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Mensagens - Mestre Cruz

#361
A história que vos vou contar, já se repetiu na minha vida ao longo dos anos.

Sempre que estou um pouco stressada do trabalho gosto de ir com uma amiga minha acampar. No entanto, decidimos acampar num local fora do comum. O local de eleição é o Cerro Cabeça de Camera, na freguesia de São sebastião, Loulé. É um local de eleição para se fazer para-pente e por vezes passam alguns ciclistas. Fora isso, é um local calmo e perfeito para se estar e apreciar ao longe o movimento da cidade de Loulé.
Durante o dia é o local perfeito. No entanto, quando a noite cai, algo muda. Não sei se é por estarmos as duas ali sozinhas, mas dou comigo constantemente a olhar para trás, como se, subitamente, fosse aparecer uma sombra qualquer no meio das alfarrobeiras ou oliveiras.
Decidimos comprar uma tenda de campismo para levar a sério a nossa aventura e levamos comida, sacos para o lixo e tudo mais.
Adoro aquele local, independentemente de tudo o que se começou então a passar.
Sempre que adormeço na tenda já de noite, todos os sonhos que tenho envolvem o cerro. Neles eu e a minha amiga tentamos escapar de um sujeito de chapéu que nos persegue. A primeira vez que sonhei com isto, não dei importância. No entanto, comecei a dar relevância ao sonho quando percebi que o sonho se repete sempre com os mesmos pormenores mal decida lá pernoitar.
Por vezes acordo a meio da noite, está a minha amiga completamente ferrada, e eu sinto coisas ao meu redor. Uma noite acordei sobressaltada e vi uma mão no lado de fora da tenda. Era uma mão enorme mesmo junto da zona onde dormia. Arranjei coragem e abri a tenda sem pensar no que estava a fazer, mas qual não foi o meu espanto, do lado de fora não havia nada. E depois conferi que do lado de dentro também não.
Alguém já passou por alguma situação assim?
Vou deixar algumas fotos da vista para que possam ter uma ideia.





#362
Enigmas & Mistérios / Kaspar Hauser- O mistério...
Outubro 02, 2018, 04:35:35 PM
Kaspar Hauser tornouse
conhecido na Alemanha ao afirmar que havia passado toda a sua vida em uma
masmorra, sem contato com humanos, sendo alimentado apenas com pão e água. O jovem, supostamente com
quinze anos de idade, apareceu em uma praça pública de Nuremberg, em 26 de maio de 1828, com apenas
uma carta endereçada a um capitão da cidade, explicando parte de sua história, um pequeno livro de orações,
entre outros itens que indicavam que ele provavelmente pertencia a uma família da nobreza. Hauser tornouse
o centro das atenções de Nuremberg e, em pouco tempo, surgiram rumores de que deveria ser o príncipe
herdeiro da família real de Baden, no sudoeste da Alemanha, que havia sido roubado do berço em 1812.
Como passou quase toda a sua vida aprisionado numa cela, não tendo contato verbal com nenhuma outra
pessoa, não conseguia se expressar em um idioma. Porém, logo lhe foram ensinadas as primeiras palavras e,
com o seu posterior contato com a sociedade, ele pôde pausadamente aprender a falar, da mesma maneira que
uma criança. Afinal, ele havia sido destituído somente de uma língua, que é um produto social da faculdade de
linguagem, não da própria faculdade em si. A exclusão social de que foi vítima não o privou apenas da fala,
mas de uma série de conceitos e raciocínios, o que fazia, por exemplo, que Hauser não conseguisse diferenciar
sonhos de realidade durante o período em que passou aprisionado.
Entre as idiossincrasias originadas pelos seus anos de solidão, Hauser odiava comer carne e beber álcool, já que
aparentemente havia sido alimentado basicamente por pão e água. Aprendeu a falar, a ler e a se comportar, e
a sua fama correu a Europa, tendo ficado conhecido, à época, como o "filho da Europa". Obteve um
desenvolvimento do lado direito do cérebro notoriamente maior que o do esquerdo, o que teoricamente lhe
proporcionou avanços consideráveis no campo da música.
Kaspar Hauser viveu com alguns tutores até ser assassinado com uma facada no peito, em dezembro de 1833,
nos jardins do palácio de Ansbach. As circunstâncias e motivações ou a autoria do crime jamais foram
esclarecidas, apesar da recompensa de 10.000 Gulden (c. 180.000,00 Euros) oferecida pelo rei Luís I da
Baviera para quem pegasse o assassino.
A sua história foi representada no filme de Werner Herzog, "Jeder für sich und Gott gegen alle" (em língua
portuguesa) "Cada um por si e Deus contra todos"), de 1974, lançado em português com o título "O Enigma de
Kaspar Hauser".
A bibliografia destinada a desvendar a real identidade de Kaspar Hauser é composta por mais de 400 livros e 2
mil artigos. Alguns biógrafos são a favor da teoria do príncipe e outros, de que Hauser era um garoto que foi
abandonado na cidade e inventou a história da masmorra para despertar a generosidade alheia.
Para esses historiadores, a história da masmorra não faz sentido, uma vez que o jovem teve um bom
desenvolvimento físico e mental, algo que não poderia acontecer vivendo em uma prisão pequena e escura,
sendo alimentado todos esses anos apenas com pão e água.
Em relação à sua procedência real, em 1996, a revista alemã "Der Spiegel' patrocinou um exame de DNA para
comprovar a história. Uma mancha de sangue na roupa de Kaspar Hauser, guardada em um museu alemão, foi
comparada ao DNA da realeza de Baden, e o resultado foi que eles não têm relação.
De acordo com historiadores mais recentes, é provável que Kaspar Hauser tenha sido o filho ilegítimo de
alguma família respeitável, criado em alguma fazenda isolada e abandonado na cidade quando os parentes não
quiseram mais o manter. Contar uma história fantástica sobre como foi maltratado teria sido uma estratégia
para comover as pessoas e conseguir dinheiro, amigos e fama. O escritor Jan Bondeson afirma em seu livro "Os
Grandes Impostores" que "a história de Kaspar Hauser tem alguns temas característicos dos contos de fadas
tradicionais: o príncipe aprisionado, o ingênuo com poderes extraordinários, o órfão à procura de suas
verdadeiras origens. Na literatura e nas artes, Kaspar Hauser adquiriu vida própria".

Um dos casos mais misteriosos da psicologia humana se trata da história de Kasper Hauser – um menino que
provavelmente teria nascido em 30 de Abril de 1812 em Mittelfranken na Alemanha.
Segundo relatos, foi abandonado em uma masmorra (cela) na zona rural da cidade, e, não tinha nenhum
contato físico e verbal com outra pessoa; o que o impediu de se expressar em um idioma e de construir uma
figura humana através de símbolos. Exemplo: nós conhecemos uma cadeira, porque nos disseram desde
pequeno que o tal objeto é uma cadeira. Porém, se ao contrário fosse dito que seria um cão, assim a
chamaríamos.
Aos quinze anos, Hauser foi solto por uma pessoa não identificada, em uma praça pública de Nuremberg, em
26 de maio de 1828. Com ele, foram encontrados apenas uma carta explicando sua vida, um livro de orações e
um cavalo de madeira. Como foi alimentado basicamente de pão e água durante o tempo em que esteve preso,
o organismo do jovem adquiriu intolerância a ingerir qualquer outro alimento ou bebida.
Com o tempo o rapaz deixou de ser um 'selvagem' – assim era conhecido, pois agia como tal, e passou a falar,
escrever e agia de forma social; inclusive era conhecido como "filho da Europa" – devido sua popularidade.
Apesar disso, ele nunca se lembrou do seu passo, não se sabe ao certo porque havia sido aprisionado quando
criança e solto quando jovem.
Kaspar Hauser, foi assassinado com uma facada no peito, em Dezembro de 1833, nos jardins do palácio de
Ansbach. As motivações e autoria do crime jamais foram esclarecidas; mas, acreditase
que a morte foi
encomendada por uma universidade da época e que seu corpo foi estudado por psicanalistas e psiquiatras.
O filme alemão 'O Enigma de Kaspar Hauser', dirigido pelo premiado diretor Werner Herzog, fala sobre a
dramática história desse garoto.
#363
Enigmas & Mistérios / Jesus e seu mistério
Outubro 02, 2018, 04:34:53 PM
São muitos os livros, tanto de história, antropologia, filosofia e religião, que abordam de uma maneira ou de outra a mágica figura deste personagem, real ou imaginário, que fascina em todos os campos em que é estudado.

Jesus Cristo



De toda esta informação que baralhamos tentaremos escolher de maneira didática uma correlação de fatos e de figuras históricas que foram importantes e marcaram, sem dúvida, a trajetória individual e coletiva dos povos envolvidos.

Como premissa ao presente trabalho dizemos que mencionaremos a nomenclatura das datas a serem utilizadas (tal como muitos autores modernos fazem) como a.e.c. (antes da era comum) e d.e.c. (depois da era comum) para evitar as oficialmente estabelecidas de a.C. e d.C. (antes de Cristo e depois de Cristo), por não estar de acordo com esta terminologia, já que se utiliza de maneira monolítica e enviesada, sem levar em conta que Cristo não é uma pessoa, senão uma força que espiritualiza todo aquele que é capaz de encarná-la. Portanto, Cristos (Ungidos) houve muitos e conceber que só e unicamente existiu o Cristo Palestino na figura de Jesus é começar não sendo eclético com nossa maneira repousada de contemplar a história.

O que não podemos discutir é que a figura de Jesus se concebe dentro do povo judeu, portanto, é totalmente necessário fazer uma breve pausa a fim de conhecer o mesmo.

Jacó e seus filhos



O povo judeu começa a ter entidade como tal com as doze tribos que formam os doze filhos do patriarca Jacó (aquele que resistiu ao anjo do Senhor por toda a noite e por teimosia mudou o nome de Israel): Aser, Benjamim, Dã, Gad, Issacar, José, Judá, Levi, Nephtali, Ruben, Simeão e Zabulão. As tribos de Ruben, Simeão, Levi e Judá tinham além de um Patriarca uma mãe comum e isto fez com que se formassem alianças de maior grau entre elas. De fato o termo judeu vem do hebreu yehudi, que num princípio serviu para denominar os membros da tribo de Judá e depois os habitantes da Judéia, que era o nome que de fora davam a esse território palestino, enquanto os judeus que viviam ali o chamavam de "Eretz Israel" (país de Israel).

A época de maior esplendor chega no s. X a.e.c. com o rei Davi e com seu filho Salomão, construtor do primeiro Templo de Jerusalém. O rei assírio Sargão III destrói o reino de Israel em 721 a.e.c. e deixa o território como uma de suas províncias até que o rei Nabucodonosor II a conquista em 597 a.e.c. A partir de então as revoltas acontecem, mas o dominador é mais forte e em 586 a.e.c. chega até Jerusalém e destrói o Templo, símbolo do povo por excelência, deportando milhares dos seus habitantes para Babilônia. É aqui onde este povo, rebelde como nunca se viu, forma uma grande colônia com os já existentes nestes territórios devido às deportações e migrações que aconteceram desde a queda do reino de Israel em 721 a.e.c

Nabucodonosor e Babilônia



Desse agrupamento surge o profeta Ezequiel, ocupando a liderança desta comunidade babilônica e mantendo sua união baseado na mudança da pátria política pela espiritual, sendo o ritual e a tradição o que começou a imperar na vida dos exilados. Os escribas tomam protagonismo e põem sobre o pergaminho suas leis e tradições. Um ar de esperança começa a fomentar a mente e o coração de todos os seus membros: o de pertencer a um povo, unido por sua fé, sem território, mas com uma idéia clara, a de voltar cedo ou tarde para sua amada pátria e reconstruir na cidade de Davi o glorioso Templo que em tempos já longínquos levantara seu filho Salomão.

E o tempo chega, se a chama da esperança não se desvanece, por tê-la mantida viva contra o vento e a maré. Passados apenas 70 anos, em 539 a.e.c., o rei Ciro II "O Grande" sobe ao poder e autoriza todo membro do povo judeu que queira regressar à terra de seus maiores. Contam as crônicas que sob o comando de Zorobabel, um príncipe da estirpe de Davi, 42.360 judeus, 7.337 escravos, cavalos, mulos, camelos e todo tipo de apetrechos se puseram em marcha e dois anos mais tarde chegaram ao seu amado destino, construindo sobre as ruínas do primeiro Templo o segundo e último deles, fato que consumaram, basicamente, em 516 a.e.c., data que marca o verdadeiro fim do exílio babilônico (de 586 a 516 a.e.c.). Ao longo dos séculos que restam até enlaçar com a época de Herodes O Grande (século I a.e.c.) houve mais migrações ainda que não deste porte, mas sim convém assinalar outra importante que esteve capitaneada por um famoso mestre e escriba chamado Esdras.
O Templo para os judeus representa uma meta de importância capital (tal como Meca, séculos mais tarde, para o povo muçulmano). Tanto é assim que na atualidade não se reconstruiu pela terceira vez desde a destruição deste, no ano 70 d.e.c., pelo general romano Tito, e sua veneração por ele no dia de hoje é exteriorizada no "Muro das Lamentações" que é o que resta desse segundo Templo.

Flávio Josefo no livro V, cap. 5 de "A Guerra dos judeus" descreve com detalhe o segundo e último Templo, começado na época de Zorobabel e terminado, em sua totalidade, em 414 a.e.c. Apesar de que este revestia maior modéstia que o primeiro, era uma grande construção para o momento, segundo nos conta:

O Templo de Salomão



"...O lugar mais sagrado do templo estava no meio, e se chegava a ele por doze degraus... Todo o edifício estava dividido em duas partes, mas só a primeira parte se oferecia às miradas. Sua altura era de 80 codos (aprox. 37 metros), sua largura de 20 codos (aprox. 8,20 metros), e sua longitude de 50 codos (aprox. 20,5 metros)... A entrada que se encontrava nesta primeira parte do edifício, o mesmo que sua parede, estava forrada de ouro. No alto tinha pâmpanos dourados cujos racemos possuíam as dimensões de um homem... A parte interna parecia mais baixa que a externa e possuía áureas portas de 55 codos de altura (aprox. 22,5 metros) por 16 de largura (aprox. 6,6 metros). Cobriam-nas um véu das mesmas proporções. Era uma cortina babilônica, azul, branca, grená e carmesim, maravilhosamente feita...


...Quando se entrava no templo encontrava-se um recinto de 60 codos de altura (aprox. 24,6 metros) e de mesma longitude, sendo sua largura de uns 20 codos (aprox. 8,20 metros). Os 60 codos de longitude estavam divididos. A primeira parte, de 40 codos, continha três coisas famosíssimas e admiradas por toda a humanidade: o candelabro, a mesa (dos pães da proposição) e o altar do incenso. Os doze pães da mesa significavam os signos do zodíaco e o ano. O altar do incenso com seus treze aromas diferentes, trazidos de terras longínquas, alegorizavam Deus como dono de tudo o que há no universo e em representação de que todas as coisas lhe serviam. O lugar mais recôndito do Templo media 20 codos (aprox. 8,20 metros). Estava separado do compartimento anterior por um véu. Não havia nada nele. Era inacessível, inviolável e invisível: era chamado o Sancta Sanctorum..."

O povo judeu encontrava-se muito disseminado pelo Egito, Síria, bem como por muitas das cidades ribeirinhas do Mediterrâneo, porque todas ou quase todas eram helênicas e se desenvolveram como repúblicas independentes. Este estava tremendamente misturado com o helenismo imperante em todos estes territórios. Tanto é assim que entre o século II e I a.e.c. em Alexandria, foco indiscutível de cultura, começou-se a traduzir o cânon bíblico do hebreu ao grego (o que anos mais tarde foi chamado de "Dos setenta" porque participaram, segundo contam, 6 experientes judeus para cada uma das tribos, sendo esta tradução a que Orígenes enviou a Jerônimo para a encomenda que tinha do Papa Dámaso no século IV d.e.c. para sua tradução ao latim de todos estes textos que passaram a ser conhecidos como A Vulgata). A Galiléia, neste tempo, é um território independente e conhecido como "Galiléia dos gentios" pelo insignificante número de judeus que a habitavam, ainda que com a chegada da regência macabéia haja uma volta ao judaizante, com uma clara imposição de suas normas e costumes, tal como contam os grandes historiadores que se dedicaram a estudar até o último detalhe de todas estas questões.

Heródoto


O estado de Judéia até 161 a.e.c. é um insignificante território perdido num grande país como Síria. Heródoto, apesar de ser muito minucioso em suas crônicas, nunca o menciona a não ser como "os sírios da Palestina". Desde esta época se gesta uma revolta encabeçada por Judas e Jônatas Macabeu que acende como a pólvora e que é mantida durante longos anos por João Hircano, Judas Aristóbulo e Alexandre Janneo, levando o povo judeu até os saudosos anos de esplendor que tiveram com Salomão, recuperando um território de extensão parecida a daqueles gloriosos tempos. Voltando a recuperar o reino de Israel com a dinastia dos Macabeus, chegou-se a fundar uma Palestina judia, insuflando no povo um orgulho de nação como nunca antes conhecido. Com os reis herodianos e a dominação romana tudo foi perdido, até o território que lhes tinha servido durante centenas de anos como lugar de assentamento, passando a uma diáspora que não abandonaram até que, por decisão das Nações Unidas no ano 1948, voltou a outorgar-lhes o direito de habitar como nação parte dos territórios que hoje todos conhecemos como Israel.

Desde que os romanos chegaram à área no ano 65 a.e.c. pela mão de Pompeu até que é nomeado o rei Herodes "O Grande" (chamado assim pelos historiadores helenos) em 37 a.e.c., o que tinha sido o País de Israel ficou reduzido a um deserto. Os mortos são contados aos milhares e o ódio por este rei edomita (já que Herodes era da região de Edom), mais amigo dos gentios que do seu povo, se engrandece até limites insuspeitados, sobretudo na região da Galiléia, onde os celotes e sicários resistiram como verdadeiros baluartes de uma revolução em que já poucos acreditavam e só o céu lhes servia de esperança para clamar por um Messias que acabasse com todos aqueles inimigos do povo que tinha sido fiel às Alianças de seus Patriarcas.

Durante o tempo de Herodes, o Sinédrio praticamente deixou de existir. Só era permitido abordar questões religiosas sem importância. O Sumo Sacerdote era posto e deposto por este "escravo edomita" como lhe qualificavam seus súditos.

O povo judeu engendrou um ódio que se estendeu aos romanos, já que eram eles os que lhe mantinham no poder. Tanto que às vezes era sinônimo dizer "o reino de Edom ou o de Roma" para representar inimigos comuns.

No ano 31 a.e.c. houve um terremoto em Judéia que matou milhares de pessoas (aprox. 30.000 contam as crônicas). Os anos 25 e 24 a.e.c. foram anos de penúria em geral, já que a fome, as pragas e as pestilências não tiveram compaixão com os mais desprotegidos. Em tudo isto o povo não via outro sinal que "os tormentos do Messias" tal como chamavam e concebiam os tempos de sua iminente chegada, explicando todas estas penúrias como as dores do parto para que se realizasse o advento.

E não foram poucos os candidatos que de maneira mais contundente ou de forma mais espiritualizada se erigiram como tais, detrás de uma liberdade que seu povo demandava.

Com estes mínimos exemplos, o único que quero é aproximar-me dos dados históricos de forma imparcial, para que nosso entendimento possa discernir o respeito, mas sem menosprezar o valor interno e esotérico que contém a história (que entre os cristãos é chamada sagrada) com independência de crer se é real ou inventada. O que sim podemos afirmar é que, apesar da manipulação que houve ao longo dos tempos, ainda permanecem invariáveis chaves de inestimável valor para a superação do gênero humano.

Não obstante, temos de mostrar-nos críticos na hora de observar como se homogeneizaram as Escrituras, sendo no Concílio de Nicéia, primeiro reconhecido que tem caráter de ecumênico e universal, onde se decidiu com contundência elementos tão importantes como qual seria o cânon de textos que a partir desse momento se converteriam em oficiais e o resto em proscritos ou anatematizados (segundo as crônicas, já que as atas são inabordáveis, teve que se eleger 4 dos 270 apresentados. Estes foram colocados sobre a mesa central da sala conciliar com o fim de que sob chave passassem a noite no mais absoluto silêncio, e com a ajuda do Espírito Santo, todos os bispos pediram O Grande Julgamento de Deus. Este se fez, então na manhã seguinte, quando o encarregado da chave abriu a porta, todos os livros estavam no solo exceto os quatro que se converteram nos que hoje conhecemos como canônicos). Neste concílio também se fixou a Semana Santa. Obteve-se um texto do chamado Credo Niceno e começaram a combater as heresias de todos aqueles que não estavam dispostos a aceitar que Jesus era Jesus Cristo, o Filho único de Deus, a segunda pessoa da Trindade. Combateu-se o Arianismo e o Monifisismo, deixando claro a estas duas doutrinas que Jesus Cristo foi verdadeiro homem e verdadeiro Deus, e a partir deste momento começou o calvário, não para esse Homem que defendiam como enviado do Altíssimo, senão para todos aqueles que o questionavam ou não o tinham tão claro.

Temos de ter em conta que as correntes filosóficas e religiosas do momento (helênicas em sua maior parte) se centravam em cultos míticos muito antigos, denominados pagãos pela emergente casta sacerdotal, como o de Dionísio-Osíris, Mitra, Orfeu. Assim mesmo havia umas correntes muito poderosas que tinham fusionado esta tradição com a cristã e que a história e os heresiólogos chamaram gnose cristã, onde se encerravam os mistérios e chaves universais que outras culturas já tinham experimentado com suas próprias idiossincrasias.

A tradição, através dos mestres de mistérios pagãos, fala do EIDOLON como a materialização do nosso corpo bem como da personalidade encarnada, já que o iniciado sente a si mesmo como tal, e o DAEMON como a parte espiritual que habita em cada um de nós, ainda que o iniciado que foi iluminado e descobre o seu Daemon Individual se dá conta de que este é uma parte do Daemon Universal, ou o que é o mesmo, todas as almas fazem parte da alma de Deus, que é única. Portanto, conhecer a si mesmo é conhecer a Deus. Conseguir este estado, denominado de EPOPTAE, seria conseguir a Gnose.

Deus e Homem



Clemente de Alexandria (Pedagogo 3,1) escreve: "Conhecer a si mesmo é a maior de todas as disciplinas, porque quando um homem conhece a si mesmo, conhece a Deus".

Reflexão


O sábio gnóstico Monoimo (citado por Mead 1906, p. 223) faz esta bela exposição quando se refere à conquista desta parte espiritual em nós: "Buscai-o tomando a vós mesmos como ponto de partida. Averiguai quem há dentro de vós que se apropria de tudo e diz: 'Meu Deus, minha mente, meu pensamento, minha alma, meu corpo'. Averiguai as fontes do pesar, do gozo, do amor, do ódio, do despertar ainda que não queirais, e do sono ainda que não queirais dormir, e do enfado ainda que não queirais vos enfadar e da paixão ainda que não queirais vos apaixonar. Se pesquisais cuidadosamente estas questões, o encontrareis em vós mesmos". Portanto, quando o gnóstico ou o "conhecedor" descobre o Daemon se estabelece na realidade de ter chegado à alma do universo, à consciência que habita em cada um de nós. Segundo estes mesmos sábios, quando descobrimos quem somos, chegamos à conclusão de que o único que há é Deus.

Dionísio



Em que consistia o mito de Dionísio? R.A. Segal o decifra: "O jovem deus Dionísio foi entronizado tão logo quando nasceu numa gruta da Ilha de Creta. Mas os Titãs deram-lhe um espelho para distrair sua atenção, e enquanto o menino se olhava nele e ficava fascinado por sua própria imagem, o despedaçaram e devoraram. Só o coração do deus se salvou. Isto quer dizer que Dionísio, ao ver seu eidolón, seu reflexo no espelho, em certo sentido se duplicou e desapareceu no interior do espelho e desta maneira se dispersou no Universo. Segundo os sábios órficos, isto significa que a alma do mundo se divide e dispersa por meio da matéria. Mas o espírito do mundo permanece indiviso e puro de todo contato com a matéria. Ao descobrir o crime, Zeus destruiu aos 12 Titãs e com suas cinzas criou o gênero humano. Este mito explica como a chispa divina manifesta-se primeiro em doze homens arquétipos, os signos do Zodíaco e depois na multidão de seres humanos que nascem sob a influência de um ou outro dos signos. A última Ceia é um sacrifício deste tipo, no qual o corpo de Jesus é consumido simbolicamente por 12 seguidores seus".

A última ceia


Ísis e Osíris


Em muitos dos mitos, Osíris-Dionísio morre desmembrado. Nele é possível de se ver a simbologia do trigo que se desfaz sob a trilha para converter-se posteriormente em pão e no calcado da uva que sucumbe para produzir vinho. Mais o mito osiríaco vai além e vemos Osíris desmembrado por seu irmão Set, personificação do Mal, e Ísis, seu consorte, que busca sem descanso os pedaços para voltar a juntar o disperso (religare) que na senda espiritual seria perceber o Um em Tudo. ("Eu sou o que o Criador é, logo eu sou a Presença em todo o criado").

Na Pistis Sophia o Jesus ressuscitado, ou o Jesus morto para o mundo, ensina que só alguém que se converteu num Cristo conhecerá a Gnose suprema do Todo.

"O corpo é uma tumba" diz Platão em Fedón. Os iniciados que experimentavam a ressurreição mística reconheciam sua identidade verdadeira como o Cristo e descobriam, tal como as mulheres na história de Jesus, que "a tumba estava vazia". Buscamos a identidade real e o corpo não é uma identidade real, pois é o eidolón que vive e morre. Buscamos a TESTEMUNHA ETERNA, ponto de apoio que Arquimedes tratava de encontrar para exercer de ancoragem à alavanca que contornaria o mundo conhecido e nos daria acesso à sensibilidade desse outro mundo sempre nonato e imperecível.

Jesus ressucitado


Aprofundando um pouco nesta questão diremos que a versão original do Evangelho de Marcos, a crônica mais antiga da história de Jesus, não falava nada da ressurreição. O referente a este episódio é acrescido posteriormente, tal como crêem muitos eruditos no tema. Portanto, este evangelho terminaria quando as mulheres encontram o sepulcro vazio. Os evangelhos gnósticos começam onde acabam os ortodoxos, já que não se ocupam de sua vida, mas dos seus ensinamentos. Isto pode fazer-nos pensar que a história contada nos evangelhos era para atrair o principiante ao caminho espiritual, já que esses ensinamentos podiam levar até o sepulcro vazio, insinuação dos mistérios exteriores, mas uma vez chegado a este ponto poderia participar dos mistérios interiores, ou o que é o mesmo, dos ensinamentos do Cristo ressuscitado, capacitando-lhe através de sua própria experiência mística direta e de um caminho de morte e ressurreição inicial para poder chegar ao reconhecimento de sua identidade real mais profunda, o eterno daemon universal, seu Cristo Íntimo.

Dentro do cristianismo gnóstico existiam uns níveis de iniciação com estas correspondências:


Nível iniciação  Nível de identidade  Descrição Gnóstica  Elemento
Hílico Ident. Física Eidolón Corpo Terra
Psíquico Ident. Psicológica Eidolón Espírito Falso Água
Pneumático Ident. Espiritual Daemon Espírito Ar
Gnóstico Ident. Mística Daemon Poder Luz Fogo

Os níveis de Consciência, tanto os pagãos como os cristãos, estavam vinculados de forma simbólica aos elementos. E as iniciações que levavam de um nível a outro eram simbolizados por batismos:
O Espírito Santo
O BATISMO PELA ÁGUA simboliza a transformação da pessoa hílica, que se identifica exclusivamente com o corpo, com a personalidade e a psique.



O BATISMO PELO AR simboliza a transformação do iniciado psíquico em pneumático porque se identifica com seu Daemon (o Ser dentro da terminologia gnóstica atual).


O BATISMO PELO FOGO representa a iniciação final que revela aos iniciados pneumáticos sua verdadeira identidade como o Daemon Universal, o Logos, o Cristo Interior, o "Poder Luz": "A luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo" (João 1,9), "A testemunha interior".


Os iniciados, tanto pagãos como aqueles cristãos que se iniciavam nos mistérios de Jesus, encontravam três metas interpretativas que lhes davam as chaves necessárias e suficientes à medida que avançavam em sua iniciação, estes se postulavam como: LITERAL, MÍTICO e MÍSTICO.
Místico
LITERAL: Os cristãos psíquicos tinham experimentado o primeiro batismo pela água e tinham sido iniciados nos mistérios exteriores do cristianismo. Interpretavam a história de Jesus como a crônica verdadeira de uma pessoa que literalmente voltou dos mortos.

MÍTICO: Os cristãos pneumáticos tinham experimentado o segundo batismo pelo ar (alento santo ou espírito santo), tendo sido iniciados nos mistérios interiores do cristianismo. Interpretando a história de Jesus como um mito alegórico que encerrava ensinamentos cifrados sobre a senda espiritual pela qual andava o iniciado.

MÍSTICO: O grau atingido neste batismo, o do fogo, era o de gnóstico, por ter reconhecido sua identidade como um Cristo (o logos ou daemon universal). Transcendiam a necessidade de qualquer ensinamento, incluída a história de Jesus, já que tinham descoberto que Sua palavra é Caminho e Seu corpo Fraternidade.



Terminaremos com um texto de Orígenes (de sua Filokália) que diz: "Cometeram-se muitos erros, porque a maior parte dos leitores não descobriu o método correto de examinar os textos... O método correto consiste em compreender os três níveis em que atuam as Escrituras. O mais baixo é a interpretação literal. O seguinte nível, para quem tiver avançado um pouco, é um nível alegórico que edifica a alma. O último nível, que revela a gnose, é para quem for aperfeiçoado pela lei espiritual... Seguindo esta senda tríplice, o iniciado cristão avança da fé à gnose". (Orígenes, 185-254 d.e.c., nasceu em Alexandria, estudou filosofia com Plotino sob o magistério de Amonio Sacas. Tornou-se aluno de Clemente de Alexandria e castrou a si mesmo de acordo com Mateus 19,12. Considerado tradicionalmente como literalista, apesar de suas obras terem bem mais de gnosticismo, foi condenado de maneira póstuma como herege pela igreja romana no século V).

Cristo

#364
Enigmas & Mistérios / O Mistério do Santo Sudário
Outubro 02, 2018, 04:34:16 PM



Uma das relíquias mais veneradas pelos cristãos é, sem dúvida, o Santo Sudário. Trata-se de um tecido de linho, medindo 4,36m de comprimento por 1,10m de largura, com o qual, segundo a tradição, José de Arimatéia teria envolvido o corpo de Jesus quando foi descido da cruz e colocado no sepulcro. A importância do Sudário para os cristãos está na imagem que aparece impressa sobre o pano, que revela o corpo de um homem de aproximadamente 1,81m de altura e cerca de 80 quilos, muito semelhante às descrições feitas a respeito de Jesus pelos evangelistas

" Ele O desceu da cruz, envolveu-o num pano de linho e colocou-o num sepulcro..." (Lucas, 23,53)


O santo Sudário
O que se diz a respeito da origem e da autenticidade do Santo Sudário? À medida que a ciência foi avançando, foram feitos inúmeros estudos a esse respeito. A NASA, por exemplo, cedeu sofisticada aparelhagem para um rigoroso estudo científico, levado a efeito durante quatro anos.

Mas ainda hoje há muitas controvérsias entre os cientistas, e a autenticidade do Sudário é uma questão que continua desafiando os estudiosos. Como teria sido conservado durante dois mil anos? Sabe-se, com certeza, que foi conservado num cofre de prata em Chambery, e que se salvou de um incêndio ali ocorrido em 1532. Perfurado pelas gotas de prata do cofre derretido, foi remendado pelas religiosas clarissas. Sabe-se também que a partir de 14 de setembro de 1578, o Sudário se encontra em Turim.

Mas por onde andou o Sudário antes dessas datas? Segundo algumas hipóteses, o Sudário passou por Jerusalém, Edessa (hoje Urfa, na Turquia), Constantinopla, Sidon, Lirey, Chambery e, finalmente, Turim.

Com a invenção de chapas de material ortocromático, foi possível fotografar, com pouco tempo de exposição, o Santo Sudário. A primeira fotografia foi feita por Secondo Pia, em 1898. O aprimoramento da tecnologia possibilitou uma incrível surpresa: descobriu-se, inesperadamente, uma imagem, como um estranho "negativo fotográfico", já existente há dezenove séculos! A emocionante descoberta revelou com precisão, a figura de um homem. Havia ali um maravilhoso positivo, fato que nunca ocorrera em toda a história da fotografia.

Antes disso, atribuía-se ao Sudário um valor bastante relativo de uma relíquia um pouco duvidosa, pois se pensava ser este a obra de algum pintor da Idade Média ou decalque em baixo relevo. Porém, na fotografia do Santo Sudário, foi possível que se observassem detalhes imperceptíveis na observação do lençol a olho nu.

Esse grande acontecimento, ocorrido no dia 28 de maio de 1898, foi o ponto de partida para o crescimento de um interesse interdisciplinar a respeito do Santo Sudário, que passou a ser objeto de estudo de historiadores, arqueólogos, egiptólogos, de cientistas especializados em tecidos antigos, de químicos, físicos, botânicos, anatomistas, patologistas, cirurgiões, médicos legistas, etc...

Em 1949, foi escrita uma das mais importantes obras a respeito do Sudário pelo cirurgião francês Dr. Pierre Barbet: "A paixão de Cristo segundo o Cirurgião". Barbet foi a primeira pessoa a fazer experiências com cadáveres de indigentes para descobrir qual fora a causa da morte de Jesus.


A Paixão segundo o cirurgião
Lendo-se o livro de Barbet, que é inteiramente baseado em fatos científicos, tem-se a impressão de estar assistindo à Paixão do Senhor. De fato, jamais alguém explicou tão minuciosamente as dores e as causas da morte de Jesus na cruz . Segundo o autor, Jesus sofreu de terríveis cãibras e lutou arduamente contra a asfixia.

"Começou Jesus a sentir pavor e angústia" (Mc,14;33). "E entrando em agonia, orava com mais instância. E o seu suor tornou-se como coágulos de sangue caindo até o solo" (Lc, 22; 44). O termo médico para esse fenômeno chama-se "hematidrose", que é a intensa vasodilatação dos capilares subcutâneos. Barbet diz: "distendidos ao extremo, rompem-se esses vasos em contato com milhões de glândulas sudoríparas. O sangue se mistura com o suor, e essa mescla poreja por toda a superfície do corpo. Mas, uma vez em contato com o ar, o sangue se coagula. Os coágulos, assim formados sobre a pele, caem por terra, levados pelo abundante suor". A esse respeito, diz São Lucas: "E o seu suor tornou-se como coágulos de sangue, que caíam até o solo".

Depois disso, Jesus sofreu mais de uma centena de chicotadas que, pela grave diminuição da resistência, poderiam ocasionar-lhe a morte. O Sudário mostra mais de 600 contusões e feridas espalhadas por todo o corpo de Jesus.

Sabe-se que os condenados à cruz, durante o caminho até o local da execução, iam sofrendo flagelos por todo o corpo, com exceção da região do coração, que era poupada para que não ocorresse uma "pericardite serosa traumática", que seria mortal.

A coroa de espinhos, ao contrário do que geralmente se pensa, não tinha a forma de uma grinalda, mas de um capacete, que era colocado sobre a cabeça e enfiado a bastonadas. A cruz era constituída por duas traves: a horizontal (patibulum), pesando cerca de 50 quilos, que o condenado carregava até o local da execução; e a trave vertical (stipes), que era fixada apenas no local da execução. Com isso, imagina-se o sofrimento de Jesus, carregando um peso de 50 quilos, com as mãos presas, levando golpes e batendo no chão a cabeça, coberta por espinhos...

As mãos de Jesus foram presas à cruz com cravos de ferro medindo cerca de 17cm de comprimento por 1cm de largura. Quanto aos pés, pela imagem do Santo Sudário, constatou-se que o pé direito de Jesus foi colocado diretamente sobre a madeira e o esquerdo sobre o direito, ambos atravessados por um só cravo.

Barbet refere-se também às dores, tanto morais quanto físicas, de Jesus, que sofria ainda mais vendo o sofrimento de sua mãe aos pés da cruz. Os crucificados morriam asfixiados, depois de uma incessante e desesperada luta para respirar: o supliciado erguia os braços, firmando seu peso sobre as chagas dos pés.

Para poder falar e respirar, Jesus se apoiava nas chagas dos pés e dizia: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem" (Lucas, 23, 34). É importante realçarmos que Jesus dizia no pretérito imperfeito, ou seja, ação continuada., que nos faz supor que Ele tenha pronunciado essas palavras mais de uma vez, ao passo que disse as outras frases: "Hoje estarás comigo no paraíso"; "Tenho sede"; "Eis aí tua mãe"; "Eis aí teu filho"; "Tudo está consumado".

O último capítulo do livro de Barbet ,e também o recente tratado de Manoel Solé, "La Sábana Santa de Turim", tratam com igual competência a causa mortis de Jesus. São diversas as indagações sobre a verdadeira causa. Não se sabe se foi asfixia, ruptura do coração, colapso ortostático, ingestão de líquido ou o conjunto de várias causas. Diz Solé que Jesus controlou durante todo o tempo possível a sua paixão e morte, ou seja, o poder de depor a sua vida e o de retomá-la. Até que, a ponto de morrer asfixiado, teve forças de clamar em voz poderosa: "Nas tuas mãos deponho o meu espírito".

Barbet termina seu livro com as seguintes palavras: "Ó Jesus, que não tivestes compaixão de vós mesmo, ó Jesus, que sois Deus - tende compaixão de mim, que sou pecador"


Outras descobertas
A partir da análise das marcas dos pés de Jesus no Sudário, descobriram-se impressões digitais que, com toda probabilidade, teriam pertencido à pessoa que transladou seu corpo. Essa pessoa poderia ter sido São João, José de Arimatéia ou Nicodemos.

O exame macroscópico do Sudário, feito pelo estudioso John Heller, mostrou vestígios de terra, provavelmente advinda das quedas de Jesus ao percorrer a via crucis. Foram também feitas fotomacrografias das marcas de sangue do coração do crucificado, chegando-se à conclusão de que se tratava de sangue do tipo AB, "semelhante ao tipo de sangue dos hebreus iemenitas atuais, que representam um núcleo étnico mantido imune de contaminações genéticas pelo seu isolamento. Isso reforçaria a suposição de que o Homem do Sudário era mesmo um hebreu" (Heller, John; -"Blood on The Shroud of Turin", in Applied Optics, vol. 19, n.16, 15 de agosto de 1980, p.168).

Pe. Manoel Solé fez outra notável observação em sua obra "La Sábana Santa de Turin", ao tratar do material do grande lençol. Ele retorna à narrativa de Plínio, o Velho (falecido no ano 79), em sua "História Naturalis", na qual o autor revelou que naquela época os tecelões usavam o amido para dar rigidez aos fios da urdidura. Depois, tratavam o tecido com pau-sabão, planta que é rica em saponina, uma substância fungicida. Com isso,explica-se sua esplêndida conservação. Além disso, Solé descobriu que a imagem impressa no Sudário mostra o uso da barba, e de cabelos até os ombros presos atrás por um trançado, costume tipicamente judaico.

A hipótese de que o Santo Sudário seria uma pintura, foi derrubada por diversos fatores. Entre esses, a explicação de Ray Rogers, segundo a qual os materiais de uma pintura não resistiriam ao incêndio de Chambery, ocasião na qual o tecido se encontrava dentro de um cofre de prata medieval, que tem um ponto de efusão entre 900 a 960 graus centígrados.


Descobertas da NASA
Três cientistas da NASA, John Jackson, Eric Jumper e Bill Mottern, fizeram a análise da foto tridimensional das pálpebras de Jesus, chegando a uma descoberta fantástica. Encontraram algo sobre os olhos de Jesus: era uma moeda sobre cada olho. Efetivamente, para que os olhos do morto permanecessem fechados, os judeus costumavam colocar moedas ou rodelas de cerâmica sobre as pálpebras. O professor Filas, da Universidade de Loyola, de Chicago, identificou essas moedas com o lepto, cunhado por Pilatos em 31 ou 32 da era cristã, podendo-se, a partir disso, determinar a data aproximada da fabricação do Sudário.

Kurt Berna formulou a hipótese de que Jesus ainda estaria vivo no sepulcro, não tendo, pois, morrido na cruz. Essa teoria, porém, foi derrubada com o estudo da marca de sangue venoso em forma de um 3, e um enrugamento da testa em virtude de contrações do músculo frontal, mostrando a ausência de circulação sanguínea e comprovando a autenticidade dos Evangelhos.

Primeira conferência estadunidense de pesquisa sobre o Sudário de Turim (23.03.1977)

Em 23 de março 1977, foi inaugurada a Primeira Conferência Estadunidense de Pesquisa sobre o Sudário de Turim, que reuniu na cidade de Albuquerque, em New México, EUA, desde integrantes da Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos, até membros da NASA e professores universitários. A intenção era a troca de opiniões sobre o modo como a imagem de Jesus ter-se-ia fixado no Santo Sudário. Até então, nenhum objeto fora submetido a tantos exames e com técnicas tão diferenciadas e modernas como, por exemplo, "emissividade", "fluorescência do raio x", "ativação do nêutron", etc. Fato bastante significativo foi o de a revista Science, a revista científica mais lida no mundo, ter publicado artigo sobre o Sudário.

A partir desses estudos, chegou-se à conclusão de que o processo de formação da imagem do Santo Sudário não dependia da pressão entre o corpo e o lençol. Um fato de difícil explicação é a questão da tridimensionalidade da figura do Sudário: até hoje, é o único caso de uma fotografia bidimensional que tenha se apresentado como tridimensional.

Outro ponto de questionamento, levantado no decorrer da Conferência, foi o de estabelecer de que maneira um corpo já morto, frio, na sepultura, pôde produzir algum tipo de radiação ou calor, capaz de criar a impressão perfeita de um corpo humano? Uma das explicações dadas, embora jamais relacionada ao Santo Sudário, foi o caso da bomba atômica em Hiroshima, cuja explosão foi capaz de deixar impressa, em alguns lugares, a marca permanente das sombras de prédios e outros objetos. A partir disso, formulou-se a semelhança entre a irradiação e o fenômeno do Sudário. O que formou a imagem, segundo Ian Wilson, foi algo que tinha um poder suficiente para projetá-la sobre o linho. "O que criou, pois, a imagem, deve ter sido alguma explosão de enorme intensidade". Mas a conclusão a que se chegou após diversas experiências, foi que ainda não se conhece nenhuma energia natural radiante que seja capaz de produzir tais efeitos sobre um pano de linho. Além disso, diz Solé, citando Barbet: "É inexplicável como um cadáver, coberto por chagas e envolto por um lençol, pôde sair dele, deixando intacto sobre ele a impressão do seu corpo e os traços do seu sangue".

A ciência foi capaz de explicar só até certo ponto o fenômeno dessa relíquia e documento que é o Santo Sudário. Segundo Pe. Sole, o Sudário é a prova material, por excelência, da Ressurreição de Jesus Cristo Nosso Senhor!


Ao visitar o Sudário, em Turim,o papa João Paulo II afirmou que o lençol não é matéria definitiva de fé, mas recomendou que se continue estudando-o, para que "se capte, com humildade, a profunda mensagem enviada".
#365
Em meados dos anos oitenta do século passado o GIFI realizou uma investigação de razoável envergadura acerca da prática de exorcismos em Vera Cruz de Marmelar (Portel- Alentejo), na sequência de uma notícia sobre a matéria publicada no jornal "Correio da Manhã". Nessa como em tantas outras ocasiões foi a comunicação social que chamou a nossa atenção para a verificação de determinados acontecimentos passíveis de investigação.

Para além de um amplo conjunto de textos acerca do fenómeno da possessão diabólica e acerca da história da localidade, foram realizadas três deslocações ao local, em 28 de Outubro de 1985, 23 de Março de 1986 e 5 de Março de 1988.

Em paralelo, foram realizadas entrevistas a sacerdotes, em 22 de Outubro de 1985 e 12 de Março de 1988, bem como a obtenção de parecer acerca dos casos registados por parte da psicóloga Drª Maria da Conceição Faria.

Participaram nas equipas de investigação nove membros do GIFI.

1- Vera Cruz

Quanto à povoação, situada a cerca de 10 km de Portel, sede do concelho, é referida nos registos históricos desde o século XIII, muito embora se admita que a ocupação do local seja anterior. Ganhou foros de alguma importância por ali ter sido instalado em meados do século XIII um mosteiro hospitalário, importante edifício que permaneceu na posse da ordem (então já denominada "de Malta") até ao século XIX, ou seja até que com o liberalismo foi decretada a extinção das ordens religiosas no país.

Actualmente trata-se de uma pequena povoação alentejana, caracterizada pela particularidade de se integrar numa região razoavelmente montanhosa, diferente portanto da usual imagem da planície alentejana.

Vera Cruz não atrairia o visitante, muito menos o investigador, não fosse o caso de ali se encontrar uma preciosa relíquia, nada mais nada menos que um pequena parcela do Santo Lenho, ou seja, da cruz onde Cristo foi crucificado.

É bem sabido como a soma dos pedaços do Santo Lenho conhecidos chegariam para perfazer uma floresta de cruzes. A explicação é simples, pois o fenómeno decorre do facto de no local da crucificação de Jesus, o gólgota, os romanos realizarem igualmente muitas outras crucificações, pelo que, séculos depois, se tornou fácil encontrar no local pedaços de madeira com os quais fazer relíquias, para comércio junto dos crentes.

Foi exactamente por essa via que, durante a idade média, foi trazido da Terra Santa um pedaço do Santo Lenho, que se destinava à Sé de Évora (onde aliás se encontra actualmente uma relíquia com idênticas características). Diz a lenda que a mula onde o Santo Lenho era transportado para em Vera Cruz, recusando a ir mais adiante e ali vindo a morrer. Logo se produziram uma série de milagres, brotando da terra uma fonte tia por santa e nascendo um pinheiro no local onde o arneiro espetou a vara com que picava a mula. O sinal era evidente: a relíquia devia ficar naquele local.

Ora uma relíquia de tão grande importância é instrumento conhecido pela sua eficácia no âmbito do ritual católico, pelo que desde logo ali se começaram a realizar exorcismos.

À época da investigação realizada pelo GIFI, os sacerdotes locais eram compelidos a manter a tradição, ainda que contra sua vontade, pelo que ao local acorriam numerosos forasteiros, em especial após a missa de Domingo, procurando alivio para os seus tormentos espirituais.

2- Possessão diabólica e exorcismos

A tradição católica, de forma similar ao que acontece na doutrina de outras religiões, admite a existência de um espírito maligno (quase divino), o Diabo, que conta com uma legião de auxiliares (quase anjos), os demónios.

A presença do ente maligno, propriamente dito, nestas situações é considerada extremamente rara. São especialmente os demónios, quem tem o poder de atormentar os homens, quer pela tentação diabólica (estímulo demoníaco sobre o homem), quer pela infestação local ou pessoal (influência indirecta sobre o homem ou sobre as coisas inanimadas, animais e vegetais), quer pela a possessão diabólica, situação que aqui especialmente nos interessa.

Esse último grau, o mais grave, implica que alguém é tomado espiritualmente e de forma profunda pelo demónio, que faz da sua vitima instrumento.

O exorcismo é um ritual que tem em vista, de forma preventiva (por exemplo, como parte integrante do baptismo) ou curativa (o exorcismo em sentido estrito) proteger o homem da possessão diabólica.

O rito segue regras estritas constantes do "Ritual Romano", utilizando o sacerdote orações, água benta, objectos benditos como o Agnus Dei e, claro, relíquias como o Santo Lenho.

Durante o ritual, assim que consegue forçar o demónio a manifestar claramente a sua presença na pessoa possuída, o sacerdote exorta-o a libertar aquele corpo, reforçando esse comando pelo uso sucessivo de instrumentos como os acima referidos.

Importa dizer que um sacerdote quando é ordenado recebe a capacidade para realizar exorcismos, sendo que normalmente é necessário obter uma autorização do episcopado competente para que o exorcismo seja licitamente efectuado, o que normalmente implica uma investigação prévia que afaste as explicações médicas ou psicológicas para a sintomatologia manifestada pela pessoa em causa.

Em Vera Cruz, no tempo do Padre Silvério, pároco local à data da investigação, os exorcismos eram totalmente públicos, o que permitia o acesso a jornalistas e investigadores.

Após a sua morte, foi clara a política da Igreja no sentido de afastar o público, tendo-nos sido dito que já não se realizavam exorcismos no local, facto amplamente desmentido por informações a que foi possível ter acesso.

Os rituais a que assistimos apresentavam algumas particularidades, designadamente porque não havia uma verdadeira análise prévia de cada caso, muito embora o Padre Silvério colocasse sempre algumas perguntas ao suposto possesso, sendo vulgar insistir com as pessoas para consultarem um médico. Em todo o caso, tanto eram submetidos ao ritual aquelas pessoas que, sem quaisquer sintomas ali iam como quem participa na comunhão, como manifestos doentes psíquicos e, por fim, aqueles casos mais estranhos que nos deixaram dúvidas sérias em termos de qualificação.

De facto, se bem que a explicação psicológica seja normalmente fácil de descortinar, ainda que sem a realização de um estudo rigoroso e directo por parte de um psicólogo, a verdade é que num caso ou noutro os possessos apresentaram fenomenologia difícil de entender.

O exemplo mais forte é o de uma rapariga de cerca de dez anos que se manifestou ao longo de horas de forma brutal, gritando, contorcendo-se, tentando fugir da igreja, o que implicaria a sua qualificação como um caso de histeria. No entanto, a histeria é extremamente invulgar em crianças tão pequenas, em especial com a gravidade que decorria das atitudes manifestadas neste caso.

É um facto que não se assistiu a qualquer fenómeno qualificável como claramente insólito, pelo que fica essencialmente o registo de um facto sócio-religioso muito perturbante.
#366
O LIVRO PERDIDO DE NOSTRADAMUS - History Channel - Documentário Completo

Esse documentário elaborado pelo History Channel traz revelações surpreendentes sobre as previsões de Nostradamus e o futuro da humanidade.

https://youtu.be/642S0mjV86k
#367
O vídeo, mostra um caixão branco coberto com flores, balões brancos e um retrato do garoto. Após alguns segundos, uma das bexigas começa a 'flutuar' em direção aos bancos da capela, quando o irmão mais velho de Trebby chama sua mãe, que está chorando de cabeça baixa, para olhar o objeto.


https://youtu.be/CkjCJa_c5y8
#368
Enigmas & Mistérios / Numero 23
Outubro 02, 2018, 04:31:21 PM
O número 23 é um número qualquer, certo? Se você respondeu sim, eu te convido para conferir este post e no final tirar novas conclusões.

As atenções se voltaram para o número 23, depois que foi notado uma série de acontecimentos, na maioria das vezes fatalidades, que que rodearam(e rodeiam) esse número, ou conta com outros número que resultariam na soma de 23, e isso o tornou misterioso.




A primeira pessoa que percebeu a coincidência e ligação do número 23 com acontecimentos que marcaram a história, foi William S. Burroughs. Segundo Burroughs, ele conhecera um tal de Capitão Clark, por volta de 1960, em Tangier, e que adorava se gabar que estava navegando há 23 anos sem sofrer um acidente sequer. Então um certo dia, o navio de Clark sofreu um acidente que matou todos que estavam à bordo. Mais tarde, naquela mesma noite, enquanto Burroughs pensava sobre este mórbido exemplo de ironia dos deuses, um boletim urgente na rádio anunciou a queda de um avião na Flórida, EUA. O piloto era outro capitão Clark, e o avião era o vôo 23.

Foi a partir daí que Burroughs começou a anotar tudo que acontecia e fazer relações entre o número 23, porém o assunto foi esquecido durante anos, mas depois do lançamento do filme "Número 23", com nosso querido mito Jim Carrey, o assunto voltou a ser comentado, assim as coincidências envolvendo o número.


Algumas das coincidências:

O livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin, foi publicado em 1859 (1+8+5+9 = 23).
A bomba de Hiroshima foi jogada às 08:15 am (8+15 = 23).
Os ataques às Torres Gêmeas, em Nova York, ocorreram em 11 de Setembro de 2001 (11+9+2+0+0+1 = 23)
William Shakespeare nasceu em 23 de Abril de 1564 e morreu em 23 de Abril de 1616.
W é a 23ª letra do alfabeto latino, têm duas pontas para baixo e três para cima. Em um teclado QWERTY comum o W está logo abaixo e entre os números 2 e 3.
A Marcha do Sal de Ghandi durou 23 dias.
Supõe-se que Adão e Eva tiveram 23 filhos.
O Antigo Testamento possui 23 livros, e seu salmo mais famoso é o 23, o Salmo de Davi:

1. O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.
2. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
3. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
4. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
5. Preparas uma mesa perante a mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
6. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias .

Charles Manson (um notório serial killer) nasceu em 12 de Novembro (11+12 = 23).
2 dividido por 3 resulta em 0,666...
O desastre de Chernobyl aconteceu no dia 26 de Abril de 1986 (1+9+8+6=23) às 01h23
O hacker alemão Karl Koch inventor do "Trojan" morreu em um 23 de maio.
Em "A Paixão de Cristo" (Filme de Mel Gibson), Jesus é açoitado 23 vezes antes de Satã ser visto na multidão
O Titanic afundou na manhã do dia 15 de Abril de 1912 (1+5+4+1+9+1+2=23)
Julío César foi apunhalado 23 vezes.
A primeira transmissão em código morse utilizou uma passagem bíblica, o Números 23:23 ("What hath God wrought?" - "O que Deus tem feito?")
Kurt Cobain nasceu em 1967 (1+9+6+7 = 23) e morreu em 1994 (1+9+9+4 = 23)
Os cavaleiros Templários tiveram um total de 23 Mestres.

Essas são algumas das várias coincidências que se pode encontrar envolvendo o número 23
#369
Enigmas & Mistérios / A Maldição dos Olhos Sanpaku
Outubro 02, 2018, 04:30:46 PM
Sanpaku é uma palavra em japonês que significa "três brancos" e define os olhos onde a área branca do globo fica visível também na região inferior ou superior, entre a íris e a pálpebra.

Dizem que pessoas com olhos Sanpakus são amaldiçoados, morrem cedo e de maneira trágica. Além da morte horrível, a pessoa está destinada a ter uma vida difícil, porque seria incapaz de ter reacções acertadas diante de situações difíceis do dia a dia. Por exemplo: ele não tem reflexos no momento de um acidente; não é capaz de pressentir o perigo. É o que teria acontecido com Michael Jackson, princesa Diana e John Kennedy, por exemplo.


Numa abordagem mais "científica", várias fontes relacionam a condição sanpaku com um "grave estado de desequilíbrio físico e espiritual". O livro "Sois todos sanpaku", do japonês George Ohsawa, criador da macrobiótica, que trouxe para o ocidente o conceito de sanpaku.

A publicação afirma:
"O sanpaku perdeu o contacto consigo mesmo, com seu corpo e com as forças naturais do universo. Os sintomas do sanpaku podem ser reconhecidos como fadiga crónica, baixa vitalidade sexual, reflexos ruins, mau humor, incapacidade de dormir bem e falta de precisão nos pensamentos e acções. A macrobiótica é a maneira simples e natural de corrigir a perigosa condição sanpaku e criar um estado de saúde, harmonia e bem-estar, internos e externos."


O Olho da Providência (símbolo maçônico) é Sanpaku.






Cantora Maysa, Senador Bob Kennedy, Princesa Diana, Indira Gandhi


John Kennedy, Heath Ledger, John Lennon, Michael Jackson

Seria realmente uma maldição? Reflexo do estado de espírito da pessoa que o tem? Estaria nosso destino traçado desde o nascimento? Tirem suas conclusões.


Deixo um pequeno video de 5 minutos para quem quiser compreender isto um pouco melhor

https://youtu.be/JS2BMTpWujg
#370
Enigmas & Mistérios / A Câmara dos Chases
Outubro 02, 2018, 04:30:09 PM


No século 18, o Walronds, uma rica família rica de plantadores construíram um Mausoléu  escavado na rocha em Christ Church, Barbados. Ela foi selada com uma porta de mármore maciço. O primeiro membro da família a ser enterrado lá foi a Sra. Thomasina Goddard, em 1807. Um ano mais tarde a capela foi comprada pela família Chase –  que comprou para enterrar uma das duas filhas em 1808. Quando a tumba foi aberta novamente em 1812 para receber o corpo do pai, Thomas Chase, os caixões das meninas estavam de pé, de cabeça para baixo. Não havia sinal de arrombamento. A Tumba havia ficado lacrada desde a ultima abertura em 1808, o que haveria alterado as posições dos caixões? Em 1816, quando o túmulo foi novamente aberto para o  enterro de um parente os caixões dos Chase haviam sido novamente mexidos. Os caixões estavam encostado de pé contra a parede da capela. O boato correu a região e  no momento do funeral seguinte, oito semanas depois, uma enorme multidão apareceu para a cerimonia.  Embora o túmulo fosse selado, os quatro caixões persistiram em ficar em pé. O conto sobre a maldição dos Chases começou a colocar a população em pânico, a ponto que o governador de Barbados, Lord Combermere,  deu uma ordem: lacrar a tumba e lacrar os caixões com Lajes dentro da mesma. Em 1819, ele supervisionou o ordenado. Depois disso ainda mandou soldados montarem guarda na frente do mausoléu para que nenhum espertinho invadisse e colocasse a população em pânico novamente.  O tempo passou e relatos de ruídos vindos de dentro da tumba começaram a surgir. Combermere irritado visitou o túmulo  novamente. Mandou remover os seus selos, que estavam intactos. Mas para sua surpresa os caixões de chumbo foram  removidos outra vez. Apenas o pequeno o caixão, de madeira da Sra. Goddard ainda estava lá, no canto. Os demais ninguém sabe que fim tiveram.

O mistério ficou sem uma explicação adequada. Os escravos não poderiam ter mudado os caixões sem deixar rastro. Não houve evidência de inundação. O túmulo ficou trancado o tempo todo e vigiado, como isso poderia ter ocorrido? Terremotos dificilmente teriam abalado um túmulo sem perturbar outras pessoas na área circundante. Depois de todos os distúrbios inexplicáveis, foi decidido que a tumba permanecesse vazia de seus ocupantes e só fossem realocados lá 200 anos depois. Porém, ele permanece vazio até hoje.
#371
Enigmas & Mistérios / O Portal de Amaru Muru
Outubro 02, 2018, 04:29:35 PM
Localizada no conjunto rochoso de Hayu-Marca, "A Cidade dos Espíritos", próximo do lago Titicaca, há uns 35 Km da cidade de Puno, no Peru. Trata-se de uma reentrância, de forma rectangular, esculpida num maciço de pedras que lembra uma porta. De autoria desconhecida, ainda que alguns pensam tratar-se de obra dos antigos habitantes pré-incas (ou seja, anterior ao ano de 1438). Atribui-se a esta porta poderes sobrenaturais e acesso a outras dimensões.

Existem lendas que cercam este monumento. Uma delas conta que há uns 450 anos, um sacerdote do Império Inca, se escondeu nas montanhas para guardar dos conquistadores espanhóis um disco de ouro criado pelos deuses com o fim de curar aos enfermos e para ajudar na iniciação dos sacerdotes-xamãs. Pois bem, este sacerdote, que graças a seus conhecimentos e sabendo o poder da misteriosa porta, a atravessou levando consigo o disco de ouro não regressando jamais.



Existe também uma história mais recente que conta como, em 1974, grande parte dos integrantes de uma banda de música conseguiram atravessar este portal de onde nunca mais voltaram. O testemunho foi dado pelo resto da banda que não conseguiu atravessá-la. Dizem que eles acharam que tudo não passava de brincadeira e no final das contas, após fazem os gestos que os moradores da região falam que é o modo aqueles que fizeram conseguiram entrar na porta (mãos no batente e cabeça na porta).



Os habitantes do lugar dizem que é a entrada ao "Templo de la Iluminación de los Dioses Merú" ou "Hayu Marca", e contam estanhas histórias sobre esta porta, como aquela de que em algumas tardes especiais ela se faz semi-transparente deixando entrever além de seus portais uma cidade iluminada.

Também contam que ao tocar com ambas mãos os lados interiores do batente da porta de pedra e apoiando a cabeça em uma fenda que existe nela, se podem perceber estranhas sensações, tais como, a visão do fogo, melodias musicais e inclusive a visão de túneis que atravessam a montanha.

A porta de Aramu Muru se assemelha à porta do Sol de Tiahuanaco e a cinco restos arqueológicos que, unidos por imaginários traços, formariam uma cruz ao redor do Lago Titicaca.
#372
Enigmas & Mistérios / Túnel russo sinistro
Outubro 02, 2018, 04:28:55 PM
Existe um túnel na Rússia que tem um número de acidentes exorbitantes.O TÚNEL Lefortovo, de 3.150 metros, é o túnel mais longo dentro de uma cidade no mundo inteiro. Ele é apelidado de "TÚNEL DA MORTE".  Para identificar as possíveis causas dos acidentes, a engenharia de tráfego decidiu colocar uma câmara de vigilância para iniciar algumas manobras e reduzir o número de acidentes. Porém, o que eles filmaram é um tanto... como podemos dizer... bizarro ao extremo. Confira o que acontece aos 0:57 de vídeo.


https://youtu.be/B9Din3jcbRo
#373
Enigmas & Mistérios / O Homem que viveu 256 anos
Outubro 02, 2018, 04:28:20 PM


O senhor da foto acima é Li Ching Yun (ou Yuen), nascido na região de Kaihslen, província chinesa de Szechwan. Li Ching Yun foi um mestre taoísta, herbalista e praticante de Chi Kung (exercícios para o cultivo da energia). Algumas fontes dizem ainda que foi artista marcial e professor de artes marciais.

Segundo registos de documentos oficiais chineses, acredita-se que Li tenha morrido aos inacreditáveis 256 anos.

Os obituários de 1933 publicados na revista norte-americana "Time" e no "The New York Times" relatam que Li Ching Yun "enterrou 23 esposas e teve 180 descendentes".

A morte de Li aconteceu em 6 de maio de 1933, mas o seu nascimento é ainda um mistério que provavelmente nunca será desvendado (pelo menos não de modo irrefutável para as mentes ocidentais).

Segundo o obituário publicado no New York Times, o próprio Li afirmou que havia nascido em 1736 e que portanto, na data de sua morte, teria 197 anos. A história dos 256 anos surgiu com o chefe do departamento de Educação da Universidade Minkuo, o Professor Wu Chung-chien que disse ter encontrado registos mostrando que Li havia de fato nascido em 1677 e que o Governo Imperial Chinês havia congratulado-o tanto em seu aniversário de 150 anos, como no de 200 anos.

Um correspondente do NYT escreveu em 1928 que muitos dos vizinhos mais velhos de Li afirmaram que seus avôs o tinham conhecido quando eram meninos, mas que Li já era um homem adulto.

De acordo ainda com o artigo de 1933 do NYT, "muitos que haviam visto ele (Li) recentemente declararam que sua aparência facial não era diferente da de uma pessoa dois séculos mais jovem."

A bem da verdade, não se sabe muito sobre a infância e juventude de Li. O que se sabe é que ele nasceu e morreu na mesma província, que foi alfabetizado até os 10 anos e que viajou por Kansu, Shansi, Tibete, Annam, Siam e Manchúria colectando ervas. A foto acima é a única foto tirada (conhecida) de Li. Data de 1927, e foi tirada durante a sua visita ao seu amigo pessoal,o general Yang Sen, na província de Sichuan. Yang Sen estava muito interessado no segredo de Li, já que este, apesar da extrema idade, aparentava juventude e vigor. A dita foto mostraria Li na idade de 250 anos. A Wikipedia em Inglês traz também que o mestre taoísta Liu Pai Lin, que viveu em São Paulo de 1975 à 2000, tinha uma outra foto do Mestre Li Ching-Yun exposta em sua sala de aula, que é desconhecida ao Ocidente. Segundo essa fonte, Liu conheceu o mestre Li pessoalmente, na China, e com ele aprendeu técnicas do Qigong.

Além disso, o que se sabe é que durante cem anos Li passou vendendo ervas colectadas por ele, para depois passar a vender ervas colectadas por outros. Diz-se que no tempo que esteve com sua vigésima quarta esposa, de apenas 60 anos, Li já havia passado dos 200 anos.

Mesmo que Li não tenha vivido 256 anos, mas os 197 que ele afirmava – e aqui podemos especular que ele mesmo possa ter perdido a conta de seus anos... ou não – , mesmo assim é muito tempo, principalmente se levarmos em conta que Jeanne Louise Calment, a francesa com o recorde de idade mais avançada já conhecido, viveu "somente" até os 122 anos.
#374
Enigmas & Mistérios / Elisa Day
Outubro 02, 2018, 04:27:43 PM

Na Europa medieval, aparentemente, vivia uma jovem chamada Elisa Day, cuja beleza era como a das rosas selvagens que cresciam a descer o rio, todo ensanguentado e vermelho. Um dia, um jovem veio para a cidade e imediatamente se apaixonou por Elisa. Eles namoraram durante três dias. No primeiro dia, ele visitou-a na sua casa. No segundo,  trouxe uma única rosa vermelha e pediu-lhe para encontrá-lo onde as rosas selvagens crescem. No terceiro dia, levou-a até ao rio, onde a matou. O homem horrível supostamente esperou até ela estar de costas e, em seguida, agarrou numa pedra, sussurrando: "Toda a beleza deve morrer" e, com um golpe rápido, matou-a instantaneamente. Colocou-lhe uma rosa entre os dentes e deslizou o seu corpo para o rio. Algumas pessoas afirmam ter visto o fantasma dela a vagar à beira do rio, o sangue a escorrer pela cabeça.
#375
Enigmas & Mistérios / A MISTERIOSA HY-BREASAL
Outubro 02, 2018, 04:27:08 PM

Uma misteriosa ilha envolvida por névoa e que aparecia apenas uma vez a cada sete anos, conhecida como "Hy-Breasal", "Hy Brazil" ou simplesmente "Ilha Brasil", chegou até mesmo a integrar vários mapas oficiais entre 1325 e 1865, situada próxima da costa irlandesa. Será que ela realmente existiu? Teria ela alguma relação com o nosso país? Bom, vamos descobrir!

Os primeiros escritos sobre ela datam entre os séculos VIII e X, contando que ela teria sido descoberta pelo navegador são Brandão no ano de 512, após uma partida em busca da "Terra Prometida dos Santos", o Paraíso, que seria cheio de flores e pedras preciosas sem fim. Segundo alguns mitos, a ilha era o local para onde iriam os grandes heróis após a morte, algo semelhante aos Campos dos Elísios dos gregos ou Valhalla dos nórdicos. Após uma série de contra-tempos, o navegador e sua tripulação encontram o local e pegam algumas frutas antes de voltarem, para provar que estiveram lá. Com o tempo, surgiram vários outros relatos de navegadores que teriam ido até o local e voltado com frutas, pedras preciosas e até mesmo um ancião em um dos casos.

O nome da ilha teria origem no nome de Breasal, rei do povo divino que teria sido habitante da Irlanda antes da chegada dos irlandeses. Após perderem a batalha contra os actuais habitantes, concordaram e sair do local, desde que passassem a render culto a eles. Feito o acordo, Breasal teria partido com seu povo rumo à ilha que passaria a ter sua alcunha.

Apesar disso, é possível encontrar em alguns lugares a hipótese do nome ter origem fenícia, da palavra "BRZL", que significa "ferro" e, portanto, Hy-Breasal significaria "Ilha de Ferro". Isso poderia reforçar a teoria de que a ilha na verdade seria uma grande nave espacial. Em um primeiro momento, pode soar absurdo, mas a teoria leva em conta o fato da ilha mudar de posição de mapa para mapa e uma história sobre um sargento do exército que teria tido uma visão em códigos binários após tocar em uma nave espacial encontrada na floresta. Após decifrarem o código, teriam descoberto que o mesmo indicava uma coordenada que levava à região correspondente de onde ficaria situada a ilha. Além disso, outro ponto que contribui para essa ideia é de que a ilha é descrita nos mapas como uma região circular, que lembraria o formato de um disco. E isso nos leva à sua relação com um gigante situado na América do Sul. Sim, o nosso querido país: Brasil.

Nosso país chegou a ter alguns nomes provisórios, como Monte Pascoal, Ilha e Terra de Santa Cruz, entre outros, até chegar no actual nome, que teria sido inspirado na grande quantidade de "pau-brasil" que existia aqui. Mas, desde o século XX, alguns teóricos apontam para uma possível relação com a ilha. Entre os pontos abordados estão alguma curiosidades. A maioria dos relatos de navegantes que encontraram a ilha conta com a descrição de um lugar de vegetação exuberante e animais exóticos, o que coincide com as impressões que os portugueses tiveram ao chegarem aqui. Além disso, o círculo presente na nossa bandeira actualmente é bem semelhante aos desenhos da ilha, encontrados dos mapas. Existe ainda a hipótese de que o povo fenício tenha vindo até às nossas terras antes dos portugueses e, devido a grande quantidade de metais, teriam chamado o local de BRZL. De que forma os portugueses poderiam ter tido acesso a essa informação e se baseado nisso para nomear o país, no momento ainda não sabemos.


A partir de 1865, a ilha deixou de constar nos mapas após algumas tentativas sem sucesso de expedições até o local e mesmo actualmente, com a captura de imagens via satélite, a ilha não foi avistada na região em que se encontrava nos mapas. Mas, considerando a primícia de que a ilha aparece apenas um dia a cada sete anos, que sabe possa ser atribuído a isso o insucesso na localização dela.

(Retirado do google)