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Mensagens - Mestre Cruz

#316
Enigmas & Mistérios / Lenda da Torre da Princesa
Outubro 02, 2018, 05:15:48 PM
A tradição local refere que há muito, quando a povoação ainda era a aldeia da Benquerença, existiu uma bela princesa órfã, que ali vivia com
o seu tio, o senhor do castelo.
Esta princesa apaixonou-se por um nobre, valoroso e jovem cavaleiro, porém carente de recursos. Por esse motivo, o jovem partiu da aldeia
em longa jornada em busca de fortuna, prometendo retornar apenas quando se achasse digno de pedir-lhe a mão.
Nesse ínterim, durante anos a fio, a jovem recusou todos os seus pretendentes, até que o seu tio, impaciente, prometeu-a a um amigo,
forçando-a ao compromisso.
Ao ser apresentada ao candidato do tio, a jovem confessou-lhe que o seu coração pertencia a outro homem, cujo retorno aguardava há
anos.
A revelação enfureceu o tio, que decidiu aumentar a coerção por meio um estratagema: nessa noite, disfarçou-se como um fantasma e,
penetrando por uma das duas portas dos aposentos da princesa, simulando ser o fantasma do jovem ausente, afirmou-lhe com voz lúgubre,
que ela estava condenada para sempre à danação, caso não aceitasse casar-se com o novo pretendente. Prestes a obter um juramento por
Cristo por parte da princesa, milagrosamente abriu-se a outra porta e, apesar de ser noite, um raio de sol penetrou nos aposentos,
desmascarando o tio impostor.
Daí em diante, a princesa passou a viver recolhida na torre que hoje leva o seu nome, e as duas portas passaram a ser conhecidas como
Porta da Traição e Porta do Sol, respectivamente
#317
Enigmas & Mistérios / Lenda da Fundação de Estremoz
Outubro 02, 2018, 05:14:26 PM
No tempo de el-rei D. Afonso III cometeram os moradores de Castelo Branco um atroz delito e desejando el-rei informar-se do caso mandou
para este fim um ministro àquela vila, porém os seus moradores não só não consentiram na devassa mas antes agravaram mais a primeira
culpa com o horrível atentado de quererem matar o ministro.
Porém este, valendo-se das regras da prudência em semelhantes casos suspendeu a diligência e passou à corte para informar a el-rei o que
lhe havia sucedido. O príncipe, justamente irritado, ordenou ao mesmo ministro que, com muita gente armada, fosse à dita vila e que sem
atenção a idade ou sexo passassem a todos pelo fio da espada.
Partiu o ministro em tempo em que determinava dar cumprimento ao real decreto. Viu que os moradores com uma devota procissão em que
levavam o Santíssimo Sacramento, imploravam com muitas lágrimas a clemência de el-rei. Este piedoso acto enterneceu o coração do
ministro que suspendeu o castigo e deu conta de tudo a el-rei.
Este monarca, movido de uma natural compaixão, moderou o castigo, ordenando ao ministro que fizesse morrer todos os irracionais da vila
e que os moradores dela fossem degradados e que a vila ficasse desabitada em pena da infame rebeldia dos seus moradores.

O que tudo se executou. Algumas destas famílias erraram de província em província até que foram dar ao derrotado castelo de Estremoz,
onde junto dum copado e alto tremoceiro fundaram as primeiras casas e rua Direita e, no fim desta, a paroquial igreja de Sant'Iago, a mais
antiga de Estremoz.
Passados alguns anos, vendo que a povoação tinha já bastante número de moradores, deputaram dois para que, em nome de todos, fossem
pedir a el-rei D. Afonso III que lhe desse o foral da vila, o que el-rei deferiu perguntando-lhes que armas queriam para a vila e qual havia de
ser o nome da nova povoação, ao que eles responderam que não tendo encontrado mais do que o sol, luz e estrelas que os cobrissem, e o
tremoceiro ao pé do qual fundaram as primeiras casas, que estas queriam fossem as suas armas, e que por esta causa última queriam que a
povoação se chamasse Estremoz. Tudo el-rei lhes concedeu.
#318
Enigmas & Mistérios / Lenda da Fundação de Lisboa
Outubro 02, 2018, 05:13:47 PM
Há muito, muito tempo atrás, existiu um reino conhecido pelo nome de Ofiusa. Esta terra localizava-se em um lugar distante, próximo a um
grande mar oceano pouco conhecido. Ofiusa, segundo dizem, significa Terra de Serpentes.
Este reino era governado por uma rainha, meio mulher, meio serpente. Contam que tinha um olhar feiticeiro e voz meiga, jeito de menina
com incrível poder de sedução. A rainha tinha o hábito de subir ao alto de um monte e gritar ao vento, para depois ouvir sua própria voz no
eco: Este é o meu reino! Só eu governo aqui, mais ninguém!
Nenhum ser humano se atreverá a por aqui os pés: ai de quem ousar, pois, as minhas serpentes, não o deixarão respirar um minuto sequer!
Por muito tempo quase ninguém se atreveu realmente a entrar no reino da rainha. Acreditava-se que esta costa era amaldiçoada pelos
deuses e também pelos homens. E os poucos que se arriscavam eram seduzidos pela rainha e nunca mais retornavam.
Porém, um dia, vindo de muito longe, um herói chamado Ulisses, aportou na terra das serpentes. A rainha apaixonou-se imediatamente, e
fez de tudo para impedi-lo de ir embora. Ulisses, muito habilmente, fingiu deixar-se levar pelos encantos da rainha, até que seus
companheiros descansassem e pudessem novamente zarpar.
Como ficou deslumbrado com as belezas naturais que viu, subiu a um monte, e assim como fazia a rainha das Serpentes, gritou ao vento:
Aqui edificarei a cidade mais bela do Universo, e dar-lhe-ei o meu próprio nome. Será Ulisséia, capital do Mundo! Ulisses, no entanto, acabou
por ir embora, assim que seus barcos estavam abastecidos e os homens descansados.

Fugiu da rainha que correu atrás dele desesperada. Dizem que seus braços serpenteando atrás do herói acabaram por formar sete colinas
rumando em direção ao mar. Ulisses foi-se, mas a lenda ficou.
#319
Enigmas & Mistérios / Lenda da Bezerra de Monsanto
Outubro 02, 2018, 05:13:09 PM
Reza a lenda que no tempo dos Romanos, a aldeia de Monsanto (hoje pertencente ao concelho de Idanha-a-Nova) viu-se cercada durante
vários dias pelas tropas romanas. Os romanos, em vez de atacar a aldeia, esperavam pacientemente que o povo de Monsanto se rendesse
devido à fome já que, estando cercados, não podiam deslocar-se aos terrenos para buscar mantimentos.
O povo de Monsanto estava desesperado mas resistia com heroicidade. O tempo ia passando e chegou a altura em que apenas havia uma
bezerra para comer. Com o povo desesperado e a pensar na rendição, o chefe lusitano da aldeia teve uma ideia: deu de comer à última bezerra
até que esta ficasse o mais gorda possível.
Em seguida, deslocou-se ao alto do castelo e disse aos romanos: "Ofereço-vos esta bezerra que nos sobrou do banquete da última noite porque
sei que vocês devem estar cheios de fome e cansados de esperar pela nossa rendição. Trarei uma nova bezerra todos os dias para vos
oferecer".
O chefe romano, incrédulo, pensou que afinal os lusitanos ainda teriam muito alimento e que não valeria a pena atacá-los e portanto levantou
tropas e foi-se embora.
Este episódio ainda se celebra hoje em dia em Monsanto, em que os seus habitantes lançam cantâros desde o alto da torre relembrando assim
o feito do antigo chefe lusitano da aldeia.
#320
Enigmas & Mistérios / Lenda da Bruxa de Ferro
Outubro 02, 2018, 05:12:26 PM
Diz a lenda que no final da década de 50, em uma pequena cidade havia um pequeno hospital que cuidava de crianças que tinham problemas nos ossos e com essas crianças trabalhava uma enfermeira que era muito estranha.
Um dia essa mesma enfermeira se apegou muito a uma das crianças que já não estava tão bem,ela estava ligada a alguns aparelhos e usava alguns aparelhos que sustentavam o peso de suas pernas e braços.

Um dia a enfermeira não aguentando mais ver o estado em que a criança se encontrava decidiu que colocaria um fim em sua vida,assim matou a criança desligando os aparelhos e logo em seguida como forma de manter a criança sempre por perto colocou os extensores que a criança usava em seus braços e pernas em seu próprio corpo,não aguentando a crueldade que havia cometido se suicidou se jogando dentro do poço que havia nos fundos do hospital.

Algum tempo depois o pequeno hospital foi encerrado e em seu lugar foi construído um orfanato,desde sua inauguração já havia relatos de estranhos acontecimentos, como sussurros e o barulho do que parecia ferro se arrastando pelo chão,mas nenhum adulto deu importância,imaginavam que eram apenas barulhos por causa da ala antiga do hospital encerrado.

Depois de algum tempo resolveram fechar o orfanato,restando apenas umas poucas crianças para serem transferidas,foi nesse momento que coisas bizarras começaram a acontecer,toda noite crianças ouviam barulhos metálicos e viam o vulto de uma mulher horrível caminhar pelo corredor da ala em que estavam.
Um dia uma das crianças quebrou a perna e essa dava gritos terríveis dizendo que a bruxa de ferro que tinha feito aquilo,mas os adultos não acreditaram imaginando que a criança havia caído da escada,deram o caso por encerrado e não falaram mais no assunto.
Uma noite uma das meninas entrou gritando no quarto acordando todas as crianças que saíram correndo pelos corredores do orfanato,algumas ficaram frente a frente com uma mulher horrível,toda deformada e com ferragens pelo corpo,ela aponta seu dedo imundo para as crianças dizendo que sugaria suas almas e depois as mataria, as crianças saíram gritando pelo corredor,até que encontraram com o zelador que não acreditava na criatura horrível que estava vendo.

Todos enfim conseguiram sair de dentro do orfanato,mas se deram conta de que faltava uma criança,mas ninguém tinha coragem de entrar novamente para saber o que tinha acontecido.
Passaram a noite fora do prédio e na manhã seguinte foram procurar a garotinha que havia sumido e para desespero de todos ela foi encontrada morta e com todo seu corpo retorcido,mas ainda agarrada ao seu ursinho.
Diz a lenda que desse dia em diante o fantasma dessa bruxa segue assombrando os orfanatos e quebrando os ossos das crianças para tentar colocar as ferragens em seus corpos.

Fonte// O meu mundo é assim...
#321
Enigmas & Mistérios / Lenda do Holandês Voador
Outubro 02, 2018, 05:11:43 PM
Os antigos marinheiros, especialmente na Idade Média, eram muito supersticiosos, mas ainda hoje, crenças antigas sobrevivem, apesar de todo o avanço na cultura, no conhecimento e na tecnologia.
Em antigos documentos, pode-se encontrar registro de um navio real que zarpou de Amsterdã em 1680 e foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança, vindo a naufragar. Como o capitão  insistira em dobrar o cabo, foi condenado a vagar para sempre pelos mares, atraindo outros navios e, por fim, causando sua destruição. Vários relatos sobre o tal navio foram considerados miragens, embora haja uma grande variedade de detalhes descritos pelas testemunhas. No entanto não é o primeiro mito destas águas, depois do "Adamastor" descrito por Camões nos Lusíadas.
Existem histórias que citam o capitão de um navio que, ao atravessar uma tempestade, foi visitado por Nossa Senhora, que atendia às preces dos marinheiros desesperados. Culpando-a pelo infortúnio, atacou a imagem (ou amaldiçoou-a), atraindo para si a maldição de continuar vagando pelos sete mares até o fim dos tempos.
Durante a segunda guerra mundial, o contra-almirante nazista Karl Donitz, oficial do alto escalão alemão, reportou a Hitler que uma das suas tripulações mais rebeldes comunicou que não iria participar de uma viagem a Suez pois havia visto o Holandês Voador. No ano de 1939, 100 nadadores que descansavam na Baía Falsa, na África do Sul, disseram ter avistado o Holandês Voador.
A lenda da embarcação-fantasma Holandês Voador é muito antiga e possui diversas versões. A mais corrente é do século XVII e narra que o capitão do navio se chamava Bernard Fokke, o qual, em certa ocasião, teria insistido, a despeito dos protestos de sua tripulação, em atravessar o conhecido Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, que vem a ser o ponto extremo sul do continente americano. Ora, a região, desde sua primeira travessia, realizada pela navegador português Fernão de Magalhães, é famosa por seu clima instável e sua geleiras, os quais tornam a navegação no local extremamente perigosa. Ainda assim, Fokke conduziu seu navio pelo estreito, com funestas consequências, das quais ele teria escapado, ao que parece, fazendo um pacto com o Diabo, em uma aposta em um jogo de dados que o capitão venceu, utilizando dados viciados. Desde então, o navio e seu capitão teriam sido amaldiçoados, condenados a navegar perpetuamente e causando o naufrágio de outras embarcações que porventura o avistassem.
O navio foi visto também em 1632 no Triângulo das Bermudas, comandado pelo seu capitão fantasma Amos Dutchman. O marujo disse que o capitão tinha rosto de peixe e corpo de homem, assim como seus tripulantes. Logo após contar esse relato, o navegador morreu. Uns dizem que foi para o reino dos mortos; outros, que hoje navega com Dutchman no Holandês.
Nos trópicos equatoriais existem lendas que surgiram no século XVIII sobre Davy Jones ser o capitão do Holândes voador. Nessa lenda, Davy Jones seria o capitão amaldiçoado do navio e estaria condenado a vagar para sempre nos mares pela ninfa do Mar Calypso, podendo desembarcar por 1 dia a cada 10 anos, sendo essa também a lenda utilizada nos filmes Piratas do Caribe: O Baú da Morte e Piratas do Caribe: No Fim do Mundo.
Essa lenda também serviu de inspiração para o compositor alemão Richard Wagner, ao criar a ópera de mesmo nome.
Outras referências:
No desenho animado Bob Esponja existe um personagem que "imita" o Holandês Voador, em sentido figurado. Sua história é bem parecida com a do Holandês (neerlandês) da mitologia.
No capítulo 606 do mangá One Piece o Holandês Voador aparece sob o comando de Van Der Dekken.
No seriado O Elo Perdido há um episódio sobre o Holandes Voador.
No jogo Age of empires existe um código no qual se digita "Flying dutchman" e um navio fantasma surge no centro da cidade.
Relato no Diário do HMS Inconstant:
No noite do dia 11 de julho de 1881, perto da Costa de Melbourne na Austrália, os vigias do castelo de proa do  HMS Inconstant anunciaram a aproximação de um barco a bombordo. Treze tripulantes, dentre eles os Oficiais foram até às amuradas para ver o recém-chegado.  De acordo com os diários de bordo de dois aspirantes reais que estavam a bordo, o príncipe George (depois Rei George V) da Inglaterra e seu irmão, príncipe Albert Victor, emanava do barco uma "estranha luminosidade vermelha como a de um navio fantasma todo iluminado". Seus "mastros, vergas e velas sobressaíam nitidamente". Todavia, instantes depois, "não havia nenhum vestígio de algum barco de verdade".
As testemunhas achavam que haviam visto o Holandês Voador, o lendário navio fantasma que aterrorizou marinheiros durante séculos. A Lenda seria algo assim: apesar de todas as súplicas de sua tripulação, o Capitão Holandês Cornelius Van Derdekken insistiu em  atravessar o Cabo Horn (próximo ao Estreito de Drake) em meio a violenta tempestade. Então o Espírito Santo apareceu, mas o satânico Capitão disparou sua pistola e amaldiçoou o Senhor. Por sua blasfêmia, Deus lhe rendeu uma maldição, o barco foi condenado a navegar por toda a eternidade, sem nunca poder parar em um porto. Desde então, os marinheiros dizem que um encontro com o Holandês Voador é um prenúncio de desastre.
Assim foi para o HMS Inconstant. Os diários dos membros da família real registram que mais tarde, naquela mesma manhã, um  desventurado vigia caiu da trave do mastro principal e ficou "inteiramente despedaçado". E, ao chegar ao porto de destino, o Almirante do barco foi acometido de uma doença fatal. Mera coincidência ou será a Maldição do Holandês Voador?
Outro exemplo da superstição do homem do mar pode ser visto no livro Shogun, de James Clavell (e também na minissérie homônima), onde um bispo precisa impedir a partida de um navio, e para isso nega a benção e ameaça toda a tripulação com excomunhão caso saiam do porto. Nem as ordens do Capitão os faz saírem do lugar. Estariam condenados a um naufrágio caso desatracassem sem proteção divina garantida.
Uma crença difundida nos navios antigos, baseada em passagem bíblica, era o perigo de se ter a bordo um "Jonas", tripulante azarado que podia comprometer seriamente o navio, atraindo longas calmarias ou violentas tempestades, sendo corrente a crença de que tal pessoa deveria ser desembarcada na primeira oportunidade ou mesmo atirada ao mar em viagem, em casos mais extremos.
E quanto ao Cabo Bojador? Acreditava-se que depois do cabo, localizado no que é hoje o Saara Ocidental começava o Mar Tenebroso, onde a água era tão quente que cozia os peixes; o ar não era só quente mas também venenoso, os brancos tornavam-se negros e havia monstros marinhos.
Havia ainda superstições envolvendo determinados pássaros sobrevoando o navio, mulheres a bordo, etc.
O marujo moderno, por incrível que pareça, ainda conserva certas crenças antigas. Citando apenas algumas delas:
Penas dão azar: Por 3 vezes, vi Comandantes novos e antigos mandarem jogar fora todos os espanadores de bordo, pois as penas representariam mau agouro.
Outra crença diz que todos que estão em um passadiço de um navio em viagem, devem conversar olhando para vante, sendo inadmissível que uma pessoa se coloque virada para ré. Caso alguém faça isso, um navio que venha roda-a-roda chegará inteiramente despercebido.
Outra ação que traz azar para bordo é quando um tripulante tem algumas horas de entretenimento em terra com determinada profissional feminina e volta para bordo sem pagar o serviço. Essa não parece ser séria, mas sim uma maneira de "aperrear" um colega e vê-lo "pegar corda".

Fonte: Piratas - Os senhores das águas sombrias
#322
Enigmas & Mistérios / O corredor ou correr o fado
Outubro 02, 2018, 05:10:56 PM
Nas lendas portuguesas, o corredor é a pessoa que tem que correr o fado, quer dizer, durante a noite toda vai percorrer um caminho onde vai passar a correr por sete pontes, sete fontes, sete montes, sete encruzilhadas, sete portelas de cão. O corredor é um ser mutante, pode assumir a forma de lobo, de cão ou outro animal. Quando se encontra um, para quebrar o fado deve fazer-se sangue, isto é, fazê-lo sangrar. Dizem que uma pessoa se transforma em Corredor, se em criança, os padrinhos disserem mal o Credo no baptizado. Outra versão consiste em que, nascendo o sétimo filho numa família cujos filhos são todos do mesmo sexo, o primogénito tem de "correr o fado".

Fonte: Wikipedia

Será  verdade ? Isto de correr o fado ?
#323
Enigmas & Mistérios / A ponte do demónio
Outubro 02, 2018, 05:08:48 PM
Reza a lenda que uma ponte estava sendo construída sobre o rio Arda na Bulgária durante e Era Medieval, mas como o rio era extremamente forte, a construção tornou praticamente impossível e ninguém conseguia completa-la.

Depois de um tempo, um jovem homem apareceu, dizendo para quem quisesse ouvir que ele iria construir aquela ponte, não importando o quanto custasse.

O diabo em pessoa apareceu para esse homem, prometendo que lhe ensinaria o segredo necessário para construir a tal ponte e que ela duraria para todo o sempre. Mas para que o demônio ensinasse o homem como fazer a construção, ele pediu algo, um desejo muito peculiar: Queria o diabo que sua face aparecesse na ponte, sendo visível e invisível ao mesmo tempo.
O homem recebeu quarenta dias para terminar a ponte, caso contrário sua alma iria direto para o inferno. Contudo, apesar de ter feito o planeamento para terminar a ponte antes da data dita pelo demônio, o homem morreu assim que ela foi completa e com ele foi para o túmulo o segredo que ensinava como construir a ponte.

Incrivelmente, após 500 anos de sua construção, a ponte parece nova, mantendo-se do mesmo jeito em que o homem deixou antes de morrer.

E se você olhar atentamente a imagem da ponte duplicada, poderá ver que o pedido do demônio foi atendido...

Fonte: Diego Martins, minilua
#324
Enigmas & Mistérios / O Frade Negro de Byron
Outubro 02, 2018, 05:08:11 PM
Conta-se que na Abadia de Newstead, no condado de Norttingham, Inglaterra, lar ancestral da pitoresca família Byron, era assombrada pelo fantasma de um frade malvado que se deliciava com infortúnios alheios. A Abadia serviu de mosteiro para os cônegos agostinianos durante quase quatrocentos anos.

Mas no século XVI, irado com a oposição da Igreja Católica à anulação de sua união com Catarina de Aragão, Henrique VIII começou a confiscar os bens da Igreja e dividi-las entre alguns de seus nobres. A Abadia de Newstead coube aos Byron e ficou com a família pelos trezentos anos seguintes. O último Lord Byron a herdá-la foi ninguém menos que o dissoluto poeta romântico, George Gordon, que não só amava a propriedade como lá encontrou alimento para seus no mais notável de seus vários fantasmas: o Frade Negro.

Ninguém sabe quem teria sido em vida, essa alma penada, mas alguns acreditam que sua sombra, encapuzada e de feições escuras, representava a praga da Igreja contra os usurpadores de suas Terras. Diz a Lenda que quando um membro da família morria, o monge fantasma fazia uma visita para se regozijar com a desgraça. Por outro lado, apresentava-se de cara pesarosa em ocasiões felizes.

Uma aparição contrita era norma nos nascimentos e em alguns casamentos - mas não em todos. O Poeta Lord Byron asseverou ter visto o fantasma muito contente em seu próprio casamento com Annabella Milbanke, que ele qualificaria mais tarde como o acontecimento mais infeliz de toda sua vida.

Em seu Don Juan, Byron faz alusão ao Frade Negro:
"Sobre o tálamo nupcial, dizem os rumores
Na noite das bodas de leve esvoaça;
Mas ao leito de morte de seus senhores
Não falha - para gozar a desgraça."
Imagem e texto retirados da Coleção "Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril..
Esse texto é baseado no folclore da região citada.


Fonte// Betto wert. contos e fatos de terror.
#325
Se você ainda não ouviu falar no Krampus, não se preocupe, poucas pessoas o conhecem.  Mas quem o conhece, não esquece.  O Krampus [grafia alemã] é um ser mítico, fantástico  — definitivamente um ser do Mal –  muito conhecido das populações das aldeias e  cidadezinhas dos Alpes.  Ele também habita a imaginação européia através do folclore na Áustria, Alemanha, Alsácia,  Suíça, Eslovênia, e demais áreas  das montanhas alpinas.  Faz parte da cultura local desde tempos imemoriais.  Apesar de muito antigo e limitado geograficamente aos Alpes, sua influência afeta alguns costumes natalinos de outras terras, até hoje.

De acordo com as lendas, Krampus começa as festividades do Natal, conhecida como Krampusnacht  na noite do dia 5 de dezembro.  Ele é um companheiro de São Nicolau, ou como dizemos por aqui, de Papai Noel.  Ele é o contraponto ao Papai Noel, e ao invés de dar presentes às criancinhas das aldeias, Krampus invade as casas das pessoas e retira delas as crianças que foram más, que mentiram, que fizeram pirraça...  E ele as leva.  Nada de presentes para crianças más...

Krampus não é nada mais nada menos do que a inserção nas festividades natalinas de um demônio bastante conhecido nessas regiões e já temido por todos, que foi incorporado pelo cristianismo.  Ele aparece lado a lado com o mais bondoso dos santos, aquele que distribui presentes às crianças.  Assim, ajuda a equilibrar as forças do bem e do mal, servindo como um freio social, como um lembrete de que  as  crianças precisam ser boazinhas e comportadas para ganharem presentes de Natal: presentes não vêm automaticamente .  Foi uma maneira inteligente de manter em cheque as crenças pagãs que teimavam em ressucitar.   Já no século IV da nossa era, o Papa Gregório, havia aconselhado Santo Agostinho a permitir que esse personagem pagão fosse incorporado às festividades desde que fosse rebatizado.  Krampus é o novo nome dessa entidade: Percht ou Perchta.  Bartl,  Ruprecht, Knecht Ruprecht, são alguns dos muitos outros nomes de Krampus.

Perchta era uma deusa pagã da região alpina, que aparece em duas formas: ou sedutora belíssima, branca como a neve, ou como um demônio em trapos.  A ela cabia a vigilância dos animais no início do inverno e a visita às casas para se certificar de que a fiação da lã estava sendo feita corretamente.  Seu dia festivo era o dia 6 de janeiro e sua festa foi incorporad às festas da Epifania no calendário cristão.

Até hoje, tradicionalmente, jovens rapazes das regiões Alpinas se vestem como Krampus – principalmente na cidade que é centro de comércio na Bavária, chamada Berchtesgaden, e desfilam acompanhando São Nicolau, durante as primeiras duas semanas de dezembro.

Até 1969, quando a Igreja Católica Apostólica Romana retirou do seu calendário oficial a Festa de São Nicolau, celebrada no dia 6 de dezembro, grande ênfase dessa procissão e das travessuras feitas pelos rapazes vestidos de Krampus, era dada à noite do dia 5 de dezembro, véspera do dia da festa em que trocava-se presentes na região.

Os rapazes reproduziam o que todos sabiam que Krampus fazia:  andavam sem objetivo nas ruas, alarmando as crianças, colocando medo naquelas que haviam se comportado mal e arrastavam pesadas correntes de ferro aumentando a algazarra.  A imagem de Krampus é aquele ser com uma longa língua vermelha, coberto de pelos, carrega correntes e tem na mão um freixo de galhos de madeira com o qual ameaça as crianças que se comportam mal ou que não sabem suas lições.

Na Áustria, Krampus pode mais comumente  ter chifres e cascos de cabra no lugar dos pés.  Sua aparência é a de um diabo, como é representado mais comumente.   Foi só no final do século XIX, por volta de 1890 que sua imagem começou a aparecer nos cartões de Natal acompanhando São Nicolau.   Aparecia frequentemente com os dizeres "Gruss vom Krampus" [Saudações de Krampus] ou com a frase "Brav Sein!" [Comporte-se!].

No final do século XIX a popularidade de Krampus era grande e passou a fazer suas aparições também ao norte da Alemanha.

Krampus estava sempre pronto a punir as crianças que não se comportavam.  E evidentemente colocava-as em fila e as levava para algum lugar.  Ainda não consegui descobrir para onde iam.

-As visitas que Krampus fazia às casas das pessoas para verificar quem era bom e quem não era, não só fizeram algum sucesso nas artes gráficas como também, devidamente digeridas, sanitarizadas e embelezadas vieram a fazer parte do panorama cultural dos Estados Unidos, terra que acolheu imigrantes de todo o mundo cada qual com suas tradições e hábitos culturais.  O resultado são referências a tradições de outros lugares do mundo, no dia a dia americano.  No caso da celebração do Natal há uma evidente correspondência entre outros aspectos ao da letra de uma das músicas mais conhecidas de Natal, nos EUA: Santa Claus is coming to town. [Papai Noel está chegando].  Vejamos se não é uma referência a dupla alpina que ocupa as nossas atenções hoje?

You better watch out                                                   
You better not cry   
Better not pout 
I'm telling you why
Santa Claus is coming to town 
He's making a list 
And checking it twice;   
Gonna find out Who's naughty and nice 
Santa Claus is coming to town     
He sees you when you're sleeping   
He knows when you're awake 
He knows if you've been bad or good   
So be good for goodness sake! 
O! You better watch out!
You better not cry
Better not pout   
I'm telling you why
Santa Claus is coming to town 
Santa Claus is coming to town
——

É melhor tomar cuidado
É melhor você não chorar
Melhor não emburrar
Estou dizendo porque
Papai Noel está vindo para cá
Ele está fazendo uma lista
E verificando-a duas vezes;
Vou descobrir quem é levado e quem não é
Papai Noel está vindo para a cidade
Ele vê quando você está dormindo
Ele sabe quando  está acordado
Ele sabe se você foi mau ou bom
Então, seja bom pelo amor de Deus!
O! É melhor tomar cuidado!
É melhor você não chorar
Melhor não emburrar
Estou dizendo porque
Papai Noel está vindo para a cidade
Papai Noel está vindo para a cidade .

Não tenho mais informações sobre Krampus além de saber que  depois de quase desaparecer, voltou a ser invocado e a fazer suas trapalhadas na mesma região em que nasceu.  Krampus é hoje em dia um dos personagens que gera festas, eventos, e todo tipo de manifestação cultural na Áustria, na Bavária, na região alpina.

A seguir outras imagens de Krampus encontradas em cartões ou em postais de Natal.
#326
A lenda de La Llorona (A Chorona)

La Llorona é a mais famosa lenda urbana mexicanas, como toda boa lenda, tem algumas variações... mas esta é a versão mais contada no México:

Dizia-se que era uma mulher indígena, apaixonada por um cavaleiro espanhol ou crioulo, com quem teve três meninos. No entanto, ele não formalizou a sua relação: limitava-se a visitá-la e evitava casar-se com ela. Tempo depois, o homem casou-se com uma mulher espanhola, pois tal enlace resultava-lhe mais conveniência. Ao certificar-se, Llorona, enlouqueceu de dor e afogou os seus três filhos no rio. Depois, ao ver o que tinha feito, se suicidou.

Desde então, o seu fantasma tem se ouvido a gritar "Ai, meus filhos!"  (ou então, emite um gemido mudo). Costumam achá-la na margem do rio, percorrendo o lugar onde seus filhos morreram.

Essa lenda é tão marcante para os naturais deste país que, mesmo descendentes de imigrantes vivendo nos Estados Unidos da América e no Canadá, afirmam ter visto La Llorona nas margens dos rios.

Em 1933 esse mito, na versão que narra a história de la Malinche (indígena que serviu de intérprete e foi amante de Fernando Cortez), foi levado às telas, num filme mexicano intitulado La Llorona, estrelado por Virginia Zurí.

La Llorona foi a personagem caçada por Nick Burkhardt, no episodio 9 da segunda temporada da série Grimm

Variações da lenda:

1. A versão original da lenda é de origem mexicali, e narra que esta misteriosa mulher era a deusa Cihuacóatl, que vestia-se com roupas da nobreza pré-colombiana e quando da conquista do México, gritava: "Oh, meus filhos! Onde os levarei, para que não acabe por perdê-los?", e realizava augúrios terríveis.

2. Outra variante diz, que ela fora uma princesa inca que tinha se apaixonado por um soldado espanhol. Eles viveram um grande romance e tiveram um filho. Para ele, era um filho bastardo, e casou-se com outra. A princesa então afogara a criança, e o arrependimento pelo seu crime a fizera morrer.

3. Já outra versão, baseada da versão venezuelana, diz que esse seria um espírito de uma mulher que depois de descobrir as traições do marido teria tido um surto de loucura e teria afogado seus filhos. Depois de tomar consciência do que fez, ela teria se matado. E agora, ela vaga pelas estradas punindo com a morte os homens infiéis.
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Enigmas & Mistérios / O homem da capa preta
Outubro 02, 2018, 05:06:27 PM



Em algumas religiões ele é conhecido como "homem da capa preta" ou "exu", sendo que em alguns casos ele é o ser neutro entre o bem e o mal e é guardião de cemitérios e portas sagradas.
Há relatos de pessoas que o viram em cemitérios durante enterros de parentes ou amigos, sendo que essa figura aparecia ao longe dando quase a impressão de ser um desenho animado ou uma produção cinematográfica de tão surpreendente.

O que seriam estes vultos, estes Homens Sombra?

Vultos de um homem vestido de preto usando um chapéu, e que em algumas vezes também é visto com uma capa, parecendo ao longe até uma sombra, faz parte de um fenômeno sobrenatural já relatado por indivíduos ao redor do mundo.
Quem o viu de perto, em inúmeros casos, o descreve com mais de 2 metros de altura e com um olhar mortal e sem expressão.
A maioria destes relatos os descrevem também como silhuetas negras de seres humanóides, sendo que em alguns avistamentos estão "sem rosto", ou com uma face parecida com a de bonecos de cêra, pálidos e sem expressão.
Também existem comentários de que seus olhos, quando os possuem, são vermelhos cor de fogo ou amarelados.
Em outras situações dizem que não possuem massa, variando sua forma entre o bidimensional a formas vaporosas e errantes.

Seus movimentos são geralmente descritos como sendo muito ou extremamente rápidos e sem coordenação, ou mesmo do tipo "gelatinoso", pois em alguns relatos constam que eles se movem lentamente como um tipo de geléia ou líquido viscoso e então rapidamente "voam" para outra parte do ambiente.
Alguns relatos afirmam que estes vultos movem-se no que parece ser uma dança, que geralmente envolve ir de uma parede a outra em movimentos muito rápidos.

Observadores destes supostos seres costumam relatar que eles são percebidos primeiro através da visão periférica e que quando percebem que o contato direto foi estabelecido rapidamente desintegram-se ou fogem do campo de foco do observador.
Mesmo assim, uma grande parte dos relatos afirmam que estes seres aperecem no foco central da visão humana, aparecendo muito perto do observador e permanecendo por muitos segundos antes de desaparecerem.
Alguns indivíduos já afirmaram terem sido ameaçados, perseguidos ou mesmo (muito raramente) terem sido vítimas de violência física e mesmo sexual, supostamente causadas por estas estranhas criaturas.

Estes avistamentos vem sendo relatados no mundo todo desde tempos muito antigos.

São tópicos freqüentes em programas de rádio, revistas e jornais com temática espiritualista e durante os anos 90 o assunto recebeu uma grande atenção da mídia especializada.
O termo "homem sombra" foi cunhado, possivelmente, em 1953 no programa de rádio americado "Salão do Fantástico".
Ainda assim, relatos de seres que se encaixam na descrição de "Homens Sombra" estão gravados na literatura já a alguns séculos.

Os relatos mais consistentes descrevem um sentimento de pavor associado à presença do fenômeno e também que os animais reagem à aparição com medo e hostilidade.
Seres das Sombras são conhecidos por moverem-se com grande velocidade e por terem a capacidade de atravessar a matéria sólida.
Suas formas são descritas como não dotadas de traços humanos genéricos, mas apenas apresentando a silhueta de uma pessoa alta e magra.
Estes seres também são conhecidos por aparecerem algumas vezes em reflexos no espelho, em quartos durante a noite, e em ruas escuras e desertas, geralmente em locais afastados.

Mas de onde viria esse misterioso "Homem da Capa Preta"?
Qual seria sua missão em nosso mundo?

Sua verdaderia essência é discutida de acordo com a crença de cada religião.
Alguns dizem que ele é o próprio demônio que vem atormentar determinadas pessoas, os espíritas dizem que ele é um espírito errante que está preso na terra com o objetivo de cumprir uma missão específica e desconhecida por nós, e outro dizem que ele é de outra dimensão, paralela à nossa.

Muitos relatos associam o avistamento do "Homem da Capa Preta" após o surgimentos do ritual de "macumba" em determinados locais, sendo que sua presença seria devido ao cumprimento de "tarefas" solicitadas pelas pessoas que realizaram o ritual (macumba).
Outros dizem que após o avistamento sistemático do "Homem da Capa Preta", perturbações ambientais são percebidas, bem como a alteração do comportamento de pessoas, como excesso de brigas em família, aumento no consumo de bebidas alcóolicas e até o surgimento de supostas doenças sem explicação pela medicina convencional.

Uma orientação que é dada para quem sofre com a presença do "Homem da Capa Preta", é a procura por ajuda religiosa, dependendo de casa crença, como em Igrejas Evangélicas, Igrejas Católicas e até em Centros Espíritas de Mesa Branca, onde os líderes religiosos de cada credo poderão orientar e realizar orações, bem como também a "limpeza espiritual" no ambiente perturbado por esse estranho visitante.
No entanto é importante observar que para se ter sucesso na eliminação desse problema, a "Fé" e a "Crença em Deus" é essencial para que os procedimentos tenham sucesso.

Agora, qual seria a verdade e o mistério que existe por trás do "Homem da Capa Preta"? Isso realmente ninguém sabe, mas o que é notório, é a sua visita às altas horas da noite e da madrugada, pegando de surpresa os menos avisados, gerando terror e pavor à todos aqueles que vêem sua presença.

https://www.alemdaimaginacao.com/Noticias/o_homem_da_capa_preta.html
#328
Na tarde de outubro de  1964 os dois filhos do dono da fábrica Farmer John's Meat Packing Plant Nelson e Sarah, sumiram depois que a babá saiu por um instante e os deixou sozinhos, e seu pai John Warren, mal sabia que jamais voltaria a ver os filhos, uma busca incessante foi feita, mas os corpos das crianças nunca foram encontrados, apenas alguns restos, dois dias depois as dúvidas de seu assassinato logo caíram sobre seu tio, que tinha problemas mentais  que o tornava instável, e ainda possuía um agravante, ele trabalhava jogando os corpos dos animais no moedor de carne; logo a noticia foi dada a John, que teve um colapso nervoso e piorou depois que os exames concluíram que haviam restos humanos no moedor, a fábrica foi
interditada, e as autoridades locais recomendaram que ninguém mais comesse ou comprasse os produtos produzidos pela John's Farmer, o tio foi enviado para um hospício penal e John Warren foi encontrado morto na sala da caldeira, aparentemente se suicidando por enforcamento, os restos das crianças nunca foram encontrados totalmente, e a fábrica foi fechada e vendida para outros proprietários.
Mais tarde, pela metade da década de 70, os proprietários atuais, registraram uma ocorrência de vandalismo, alegando que duas crianças, um menino e uma menina sempre corriam ao redor da fábrica, o que era reforçado pelos funcionários, que diziam ver essas mesmas crianças brincarem, mas depois de algum tempo, algumas pessoas pediram demissão alegando que viram um homem jogar duas crianças no moedor e logo desaparecia no ar, o que fez ressuscitar as lendas em torno do local, levando os novos donos a fecharem a fábrica.
Em 1984 um policial estava patrulhando a área, quando acionou a polícia e chegando lá, encontraram um homem morto pendurado no frigorifico, com uma frase escrita no peito: " eu os matei", mais tarde o corpo foi identificado, pertencia a James Warren, o tio das crianças.
Todo ano durante o mês de outubro quando ainda existia a fábrica, duas crianças podiam ser vistas, correndo e brincando ao redor do edifício abandonado, e para os mais corajosos, que decidiam seguir as crianças correndo dentro da fábrica, elas  levam até o fantasma de um homem morto pendurado e depois até a sala onde ficava o moedor de carne, e que, olhando dentro dava para ver pedaços de corpos triturados.
Em 2001 á fabrica foi derrubada, e em seu lugar foi construída uma casa, que por sinal é assombrada, por eventos bem estranhos.

Fonte: urbanlegendsonline.com
Fonte: playwithdeath.com
#329
As lendas urbanas são muitas vezes histórias emocionantes, que contêm muitos elementos folclóricos. É por isso que muitas vezes elas se espalham rapidamente através de uma comunidade ou sociedade. Os contos são contados de forma dramática, como se fossem verdadeiras histórias que são relacionadas com a verdade.
Elementos regionais são muitas vezes adicionados a lenda, mas por incrível que pareça, muitas vezes você vai ouvir a mesma história em diferentes versões em todo o mundo. Lendas urbanas muitas vezes carregam uma advertência ou tem algum significado.
Conheça agora algumas lendas urbanas assustadoras espalhadas pelo mundo:

O Doberman Engasgado

Essa história, vinda direto dos cangurus da Austrália, conta que um casal chegou de uma noite de bebedeira e encontrou seu cachorro engasgando na sala. A mulher levou o bicho para um veterinário 24h e, enquanto estava voltando para casa, recebeu uma ligação do médico pedindo para que ela e o marido fugissem imediatamente. Sem saber muito bem por que, eles atenderam a ordem, fugiram de casa e chamaram a polícia. Já com os policiais, a mulher pergunta o que aconteceu. A resposta é aterrorizante: aparentemente, o cachorro havia engasgado com um dedo de um prisioneiro foragido que tentou invadir sua casa.

A mulher com o rosto cortado

Esse mito asiático conta que uma bela mulher um dia traiu o seu marido com um homem mais novo e bonito. Ao descobrir tal traição, o cônjuge, em um ataque de raiva, cortou o rosto da esposa de orelha a orelha usando uma espada.

Alguns dizem que além da agressão do marido, a mulher foi amaldiçoada a nunca descansar em paz e ficar vagando pela Terra com uma máscara cirúrgica no rosto. Se você encontra-la por aí, ela te perguntará "Eu sou bonita?" e, depois de uma resposta positiva, ela tira a máscara e rebate "E agora?". Quem não continua com a mesma opinião, ou se assusta com a face cortada, sofre uma terrível e dolorosa morte.

A morte branca

Conta a lenda que uma garotinha na Escócia odiava tanto sua própria vida que decidiu apagar todos os traços de sua existência e suicidar-se. Após descobrir o que havia acontecido, todos os familiares da menina também morreram alguns dias depois.

A parte sinistra é a seguinte: se você sabe sobre a Morte Branca, há chances do fantasma da menina bater na sua porta frequentemente, uma batida mais alta do que a outra. E, ao abrir, o fantasma te mata temendo que a sua história se espalhe. E aí, vai passar a história para frente?

Elisa Day

Na Europa medieval existia uma menina muito bonita que encantava todos em sua pequena cidade, o nome dela era Elisa Day. Sua aparência era sempre comparada com as rosas vermelhas. Um dia, um jovem estranho veio até a sua cidade e se apaixonou por Elisa.

Eles namoraram por três dias. No primeiro, o jovem foi até a casa dela. No segundo, ele levou uma única rosa vermelha para ela. Por fim, no terceiro dia ele pediu que Elisa o encontrasse na beira de um rio, onde rosas vermelhas cresciam na margem. Enquanto a jovem estava de costas, o rapaz pegou uma pedra e matou Elisa. Ele ainda prendeu uma rosa vermelha entre os lábios do cadáver.

Abduções alienígenas de Zanfretta

Fortunato Zanfretta foi abduzido por alienígenas chamados Dragos do planeta Teetonia. Durante o período de 1978—1981, ele teria sido abduzido diversas vezes. Os relatos de Zanfretta são considerados os mais detalhados do mundo.

https://www.fatosdesconhecidos.com.br/5-lendas-urbanas-assustadoras-espalhadas-pelo-mundo/
#330
No lugar de Aliviada (Marco de Canaveses), muito perto da confluência com o rio Tâmega, o rio Ovelha some-se por debaixo de uma enorme penedia fazendo um percurso subterrâneo de muitos metros reaparecendo, para correr de novo, no seu leito primitivo e a céu aberto.
Diz a lenda que, ao mesmo tempo que Frei Gonçalo construía a sua ponte de Amarante, o diabo levava a cabo igual empreitada mas mais imponente. Certo e sabido o diabo acabou a sua ponte primeiro que o frade.
Cheio de gentilezas e galhardias convidou Frei Gonçalo a ir vê-la recomendando-lhe que nem por sombras pensasse em benzê-la. Frei Gonçalo aceitou o convite e acabou por reconhecer que, a obra do anjo maligno era, na verdade, melhor que a sua.
Gonçalo de Amarante teceu grandes elogios à obra e ao seu construtor; enalteceu as belezas do lugar e, o mafarrico vaidoso com tanto galanteio, começou a caminhar à sua frente.
Vendo que o diabo estava distraído — se bem o pensou melhor o fez — ergueu o cajado na direcção da ponte e fez no ar uma enorme cruz em sinal de bênção e balbuciou "se tu fosses por aqui como vais por ali..." e logo a ponte ruiu com enorme estrondo.
O diabo apanhado de surpresa assustou-se e, dando um grande salto, começou a correr espavorido até ao cimo do monte de onde, cheio de ódio e fúria, começou a apedrejar o frade.
As pedras que o diabo lançou, ao rolarem pela encosta, aumentaram de tamanho e juntamente com os escombros da ponte taparam o leito do rio, fazendo-o correr escondido e dar origem à Aliviada.

Fonte: https://www.lendarium.org/narrative/a-ponte-de-aliviada/?tag=199