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Mensagens - Mestre Cruz

#616
A superstição teve origem na Idade Média, quando se acreditava que os felinos, devido a seus hábitos noturnos, tinham parte com o demônio – e se o bichano era da cor negra, habitualmente associada às trevas, pior ainda para ele. Assim, no imaginário medieval, o gato preto tornou-se tão inseparável da mítica figura da feiticeira quanto a vassoura voadora. No século XV, o papa Inocêncio VIII (1432-1492) chegou a incluir o pobre animal em sua lista de perseguidos pela Inquisição, campanha assassina da Igreja católica contra supostas heresias e bruxarias. A perseguição atingiu seu auge na Inglaterra do século XVI, época de repentino aumento da população felina nas cidades. Consta que, em certa noite de 1560, em Lincolnshire, um gato preto foi ferido a pedradas. Encurralado, ele refugiou-se na casa de uma velhinha que costumava dar abrigo a gatos de rua. No dia seguinte, essa pessoa também apareceu machucada – o que fez o povo local concluir que ela era uma bruxa e o gato, seu disfarce noturno.

Nessa tentativa de combater o paganismo, a Inquisição inverteu uma tradição milenar, pois os gatos eram reverenciados como divindades, principalmente entre os antigos egípcios. Na França, a perseguição aos gatos durou até 1630, quando foi proibida pelo rei Luís XIII (1601-1643). Há, no entanto, uma pesquisa do Hospital de Long Island, nos Estados Unidos, que indica que, pelo menos para pessoas alérgicas, o contato com um gato preto pode ter péssimos efeitos. Isso porque os pêlos felinos dessa cor conteriam uma maior quantidade de substâncias alergênicas.


https://mundoestranho.abril.com.br/cotidiano/por-que-o-gato-preto-e-considerado-mau-agouro/
#617
1 - Encontrar objetos perdidos:
– Reza a Santo António - Uma das formas de encontrar algo que desapareceu, é fazer uma oração a Santo António: "Santo António vai com o
meu (minha), (cita-se o objeto perdido), à missa. Depois, reza-se um Pai Nosso, uma Avé Maria e uma Glória ao Pai.
– Atar os "tomates" ao diabo - Outra forma de achar os objetos perdidos, é "atar os tomates ao diabo",. Para isso, deve-se proceder da seguinte maneira:
pegar num fio ou cordão, dar nove nós, e em cada nó que se dá, vai-se dizendo: -diabo dá-me aquilo que é meu. Finalmente, colocar uma pedra ou
algo pesado sobre este fio. Quando o objeto aparecer, deve-se desatar os nós, porque caso contrário o diabo não nos deixa em paz.

2 – Espelhos - Quem partir um espelho, terá sete anos de azar.

3 - Guarda-chuva - Dentro de casa, o guarda-chuva deve ficar sempre fechado, pois se for aberto, traz má sorte para as pessoas da casa.

4 - Vassoura - Colocar uma vassoura com o cabo para baixo atrás da porta,  afugenta as visitas indesejáveis.

5- Ferradura – Deve colocar-se uma ferradura atrás da porta de casa, virada ao contrário, porque esta tem duas funções: afastar o mal e trazer a sorte para dentro da casa e das pessoas que a têm.

6– Escada – Não se deve passar por baixo de uma escada, uma vez que traz o azar para quem o faz.

7– Lenços – Oferecer lenços significa "apartamentos" entre a pessoa que oferece e a que recebe. Para evitar isso, a pessoa que recebe o lenço, deverá
dar simbolicamente uma moeda, como forma de pagamento a quem está a oferecer.

8 – Tesoura – Tesouras abertas dentro de casa dá azar.

9 – Faca – Oferecer facas, significa cortar relações. A forma de quebrar este efeito, é dando uma moeda como forma de pagamento, à pessoa que ofereceu
a faca.

10 – Talheres cruzados – Significa zangas em casa.

11 – Relógio – Ter relógios parados em casa, dá azar. Antigamente, quando morria alguém em casa, o espelho era tapado com um lençol e os relógios tinham de ser parados.

12 – Chapéu – Não se deve colocar o chapéu em cima da cama ou da mesa onde se come, porque dá azar ou pode ser sinal de doença.

13 – Sapatos –– Não se deve colocar os sapatos em cima da cama ou da mesa porque atrai o azar e a doença.

14 – Vestuário branco em janeiro – Segundo o adágio popular, roupa branca em janeiro é sinal de pouco dinheiro.

15 – Varrer para fora de casa- Não se deve varrer para fora de casa, pois isso significa deitar fora a sorte.

16 – Vestuário do avesso – Vestir uma roupa do avesso, sem nos apercebermos disso, é sinal de presente.
#618
O filme "o exorcista" é baseado numa história verídica,o que pouca gente não sabe é que não foi uma rapariga de 12,mas sim um rapaz luterano de 13 anos o verdadeiro protagonista.

Tudo começou em Janeiro de 1949,e envolveu um rapaz chamado Robbie,que vivia com os seus pais e avó em Cottage City,Maryland.Diz-se que foi uma tia de que era muito amigo, que lhe ensinou a mexer na tábua ouija.Após a morte dessa tia,ele começou a usar a tábua no quarto da avó para comunicar com essa tia, cada vez mais até começar a ficar obcecado.Foi então que começaram as primeiras manifestações...primeiro sons de uma torneira a pingar,depois começaram a ouvir-se como que barulhos de alguém a arranhar a parede.O pai de R começou a mandar abaixo algumas paredes convencido que eram ratos,só começaram a recear pela vida do filho quando a cama e a cadeira onde o menino se sentava se mexiam sozinhas.Objectos moviam-se sozinhos,os quadros na parede mexiam-se,um vaso voou contra uma parede, uma cadeira arrastou-se de um lado a outro da sala.O próprio Robbie começou a ter pesadelos e a mudar:começou a ficar zangado,inquieto,choroso.Levaram o menino a fazer testes mentais,que não deram em nada.
O Cardeal O'Boyle,depois de o receber a ele e aos pais no seu escritório,teve várias manifestações:o telefone e outros objectos moveram-se,a sala ficou gelada e o Robbie falou com uma voz diabólica,dizendo palavras obscenas.Autorizou o exorcismo.
Na verdade a R foram feitos 2 exorcismos,o primeiro dramaticamente atirou-o para uma cama de um hospital,após uma família luterana ter convencido os pais a procurarem ajuda na igreja católica.Diz-se que atado de pés e mãos,conseguiu desprender uma das mão,e conseguiu atingir o padre com uma mola arrancada por debaixo da cama numa das mãos que teve de levar cerca de 100 pontos.Mandam-no para casa.Em casa,começam-lhe a aparecer rasgões no corpo,como que palavras.A mãe ao vê-lo,horrorizada,apercebe-se da palavra S LOUIS,e pergunta se é para lá que têm de ir,novamente aparece-lhe outra palavra:YES.Vão para a casa de um primo,que contacta imediatamente com um padre,que aceita vê-lo.Ao entrar no quarto do R novamente recomeçam os fenómenos:O menino grita,objectos voam,um jarro de água bate na parede.Robbie transfigura-se,torna-se diabólico.No peito aparecem rasgões em zig-zag e num ombro um desenho da cara do Diabo. Este padre contacta O´Boyle. Assim que começam o ritual,Robbie torna-se violento.Cospe,uiva e grunhe.A cama sobe e desce.Diz palavras obscenas,e ri.Mudam-no para a ala psiquiátrica do hospital.
Certos rumores dão conta que ele falava em Latim...mas os presentes disseram que esta entidade recusava-se falar em Latim.
Esta entidade diabólica afirmava que só havia uma palavra,que o poderia salvar mas que ele NUNCA a diria.
De repente outra voz surge de dentro de Robbie que diz:DOMINUM!(significa O SENHOR)
Padre Bowdern continua o ritual,pede permissão aos pais e baptiza-o.Ao receber a Sagrada Hóstia,ele cospe-a.Rezam e voltam a tentar.Finalmente ele recebe-a.
Ao chegar a clímax do exorcismo,a entidade maléfica reconhece o poder de São Miguel Arcanjo e é expulso.Ouve-se como que um tiro,audível em todo o Hospital.
O menino,ao recompôr-se diz não se recordar de nada,apenas de uma visão de São Miguel Arcanjo.
#620
Anneliese Michel foi uma jovem alemã de família católica que acreditava ter sido possuída por 6 demônios (Lucifer, Cain, Judas, Nerón, Hitler e Belial), tendo sido submetida a uma intensa série de sessões de exorcismo por 2 padres entre 1975 e 1976.

O caso de Anneliese Michel serviu como inspiração para os filmes O Exorcismo de Emily Rose, e Requiem.

A ciência defendia que a jovem sofria de esquizofrenia e epilepsia, enquanto a igreja, os familiares e a própria Anneliese defendiam a teoria da possessão demoníaca.

Sobre este caso muito pode ser debatido.

Gostaria de obter as vossas opiniões, sendo que na minha, este é o caso de suposta possessão demoníaca que mais me intriga e dá que pensar.

Já investiguei bastante sobre este caso e com tudo o que me consegui documentar tenho a opinião formada de que Anneliese sofreu mesmo de possessão.

Conheço casos de esquizofrenia e de epilepsia e nada tem a ver com as características apresentadas pela jovem.

Existem fitas de áudio, que era a forma possível de documentar os exorcismos na época onde se pode ouvir a voz da jovem em estado normal e em estado de possessão
#621
É muito raro que episódios de possessão sejam descritos por cientistas, já que normalmente são encarados como resultado de problemas mentais ou simples fraudes. No entanto, em 2008, o psiquiatra Richard E. Gallagher, professor da Faculdade de Medicina de Nova York, documentou o caso de uma paciente apelidada de "Julia", a qual o médico acreditava estar possuída pelo demônio.

A jovem, conhecida como Julia, tinha sido uma satanista proeminente, parecia ter alguns poderes e habilidades ocultas e psíquicas. Ela concordou em ter sua história publicada, desde que seu nome verdadeiro não fosse revelado e todos os detalhes não fossem mencionados.
Uma das coisas que torna este caso particularmente único, é a qualificação do pesquisador. Richard E. Gallagher, professor Associado de Psiquiatria Clínica da New York Medical College e graduado da Universidade de Princeton. E, estas são apenas algumas de suas credenciais.

Julia, uma mulher caucasiana, um pouco madura, residente nos Estados Unidos, havia consultado-se previamente com o clero local e foi encaminhada a um padre para obter ajuda. Desde o início, Julia estava convencida de que ela estava sendo atacada por um demônio ou o próprio Satanás. Gallagher foi levado para emitir um parecer psiquiátrico e médico.

Criada como católica, Julia já não praticava sua fé, mas afirmou que ela sentiu que talvez fosse necessário o rito católico de exorcismo. Ela era uma mulher muito inteligente e foi consistentemente lógica ao longo de sua provação. Gallagher havia determinado que ela estava "em nenhum caminho psicótico".

Na presença de testemunhas, ela iria entrar em um transe que foi quase sempre acompanhado por algum tipo de fenômeno. Ela fez ameaças, obscenidades, insultos e até mesmo frases como: "Me deixa, seu padre imbecil", "Ela é nossa" e "Deixe-a sozinha".

A voz variou de alta frequência para o masculino, mas a maior parte dos comentários de Julia mostravam um profundo desprezo por tudo o que era sagrado ou religioso. Quando ela despertou do transe, afirmou não se lembrar de nada do que havia dito.

Como o caso era tão complexo, uma equipe foi montada para ajudar. Durante telefonemas para organizar o grupo que iria se reunir, as mesmas vozes que ela havia feito durante o transe interrompeu as linhas telefônicas. Novamente, essas vozes estavam dizendo-lhes "Deixe ela em paz", "Ela é nossa" e "Saia de perto dela."

Mesmo quando ela não estava em transe, objetos caiam das prateleiras e ela descrevia acontecimentos que ela não tinha como saber das vidas de pessoas próximas. Muitas vezes, ela revelava detalhes sobre parentes, mortes, doenças e outros detalhes pessoais sobre os membros da equipe, alguns dos quais ela nunca tinha encontrado antes. Ela ainda descreveu a decoração de alguns dos membros das casas da equipe.

Embora o exorcismo tivera começado em um dia quente, a sala rapidamente tornou-se fria. Como Julia começou a fazer ruídos estranhos e falar, alguns dos membros começaram a suar profundamente. Em seguida, um calor insuportável dentro do quarto foi sentido por todos os participantes.

Na primeira tentativa, ela entrou em um transe tranquilo, mas depois as invocações e orações continuaram por um tempo. Várias vozes sons começaram a sair de Julia. Ela fez sons de animais, rosnava alto e falou em várias línguas estrangeiras, incluindo latim e espanhol.

Ela também exibiu uma força tremenda. Em certo ponto, cinco pessoas estavam lutando para segurá-la. Por cerca de meia hora, Julia levitou cerca de seis centímetros no ar. Durante as duas cerimônias realizadas, ela revelou também dados ainda mais alarmantes sobre os membros da equipe e suas famílias.

Ela também mostrou reações diferentes quando lhe jogaram água comum e água benta. Quando jogaram água comum sobre ela, ela não mostrou nenhuma reação. Mas, quando a água santa foi usada, Julia gritava de dor.

Um dos fatos mais preocupantes sobre este caso é que, embora os ritos de exorcismo parecessem ajudar Julia, a possessão demoníaca permaneceu sem solução no momento em que a documentação foi liberada. O único conforto é que quando Julia não estava sob o transe como estados, ela era completamente normal e não sofrem de qualquer doença mental. Ela nunca manteve memórias das cerimônias de exorcismo.
#622
Sobrenatural (Geral) / Exorcismo e Poltergeist no Brasil
Setembro 25, 2018, 06:07:22 PM
Este é um caso muito recente decorrido no Brasil.

Para os incrédulos:
- Não é fruto de histórias antigas de "pessoas ignorantes";
- Não é propaganda para nenhuma Seita, Culto ou Religião promoverem suas agendas;
- Há documentação do ocorrido registado pelas autoridades;
- Há documentação áudio-visual do fenómeno;

Agora cada um fica com a sua opinião.

https://youtu.be/6bHgwSFqbZE
#623
Um caso muito antigo e arrepiante, que aconteceu com uma jovem moça em 1906, ou seja a mais de um século, e que ainda continua sendo misterioso, a história é dada como verídica no país de origem.

Clara Germana Cele, nascida na África do Sul em 1890, foi parar ainda bebê num orfanato católico da cidade de Natal. Foi batizada pelos religiosos que cuidavam do lugar, levando uma vida normal até os 16 anos, ela era uma adolescente normal, até os seus 16 anos, quando ela teria feito um pacto com o Diabo. Em seus exorcismos, Clara revelou ao Padre Hörner Erasmus, que havia feito o pacto, e uma freira mantinha informações deste caso, segundo um dos relatos a jovem possuía a capacidade de falar outras línguas até então desconhecidas. Clara falava alemão, polonês, francês e outras línguas desconhecidas.

A freira relatou que Clara demonstrava clarividência, revelando os segredos mais íntimos e transgressões das pessoas que ela nem possuía contato, e também do seu pavor a objetos religiosos e abençoados, a moça ficava agitada ao se deparar com crucifixos , e produzia sons horríveis na presença das freiras. Muitas freiras acabavam apanhando da garota, sendo espancadas,  mais pessoas eram necessárias para ajudar a segura-lá. As freiras ainda afirmaram que Clara, levitava no ar chegando até meio ou um metro acima do chão. Segundo o Manual Luterano Pastoral, quando uma pessoa mantém estes sintomas ela realmente está possuída.

Para praticar o seu exorcismo, foram necessários dois padres e durou 2 dias. Sendo que no primeiro dia, Clara estava muito nervosa, e tentou matar um dos padres com a bíblia. Mais de 170 pessoas teriam presenciado o ritual — que durou dois dias —, e inclusive teriam testemunhado a jovem tentando estrangular um dos sacerdotes e levitando enquanto as sagradas escrituras eram lidas diante dela.

Após os 2 dias, ela teria se curada e o demônio obrigado a sair. Infelizmente não temos nenhuma informação do que aconteceu com ela após o exorcismo, a idade de sua morte, ou outras informações sobre ela.

https://misteriossemexplicacao.wordpress.com/2015/08/02/a-possessao-demoniaca-de-clara-germana-cele/
#624
Sobrenatural (Geral) / Alcoolismo como possessão
Setembro 25, 2018, 06:05:58 PM
Cordiais saudações.
Decidi iniciar aqui este tópico porque geralmente se pensa que a possessão será uma coisa do "outro mundo" e a envolver sempre situações bem "estranhas".
É um pensamento bem enganador, existem obsessões / possessões bem discreta e matreiras, que passam plenamente despercebidas no nosso quotidiano.
Isto porque estou a acompanhar atualmente uma pessoa alcoólica a deixar de beber.
Reconheceu a sua dependência, vai frequentar os alcoólicos anónimos e pediu-me ajuda espiritual.
Mas o problema dele não é apenas a "sua" vontade, mas também a influencia da "entidade" que dele se cerca para lhe absorver os "vapores" do álcool e que constantemente se "pede" bebida.
Proteja-se meu irmão e tente com todas as suas forças, não ceder ás más ideias que lhe "sopram" ao ouvido.
Paz e prosperidade.
#625
O italiano Valter Cascioli, psiquiatra e consultor da Associação Internacional de Exorcistas, órgão oficial ligado ao Vaticano, afirmou recentemente que o número de casos de possessão vêm crescendo no mundo todo e simplesmente não há exorcistas em número suficiente para lidar com isso.
Já Richard Gallagher, psiquiatra norte-americano faz um alerta para o que ele chama de "rápido crescimento do fenômeno mundial."
Muitos padres compartilham dessa preocupação. Em entrevista ao jornal The New York Post, o padre Vincent Lampert, da igreja St. Malachy em Indianapolis, Indiana, defendeu que o confronto com os espíritos imundos não ocorrem apenas dentro das igrejas.
Sua visão, compartilhada por muitos outros líderes religiosos é que a luta espiritual ocorre de diferentes maneiras. "Nós estamos lutando contra as drogas, o ocultismo, a pornografia", avalia. "Estes são pontos de entrada para o mal e precisamos resgatar estas almas. A situação é terrível... Tudo isso torna mais fácil o trabalho de Satanás em lançar suas redes".
Um artigo na revista eletrônica Catholic Online publicado em outubro tinha como manchete: "O Mundo está sendo atacado – exército de demônios gera explosão de exorcismos". O alerta gerou muito debate em meios católicos.
Na mesma época, o Frei Vincenzo Taraborelli, 79 anos, reclamou em entrevista à BBC, que a nova geração de padres tem "medo" de lidar com pessoas que dão sinais de possessão. Para ele, a atividade demoníaca pode ser vista nos noticiários todos os dias.
"Quem tem fé sabe que o demônio existe, você pode ler nos textos sagrados. Depois, você só precisa olhar (à sua volta) e ver como o mundo está hoje em dia. As coisas nunca estiveram tão ruins. Esses atos de violência não são humanos. Tão terríveis, como o Estado Islâmico", concluiu.
Cerca de 400 líderes católicos reuniram-se em Roma, no final do ano passado, para traçar estratégias de recrutamento de mais exorcistas. Eles serão treinados para seguir os antigos rituais católicos, que incluem orações específica e o uso de água benta e crucifixos para ajudar as pessoas a se livrarem dos demônios. Por enquanto, a procura tem sido abaixo do esperado.
O quadro não é muito diferente no Brasil. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nunca fez um levantamento oficial, mas o Fantástico mostrou que existem apenas 30 padres exorcistas atuando no país que possuem "autorização" para lidar com essa situação.

Fonte: https://noticias.gospelprime.com.br/vaticano-precisa-exorcistas/
#626
Exorcismo de um demônio gravado em vídeo.



O que é Exorcismo?
O termo exorcismo (em grego: exorkismos, "ato de fazer jurar", em latim: exorcismu) designa o ritual executado por uma pessoa devidamente autorizada para expulsar espíritos malignos (ou demônios) de outra pessoa que acredita estar num estado de possessão demoníaca. Pode também designar o ato de expulsar demônios por intermédio de rezas e esconjuros (imprecações). O termo se tornou proeminente no início do cristianismo, no século II, com o início das expulsões de demônios. No entanto, a prática é bastante antiga e faz parte do sistema de crença de muitas culturas e religiões.



Religiões abraâmicas

Catolicismo:
Pintura de Francisco Goya mostrando São Francisco de Borja executando um exorcismo.
No ritual católico do exorcismo, os padres não devem por princípio acreditar prontamente que uma pessoa se encontra sobre possessão demoníaca e apenas os bispos podem autorizar um sacerdote a fazer exorcismos.

No ritual do exorcismo e depois de invocar a sua segurança e de todos aqueles que o assistem, o padre condena o(s) demónio(s) a não ter poderes sobre qualquer um dos presentes perante o possesso que deve encontrar-se amarrado de forma a prevenir qualquer tentativa de agressão.

Essa segurança pode ser conseguida também com alguns desenhos, usados para aprisionar e nulificar os poderes dos demônios, esses desenhos são pantáculos do Grimório conhecido como A Chave de Salomão (Clavicula Salomonis).

Segundo alguns relatos deste ritual, os "demônios" respondem com mentiras às numerosas perguntas do sacerdote sobre questões várias que incluem a identidade do "demónio" e/ou a razão da possessão. Apesar da resistência do(s) demônio(s), o padre exorta-os a irem embora do corpo do possesso um prolongado período de tempo e com imensa insistência até que, por invocação do Nome de Deus, de Cristo Jesus e todos os anjos, ao fim de algumas horas consideradas extenuantes de invocações e de oração, poderá acontecer que o possesso seja libertado do domínio demoníaco e considerado "curado". Outras vezes essa situação pode ser revertida e a possessão volta a atormentar o paciente que muitas vezes também procura alívio em tratamentos psiquiátricos.

Um dos atos de exorcismo mais conhecidos foi o de Anneliese Michel, uma jovem alemã que, segundo relatos da própria, foi possuída por uma legião de demônios.

Anneliese Michel

Pentecostalismo e neopentecostalismo:
Nos movimentos cristãos pentecostal e neo-pentecostal, bem como nos movimentos de renovação carismática, há também um grande número de relatos de casos de exorcismo. Contrariamente ao ritual católico, não há uma liturgia rígida, embora seja considerado que não deva ser qualquer crente, que, embora tendo aceitado e confessado previamente Jesus como senhor e salvador, se pode tornar um exorcista, uma vez que, segundo a interpretação do Novo Testamento da Bíblia, Jesus deu autoridade apenas aos apóstolos para dominarem os espíritos imundos. Consideram-se os sacerdotes (presbíteros, pastores, bispos, etc.) como os apóstolos da atualidade(os pertencentes a igreja católica). Mar 16:17 - E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Sendo todo crente em Cristo Jesus capaz e autorizado por Cristo a expulsar Demônios.

A fórmula utilizada nas igrejas evangélicas é simples, baseando-se na utilização de "O nome de Jesus". A pessoa que apresenta sintomas de possessão ou infestação por demónios ou espíritos imundos ficaria libertada após a imposição de mãos e declaração verbal por parte do pastor ou autoridade equivalente na igreja, para que as entidades estranhas à pessoa se retirem.

Atualmente, algumas denominações evangélicas defendem e praticam o exorcismo, de entre as, a Igreja Universal do Reino de Deus, com práticas consideradas não tão ortodoxas, como o "corredor de sal", a Igreja Pentecostal Deus é Amor, a Igreja Maná, a Igreja Renascer em Cristo entre outras.

Visão científica
A possessão demoníaca não é um diagnóstico psiquiátrico ou médico válido e reconhecido pelo DSM-IV e CID-10. Aqueles que professam a crença em possessões demoníacas por vezes descrevem sintomas que são comuns a várias doenças mentais, como histeria, mania, psicose, síndrome de Tourette, epilepsia, esquizofrenia ou transtorno dissociativo de identidade. Em casos de transtorno dissociativo de identidade em que a personalidade é questionada quanto à sua identidade, 29% são relatados como possessões de demônios.Além disso, há uma forma de monomania denominada "demoniomania" ou "demonopatia" em que o paciente acredita que está possuído por um ou mais demônios.
A ilusão de que o exorcismo funciona em pessoas com sintomas de possessão é atribuída por alguns ao efeito placebo e ao poder da sugestão. Algumas pessoas supostamente possuídas são realmente narcisistas ou sofrem de baixa auto-estima e agem como uma "pessoa possuída por um demônio" com o propósito de ganhar atenção.
O psiquiatra M. Scott Peck pesquisou exorcismos e alegou ter realizado dois rituais do tipo em si mesmo. Ele concluiu que o conceito cristão de posse foi um verdadeiro fenômeno. Ele derivou critérios diagnósticos pouco diferentes dos utilizados pela Igreja Católica Romana. Ele também afirmou ter visto as diferenças nos processos de exorcismo e de progressão. Depois de suas experiências e na tentativa de validar a sua pesquisa, ele tentou, sem sucesso, convencer a comunidade psiquiátrica para adicionar a definição de "Evil" para o DSM-IV. Embora os trabalhos anteriores ao de Peck tenham recebido aceitação popular generalizada, sua pesquisa sobre os temas do mal e possessões gerou um forte debate. Muito foi feito em tentar associar a imagem de Peck ao do polêmico Malachi Martin, um padre católico romano e um ex-jesuíta, apesar do fato de Peck tê-lo chamado de "mentiroso" e "manipulador".Outras críticas levantadas contra Peck incluem diagnósticos errôneos baseados na falta de conhecimento sobre o transtorno dissociativo de identidade (anteriormente conhecido como distúrbio de personalidade múltipla) e afirmações de que ele havia transgredido os limites da ética profissional, ao tentar persuadir seus pacientes a aceitar o cristianismo.

O vídeo abaixo, um padre relata como faz o exorcismo de uma garota possuída.Explicando como ele usa métodos para expulsá-lo e cuidados para que a moça não se machuque usando amarras,água benta,orações.

https://youtu.be/nr8oJqpwZz4

         
#627
Sobrenatural (Geral) / O Exorcismo de Anneliese Michel
Setembro 25, 2018, 06:03:54 PM
Anneliese Michel (Leiblfing, Alemanha, 21 de setembro de 1952 — Klingenberg am Main, 1 de julho de 1976) foi uma jovem alemã de família católica que acreditava ter sido possuída por uma legião de demónios, tendo sido submetida a uma intensa série de sessões de exorcismo pelos padres Ernest Alt e Arnold Renz em 1975 e 1976.


As graves consequências atribuídas ao rito de exorcismo sobre a jovem motivaram a abertura de um processo criminal pelos promotores de justiça locais contra os pais de Anneliese e os padres exorcistas, causando uma grande polêmica em toda a Europa e dividindo a opinião pública mundial. O Caso Klingenberg, como passou a ser conhecido pelo grande público, deu origem a vários estudos e pesquisas, tanto de natureza teológica quanto científica, e serviu como inspiração para os filmes O Exorcismo de Emily Rose, dirigido pelo cineasta norte-americano Scott Derrickson, e Requiem, dirigido pelo polémico cineasta alemão Hans-Christian Schmid.


Infância

Anneliese Michel nasceu em Leiblfing, no estado federal alemão da Baviera, mas foi criada com as suas três irmãs no pequeno município de Klingenberg am Main. Seus pais, Anna e Josef Michel, muito religiosos, lhe deram uma educação profundamente católica. O pai de Anneliese mantinha a família trabalhando numa carpintaria.

Tratamento Médico

Em 1968, com apenas dezasseis anos, Anneliese começou a apresentar sintomas e comportamentos que foram diagnosticados a princípio como epilepsia aliada a um quadro aparente de esquizofrenia, após vários exames na Clínica Psiquiátrica de Würzburg.

Durante a noite, o corpo de Anneliese subitamente se tornava rígido, sentindo um enorme peso sobre o peito, além de uma total incapacidade de falar.

Anneliese foi então enviada para o internamento no Hospital Psiquiátrico de Mittleberg, onde ela permaneceu em tratamento intensivo durante um período de aproximadamente um ano. Quando finalmente recebeu alta, foi ainda capaz de completar os seus estudos secundários e matricular-se na Universidade de Würzburg, onde iniciou os seus estudos em pedagogia.

Entretanto, durante todo esse tempo, Anneliese afirmava ouvir vozes ameaçadoras, que diziam que ela se"queimaria no Inferno", bem como  visões assustadoras que ela atribuíu a uma possessão demoníaca. Sem que os médicos encontrassem uma cura definitiva e sem uma explicação satisfatória para os sofrimentos da jovem, os seus pais começaram a cogitar que a sua filha, de facto, estava possuída por alguma força sobrenatural maligna. Anneliese agora tinha visões de faces demoníacas durante as suas preces diárias, enquanto aumentava a sua intolerância a lugares e objectos sagrados e mergulhava cada vez mais em crises depressivas.

Durante todo esse período de tempo e até perto do final das sessões de exorcismo, Anneliese foi medicada com poderosos psicotrópicos. No início com Aolept (periciazina), que evita as convulsões por meio de sua ação direta no sistema nervoso, e depois com Tegretol (carbamazepina). A medicação se revelou ineficaz em deter as convulsões e fazer desaparecer as visões e vozes, que se tornaram mais e mais freqüentes para a jovem Anneliese.

O exorcismo

No verão de 1973, os pais de Anneliese foram até a paróquia local solicitando aos religiosos que submetessem a sua filha ao ritual de exorcismo. A princípio, o pedido foi negado, uma vez que a doutrina da Igreja Católica com respeito a essas práticas é muito restrita. Segundo a Igreja, dentre outras coisas, os possuídos devem ser capazes de falar línguas que nunca tenham estudado, manifestar poderes sobrenaturais e mostrar grande aversão aos símbolos religiosos cristãos.

Algum tempo depois, o padre Ernst Alt, considerado um perito no assunto, conclui que Anneliese já reunia as condições suficientes para a realização do exorcismo, de acordo com os procedimentos prescritos no Rituale Romanum.

Nessa época, Anneliese já tinha assumido um comportamento cada vez mais irascível. Insultava, espancava e mordia os outros membros da família, além de dormir sempre no chão e de se alimentar com moscas e aranhas, chegando a beber a própria urina. Anneliese gritava durante por horas em casa, enquanto quebrava crucifixos, destruía imagens de Jesus Cristo e atirava rosários para longe de si. Também cometia actos de auto-mutilação, tirava as roupas e urinava pela casa com frequência.

Em 1974, após acompanhar de perto o comportamento de Anneliese, o padre Ernest Alt finalmente decidiu solicitar permissão ao Bispo de Würzburg para realizar o exorcismo e a permissão foi concedida.

Após efetuar uma exata verificação da possessão (Infestatio) em setembro de 1975, o Bispo de Würzburg, Josef Stangl, autorizou os padres Ernest Alt e Arnold Renz a realizarem os rituais do Grande Exorcismo, cuja base é o Rituale Romanum, que ainda era, à época, uma lei canônica válida desde o século XVII.

No rito do exorcismo o padre deve portar um crucifixo e uma Bíblia, para poder utilizar as palavras ditas por Jesus Cristo com precisão. Deve fazer o sinal da cruz, abençoar a pessoa possuída e aspergir sobre ela água benta. O padre então ordena com fé e firmeza que o demónio deixe o corpo do possesso e ora pedindo pela salvação da vítima em nome de Jesus Cristo. As orações denunciam a ação maléfica de Satanás e rogam pela misericórdia de Deus. Normalmente, os padres levam o possesso para uma igreja ou capela, onde podem realizar o rito reservadamente, apenas com a presença dos familiares. As sessões de exorcismo não têm um prazo de duração específico, podendo se estender durante horas, dias ou meses.

No caso de Anneliese, as 67 sessões de exorcismo que se seguiram, numa frequência de uma ou duas por semana, se prolongaram inicialmente por cerca de nove meses, durante os quais ela muitas vezes tinha que ser segurada por até três homens ou, em algumas ocasiões, acorrentada. Ela também lesionou seriamente os joelhos em virtude das genuflexões compulsivas que realizava durante o exorcismo, aproximadamente quatrocentas em cada sessão.

Nas sessões, que foram documentadas em quarenta fitas de áudio para preservar os detalhes, Anneliese manifestou estar possuída por, pelo menos, seis demónios diferentes, que se autodenominavam Lúcifer, Caim, Judas, Nero, Hitler e Fleischmann, um padre caído em desgraça no século XVI.

Todavia, o Rituale Romanum, assim como o tratamento com psicotrópicos, também não surtiu o efeito desejado.

A Virgem

Durante o período em que esteve submetida ao exorcismo, onde continuava tomando os medicamentos, Anneliese relatou um sonho, onde teria se encontrado com a Virgem Maria, e que ela lhe teria proposto duas escolhas para a sua condição: ou ser liberada logo do jugo dos demônios ou continuar o seu martírio para que todos soubessem que o mundo espiritual e ação dos demônios no mundo existem de fato. Anneliese teria escolhido a segunda opção.

"Anneliese optou pelo martírio voluntário, alegando que seu exemplo enquanto possessa serviria de aviso a toda a humanidade de que o demônio existe e que nos ronda a todos, e que trabalhar pela própria salvação deve ser uma meta sempre presente. Ela afirmava que muitas pessoas diziam que Deus está morto, que haviam perdido a fé, então ela, com seu exemplo, lhes mostraria que o demônio age, e independe da fé das pessoas para isso."


Falecimento

Em 1 de julho de 1976, no dia em que Anneliese teria previsto a sua libertação, morreu enquanto dormia. À meia-noite, segundo o que afirmou, os demónios finalmente a deixaram e ela parou de ter convulsões. Anneliese foi dormir exausta, mas em paz, e nunca mais acordou, falecendo aos 23 anos de idade. A autópsia considerou o seu estado avançado de desnutrição e desidratação como a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos. Nesse dia, o seu corpo pesava pouco mais de trinta quilos.





#628
Sobrenatural (Geral) / O Retorno dos Exorcistas
Setembro 25, 2018, 06:03:02 PM
O Retorno dos Exorcistas

O documentário "O Retorno dos Exorcistas", aborda a prática católica do exorcismo, revelando que o Papa Bento XVI  decidiu abrir novos cursos de formação de exorcistas.

Destaca-se neste documentário o padre católico Francis Tiso - mestre em Teologia pela Harvard e doutor em Religião na Universidade de Columbia - responsável por vários exorcismos.

#629
https://youtu.be/hjNkMjnaED8

Satanás usa muitos truques e táticas diversas para enganar e destruir. A partir da libertação deste jovem no SCOAN, saiba como os agentes de lucifer agem no Facebook e na internet, procurando por pessoas que podem iniciar ou alvo de ataque espiritual. :-[ :-[ :-[
#630


Anneliese Michel (Leiblfing, Alemanha, 21 de setembro de 1952 — Klingenberg am Main, 1 de julho de 1976) foi uma jovem alemã de família católica que acreditava ter sido possuída por uma legião de demônios, tendo sido submetida a uma intensa série de sessões de exorcismo pelos padres Ernest Alt e Arnold Renz em 1975 e 1976.

As graves conseqüências atribuídas ao ritual de exorcismo sobre a jovem motivaram a abertura de um processo criminal pelos promotores de justiça locais contra os pais de Anneliese e os padres exorcistas, causando uma grande polêmica em toda a Europa e dividindo a opinião pública mundial. O Caso Klingenberg, como passou a ser conhecido pelo grande público, deu origem a vários estudos e pesquisas, tanto de natureza teológica quanto científica, e serviu como inspiração para os filmes O Exorcismo de Emily Rose, dirigido pelo cineasta estadunidense/norte-americano Scott Derrickson, e Requiem, dirigido pelo polêmico cineasta alemão Hans-Christian Schmid.

Infância
Anneliese Michel nasceu em Leiblfing, no estado federal alemão da Baviera, mas foi criada com as suas três irmãs no pequeno município de Klingenberg am Main. Seus pais, Anna e Josef Michel, muito religiosos, lhe deram uma educação profundamente católica. O pai de Anneliese mantinha a família trabalhando em uma serraria.


Tratamento médico
Em 1968, com apenas dezesseis anos, Anneliese começou a apresentar sintomas e comportamentos que foram diagnosticados a princípio como epilepsia aliada a um quadro aparente de esquizofrenia, após vários exames na Clínica Psiquiátrica de Würzburg.

Durante a noite, o corpo de Anneliese subitamente se tornava rígido, sentindo um enorme peso sobre o peito, além de uma total incapacidade de falar.

Anneliese foi então enviada para o internamento no Hospital Psiquiátrico de Mittleberg, onde ela permaneceu em tratamento intensivo durante um período de aproximadamente um ano. Quando finalmente recebeu alta, foi ainda capaz de completar os seus estudos secundários e matricular-se na Universidade de Würzburg, onde iniciou os seus estudos em pedagogia.

Entretanto, durante todo esse tempo, Anneliese afirmava continuar escutar vozes ameaçadoras que diziam que ela "queimaria no Inferno" e ter visões assustadoras que ela mesma atribuiu a uma possessão demoníaca. Sem que os médicos encontrassem uma cura definitiva e sem uma explicação satisfatória para os sofrimentos da jovem, os seus pais começaram a cogitar que sua filha, de fato, estava possuída por alguma força sobrenatural maligna. Anneliese agora tinha visões de faces demoníacas durante as suas preces diárias, enquanto aumentava a sua intolerância a lugares e objetos sagrados e mergulhava cada vez mais em crises depressivas.

Durante todo esse período de tempo e até perto do final das sessões de exorcismo, Anneliese foi medicada com poderosos psicotrópicos. No início com Aolept (periciazina), que evita as convulsões por meio de sua ação direta no sistema nervoso, e depois com Tegretol (carbamazepina). A medicação se revelou ineficaz em deter as convulsões e fazer desaparecer as visões e vozes, que se tornaram mais e mais freqüentes para a jovem Anneliese.


O exorcismo
No verão de 1973, os pais de Anneliese foram até a paróquia local solicitando aos religiosos que submetessem a sua filha ao ritual de exorcismo. A princípio, o pedido foi negado, uma vez que a doutrina da Igreja Católica com respeito a essas práticas é muito restrita. Segundo a Igreja, dentre outras coisas, os possuídos devem ser capazes de falar línguas que nunca tenham estudado, manifestar poderes sobrenaturais e mostrar grande aversão aos símbolos religiosos cristãos.

Algum tempo depois, o padre Ernst Alt, considerado um perito no assunto, conclui que Anneliese já reunia as condições suficientes para a realização do exorcismo, de acordo com os procedimentos prescritos no Rituale Romanum.

Por essa época, Anneliese já tinha assumido um comportamento cada vez mais irascível. Ela insultava, espancava e mordia os outros membros da família, além de dormir sempre no chão e se alimentar com moscas e aranhas, chegando a beber da própria urina. Anneliese podia ser ouvida gritando por horas em sua casa, enquanto quebrava crucifixos, destruía imagens de Jesus Cristo e lançava rosários para longe de si. Ela também cometia atos de auto-mutilação, tirava suas roupas e urinava pela casa com freqüência.

Em 1974, após acompanhar de perto o comportamento de Anneliese, o padre Ernest Alt finalmente decidiu solicitar permissão ao Bispo de Würzburg para realizar o exorcismo e a permissão foi concedida.


Após efetuar uma exata verificação da possessão (Infestatio) em setembro de 1975, o Bispo de Würzburg, Josef Stangl, autorizou os padres Ernest Alt e Arnold Renz a realizarem os rituais do Grande Exorcismo, cuja base é o Rituale Romanum, que ainda era, à época, uma lei canônica válida desde o século XVII.

No rito do exorcismo o padre deve portar um crucifixo e uma Bíblia, para poder utilizar as palavras ditas por Jesus Cristo com precisão. Deve fazer o sinal da cruz, abençoar a pessoa possuída e aspergir sobre ela água benta. O padre então ordena com fé e firmeza que o demônio deixe o corpo do possesso e ora pedindo pela salvação da vítima em nome de Jesus Cristo. As orações denunciam a ação maléfica de Satanás e rogam pela misericórdia de Deus. Normalmente, os padres levam o possesso para uma igreja ou capela, onde podem realizar o rito reservadamente, apenas com a presença dos familiares. As sessões de exorcismo não têm um prazo de duração específico, podendo se estender durante horas, dias ou meses.

No caso de Anneliese, as 67 sessões de exorcismo que se seguiram, numa freqüência de uma ou duas por semana, se prolongaram inicialmente por cerca de nove meses, durante os quais ela muitas vezes tinha que ser segurada por até três homens ou, em algumas ocasiões, acorrentada. Ela também lesionou seriamente os joelhos em virtude das genuflexões compulsivas que realizava durante o exorcismo, aproximadamente quatrocentas em cada sessão.

Nas sessões, que foram documentadas em quarenta fitas de áudio para preservar os detalhes, Anneliese manifestou estar possuída por, pelo menos, seis demônios diferentes, que se autodenominavam Lúcifer, Caim, Judas, Nero, Hitler e Fleischmann, um padre caído em desgraça no século XVI.

Todavia, o Rituale Romanum, assim como o tratamento com psicotrópicos, também não surtiu o efeito desejado.


A Virgem
Durante o período em que esteve submetida ao exorcismo, onde continuava tomando os medicamentos, Anneliese relatou um sonho, onde teria se encontrado com a Virgem Maria, e que ela lhe teria proposto duas escolhas para a sua condição: ou ser liberada logo do jugo dos demônios ou continuar o seu martírio para que todos soubessem que o mundo espiritual e ação dos demônios no mundo existem de fato. Anneliese teria escolhido a segunda opção.

Segundo entendimento do ensaísta Elbson do Carmo, em seu artigo [1], no Universo Católico:

Anneliese optou pelo martírio voluntário, alegando que seu exemplo enquanto possessa serviria de aviso a toda a humanidade de que o demônio existe e que nos ronda a todos, e que trabalhar pela própria salvação deve ser uma meta sempre presente. Ela afirmava que muitas pessoas diziam que Deus está morto, que haviam perdido a fé, então ela, com seu exemplo, lhes mostraria que o demônio age, e independe da fé das pessoas para isso.

— Universo Católico


Falecimento
Em 1 de julho de 1976, no dia em que Anneliese teria predito sua liberação, morreu enquanto dormia. À meia-noite, segundo o que afirmou, os demônios finalmente a deixaram e ela parou de ter convulsões. Anneliese foi dormir exausta, mas em paz, e nunca mais acordou, falecendo aos 23 anos de idade. A autópsia considerou o seu estado avançado de desnutrição e desidratação como a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos. Nesse dia, o seu corpo pesava pouco mais de trinta quilos.


Julgamento
Logo após o falecimento de Anneliese, os padres Ernest Alt e Arnold Renz fizeram o comunicado do óbito às autoridades locais que, imediatamente, abriram inquérito e procederam às investigações preliminares.

Os promotores públicos responsabilizaram os dois padres e os pais de Anneliese de homicídio causado por negligência médica. O bispo Josef Stangl, embora tivesse dado a autorização para o exorcismo, não foi indiciado pela promotoria em virtude de sua idade avançada e seu estado de saúde debilitado, vindo a falecer em 1979. Josef Stangl foi quem consagrou bispo o padre Joseph Ratzinger, que no futuro se tornaria o Papa Bento XVI.

O julgamento do processo, que passou a ser denominado como o Caso Klingenberg (em alemão: Fall Klingenberg), iniciou-se em 30 de março de 1978 e despertou grande interesse da opinião pública alemã. Perante o tribunal, os médicos afirmaram que a jovem não estava possuída, muito embora o Dr. Richard Roth, ao qual foi solicitado auxílio médico pelo padre Ernest Alt, teria feito a afirmação à época que não havia medicação eficaz contra a ação de forças demoníacas (cfe. fonte original: "there is no injection against the devil").

Os médicos psiquiatras, que prestaram depoimento, afirmaram que os padres tinham incorrido inadvertidamente em "indução doutrinária" em razão dos ritos, o que havia reforçado o estado psicótico da jovem, e que, se ela tivesse sido encaminhada ao hospital e forçada a se alimentar, o seu falecimento não teria ocorrido.

A defesa judicial dos padres foi feita por advogados contratados pela Igreja. A defesa dos pais de Anneliese argumentou que o exorcismo tinha sido ato lícito e que a Constituição Alemã protege os seus cidadãos no exercício irrestrito de suas crenças religiosas.

A defesa também recorreu ao conteúdo das fitas gravadas durante as sessões de exorcismo, que foram apresentadas ao tribunal de justiça, onde, por diversas vezes, as vozes e os diálogos — muitas vezes perturbadores — dos supostos demônios eram perfeitamente audíveis. Em uma das fitas é possível discernir vozes masculinas de dois supostos demônios discutindo entre si qual deles teria de deixar primeiro o corpo de Anneliese. Ambos os padres demonstraram profunda convicção de que ela estava verdadeiramente possessa e que teria sido finalmente libertada pelo exorcismo, um pouco antes da sua morte.

Ao fim do processo, os pais de Anneliese e os dois padres foram considerados culpados de negligência médica e foi determinada uma sentença de seis meses com liberdade condicional sob fiança.


Exumação
Antes do início do processo, os pais de Anneliese solicitaram às autoridades locais uma permissão para exumar os restos mortais de sua filha. Eles fizeram esta solicitação em virtude de terem recebido uma mensagem de uma freira carmelita do distrito de Allgaeu, no sudoeste da Baviera. A freira relatou aos pais da jovem que teria tido uma visão na qual o corpo de Anneliese ainda estaria intacto ou incorrupto e que esta seria a prova definitiva do caráter sobrenatural dos fatos ocorridos. O motivo oficial que foi dado às autoridades foi o de que Annieliese tinha sido sepultada às pressas em um sarcófago precário.

Os relatórios oficiais, entretanto, divulgaram a informação que o corpo já estava em avançado estado de decomposição. As fotos que foram tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas. Várias pessoas chegaram a especular que os exumadores moveram o corpo de Anneliese do antigo sarcófago para o novo, feito de carvalho, segurando-o pelas mãos e pernas, o que seria um indício de que o corpo não estaria na realidade muito decomposto. Os pais e os padres exorcistas foram desencorajados a ver os restos mortais de Anneliese. O padre Arnold Renz mais tarde afirmou que teria sido inclusive advertido a não entrar no mortuário.


Legado
Em 1999, na cidade do Vaticano, o Cardeal Jorge Medina Estevez apresentou aos jornalistas a nova versão do Rituale Romanum, que vinha sendo usado pela Igreja Católica desde 1614. A nova versão, escrita em latim em 84 páginas com encadernação de couro carmim, veio depois de mais de dez anos de estudos e é denominada De exorcismis et supplicationibus quibusdam (em português: "De todos os gêneros de exorcismos e súplicas"). O Cardeal Estevez afirmou, durante a divulgação do rito reformado, que "a existência do demônio não é um ponto de vista, algo no qual se possa decidir acreditar ou não". O Papa João Paulo II aprovou o novo rito de exorcismo que agora é adotado em todo o mundo católico.

Segundo o Cardeal Jacques Martin, ex-administrador da Casa Pontifícia, em seu livro My Six Popes, o próprio Papa João Paulo II teria realizado um exorcismo em 1982, expulsando um demônio de uma mulher italiana que lhe fora trazida contorcendo-se, gritando e lançando-se ao chão. O Papa João Paulo II teria ministrado ainda dois outros exorcismos durante o seu pontificad.

Nos dias atuais, o túmulo de Anneliese Michel em Klingenberg am Main tornou-se um local de peregrinação para os cristãos que a consideram uma devota que experimentou extremos sacrifícios em um martírio voluntário para possibilitar a salvação espiritual de muitos.

https://diabolicalconfusions.wordpress.com/2011/03/14/the-entire-case-history-of-anneliese-michel-the-real-emily-rose-warning-shocking-content/