem a invenção do Tarot[Na gematria, a palavra Metatron é equivalente a El Shaddai (Deus).

Um rabino judeu do século I, Elisha ben Abuyah, como relatado no Talmude, recebeu permissão divina para entrar no paraíso e viu Metatron sentado (uma ação que no céu é permitida apenas ao próprio Deus). Elisha, então, exclamou "Há de fato dois poderes no céu!", julgando que Metatron também era um deus. Diante disso o anjo recebeu humildemente 60 golpes de bastão de fogo, para provar que não era Deus. Outras aparições de Metatron na literatura clássica judaica é no Livro de Enoque onde ele desempenha o papel de "príncipe do mundo", e ganha as características sublimes que geralmente lhe são atribuídas.

"E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou." [Gênesis 5:22-24]. Este pequeno trecho sugere que Deus transformou Enoque em Metatron, já que o Gênesis silencia sobre os motivos que levaram a Deus a tomar Enoque.

Metatron tem 78 nomes hebraicos, todos baseados no nome de Deus (El). Alguns desses nomes são: Tatnadi`el, Apap´el, Zebuli´el, Sopri´el. O nome de Metatron é também chamado o “Príncipe das Milícias Celestes”.

A Cabala considera o Metatron como o princípio ativo e espiritual de Kether, a Unidade, que com as tropas divinas sob seu comando (as sefiroth de construção cósmica) empreendem a luta contra as potências das trevas (que constituem seu próprio reflexo escuro e invertido, as “cascas”, “escórias” ou keliphoth) dissipando a ignorância no coração do homem, fecundando-o, simultaneamente a essa mesma ação, com a influência espiritual que transmitem.

O Zohar cita Metatron como "o jovem" e o identifica como o anjo que guiou o povo de Israel no deserto e o descreve como um sacerdote celestial.

De acordo com o orientalista Johan Eisenmenger, Metatron é o que transmite as ordens de Deus aos anjos Gabriel e Rafael.

Em algumas representações da iconografia cristã e Hermética pode se ver este combate mítico nas figuras do arcanjo Miguel e das hostes angélicas, lutando contra os demônios e Satã, o “príncipe deste mundo”, segundo a conhecida expressão evangélica.

Com o mesmo significado, mas a nível humano, encontramos o cavaleiro com lança combatendo o Dragão terrestre, símbolo das paixões inferiores e do “caos”.

Precisamente, a lança ou espada (símbolos do eixo) atravessando o corpo do monstro, sugere a “penetração” das ideias celestes, verticais e ordenadoras, em dito “caos”. Esta variante do mito é análoga à luta que o homem acomete na busca do Conhecimento, o que lhe dá a possibilidade de viver um processo mítico idêntico ao dessas mesmas energias cósmicas e telúricas, celestes e infernais, em permanente luta e conciliação. Relacionado em certo modo com as origens da Tradição Hermética, e intimamente vinculado com o que vimos dizendo, encontra-se o mito dos “anjos caídos”, que igualmente é relatado no Gênesis bíblico.

Considerado desde o ponto de vista da Ciência esotérica – que tende a resolver os opostos e, portanto, exclui, por insuficientes, o simplesmente moral e sentimental, bem como as leituras literais das coisas, que estão incluídas no ponto de vista religioso e exotérico.

A “queda dos anjos” representa, ante tudo, um símbolo do descenso das influências espirituais no seio da própria vida e da natureza humana. Certos anjos caíram acesos pelo amor que professavam às filhas dos homens às quais, diz-se, “encontraram formosas e belas”. De seu casamento, nasceram seres semidivinos (os antepassados míticos), que revelaram aos homens as ciências e as artes teúrgicas, mágicas e naturais, ou seja, todas aquelas disciplinas que, como já sabemos, integram os textos sagrados dos “Hermética” e do “Corpus Hermeticum”.

https://ponteoculta.blogspot.pt/2012/06/metatron.html


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Especialista em Trabalhos de Ocultismo.
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