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Mensagens - Mestre Cruz

#301
A História mais Horripilante que li até hoje! (Até fiquei com os pelos arrepiados)

Já faz um tempo que estou aqui, um lugar estranho e que tenho certeza de nunca ter conhecido. Não lembro de muita coisa, apenas que quando me dei por si estava no meio dessa escuridão sem fim. Não gosto daqui, e em maior parte é porque não sei o que acontecerá comigo. Tento não pensar muito nisso, mas é inevitável.

Não sei o que me trouxe, e se querem algo de mim. Na minha cabeça tento formar teorias e me forçar a lembrar de algo. Se tivessem me sequestrado acho que estaria preso a correntes e amordaçado, e não sentado em uma cadeira como agora. Mas o que poderia ser?

Acabo me forçando a tentar achar outro tipo de resposta. Não há como ver muita coisa. A única luz existente é vinda de pequenas frestas nas janelas da parede oposta a que me encontro. Não sou tipo que tem medo de escuro ou coisas assim. O que eu temo é essa incerteza, e de não saber o que está acontecendo neste exato momento.

Não estou desesperado, não agora. Acho que estou mais para apreensivo. Acabo sentido uma presença oculta, como se alguém estivesse me observando. Não consigo saber de onde. Esse alguém se esconde através do escuro, mas tenho certeza de que não estou sozinho. Esta tudo silencioso, nenhum ruído é perceptível.

A espera me da agonia. Sinto certo medo de quem pode ser, mas no fundo, fico aliviado por não estar sozinho. Começo a escutar alguns sussurros e vozes. No inicio são poucos e distantes, mas com o tempo vão aumentando e chegando mais perto. E então não sinto uma, mas várias presenças ao meu redor. Isso me incomoda, é como se estivessem me cercando e espreitando. As vozes vão ficando mais altas e se intensificando até se tornarem insuportáveis.

Fecho os olhos e tampo os ouvidos, tentando assim desviar minha mente a algum outro lugar, mas não consigo. Minhas memórias estão vagas demais e não dá para formar nada compreensivo.
Resolvo encarar o que quer que esteja aqui. Abro os olhos de vagar e encontro várias pessoas ao meu redor. Elas também estão sentadas em cadeiras.

Dirigem olhares vazios e inexpressíveis para mim. Seus rostos demonstram expressões de medo, tristeza e sofrimento. Algumas trocam sussurros umas com as outras e o resto apenas ficam observando ao seu redor. Mesmo amedrontadas como eu, parecem saber de algo que não sei. Nada disso faz sentido para mim.

Ao vê-las, me atinge uma sensação de que devo esperar alguma coisa acontecer e que escolhi  vir para cá. Também não consigo compreender isso. Meus pensamentos são interrompidos pelo barulho de uma porta se abrindo. Com um certo esforço acho uma porta que não parecia estar ali antes, no fim do corredor.

Ela se abre por completo e de lá sai uma criatura horrenda e toda negra. O rosto desfigurado mostra uma expressão de fúria e superioridade. Encara-nos com uma fome selvagem e parece estar procurando pelo nosso medo. O seu corpo alto e forte parece mais assustador a cada instante. Seu olhar passa de pessoa em pessoa até se focar em mim.

Começo a suar frio. Sua boca se abre e um odor forte toma conta da sala, com sua voz forte e profunda chama o meu nome, de que alguma forma ela sabe. Meus músculos se contraem e eu fico imóvel na cadeira. Nenhuma silaba sai de minha boca. O monstro chama o meu nome de novo e eu não consigo me mexer. Aquilo vem em minha direção com rapidez. Fico apavorado.

No último instante tomo coragem e me levanto. Vendo que estou de pé, a criatura se vira e começa a voltar para onde estava como se quisesse que eu a seguisse. Como sei que não tenho chances de fugir, decido obedecer. Reparo nos olhares piedosos que as outras pessoas me lançam e respiro fundo. Preciso ter coragem para encarar o que esta por vir.

O monstro me leva até a porta da sala da qual ela saiu e me ordena para que eu entre. Sem protestar e com uma angustia no peito, entro lentamente. Aquilo fecha a porta atrás de mim, ficando do lado de fora.

Agora me encontro em uma sala totalmente escura que me impede de ver um detalhe sequer. Meu coração começa a acelerar. Fico parado sem saber o que vai acontecer e uma sensação ruim me atinge. O silêncio nunca me pareceu tão amedrontador. Finalmente escuto um som.

Algo se mexe nas sombras e uma vela é acesa, iluminando grande parte do ambiente. Percebo que no canto da sala há um homem. Ele está de costas para mim e na sua frente há uma mesa. Com espanto vejo que estão dispostas na mesa várias ferramentas de construção e de jardinagem. Ele examina com cuidado cada uma delas.

Reparo que no centro do lugar há uma enorme cadeira, parecida com a que usam para executar prisioneiros. O pânico começa a tomar conta de mim. O homem termina o que estava fazendo e se vira para mim. Ele é alto, parece assustador e sorri de um jeito sádico. Algo nele o faz parecer maluco. Ele se aproxima de mim lentamente e eu tremo de medo. Traz na mão uma seringa com um liquido escuro.

Nesse momento eu escuto uma batida na porta. Ele vai até ela, fala brevemente com alguém e se vira novamente para mim. Quando o maluco fica a poucos passos de distância eu tento correr dele. Vou até a porta, mas está trancada. Então procuro outra saída, nada. O estranho começa a rir e antes que eu tente fazer outra coisa ele agarra o meu braço. Ele é forte e eu não consigo escapar.

O psicopata me força a sentar na cadeira e me amarra nela com fortes correntes de aço. Começa a rir novamente o que me faz ficar desesperado. Vejo uma expressão de pura satisfação em seu rosto ao perceber que estou com medo. Ele aproxima a seringa de mim. Quando ela é injetada na minha pele, sinto uma dor que parece me rasgar e queimar por dentro. Ele ri agora descontroladamente e lágrimas escorrem dos meus olhos. Começo a sentir uma dormência em meu corpo e então, desmaio...
_______//________

Depois de um tempo, ele diz:
– Pronto, acabamos por hoje.
– Já?
– Sim. Não era muito grave, mas volte daqui a uma semana. É só para conferir se estará tudo bem.
– Obrigado.

Então saio com um enorme sorriso do consultório do dentista.

Fonte// contos de terror
Leia mais: https://www.new-age-gamer.com/news/contos-de-terror-a-sala/
#302
Enigmas & Mistérios / O Frade Negro de Byron
Outubro 02, 2018, 05:25:33 PM
Conta-se que na Abadia de Newstead, no condado de Norttingham, Inglaterra, lar ancestral da pitoresca família Byron, era assombrada pelo fantasma de um frade malvado que se deliciava com infortúnios alheios. A Abadia serviu de mosteiro para os cônegos agostinianos durante quase quatrocentos anos.

Mas no século XVI, irado com a oposição da Igreja Católica à anulação de sua união com Catarina de Aragão, Henrique VIII começou a confiscar os bens da Igreja e dividi-las entre alguns de seus nobres. A Abadia de Newstead coube aos Byron e ficou com a família pelos trezentos anos seguintes. O último Lord Byron a herdá-la foi ninguém menos que o dissoluto poeta romântico, George Gordon, que não só amava a propriedade como lá encontrou alimento para seus no mais notável de seus vários fantasmas: o Frade Negro.

Ninguém sabe quem teria sido em vida, essa alma penada, mas alguns acreditam que sua sombra, encapuzada e de feições escuras, representava a praga da Igreja contra os usurpadores de suas Terras. Diz a Lenda que quando um membro da família morria, o monge fantasma fazia uma visita para se regozijar com a desgraça. Por outro lado, apresentava-se de cara pesarosa em ocasiões felizes.

Uma aparição contrita era norma nos nascimentos e em alguns casamentos - mas não em todos. O Poeta Lord Byron asseverou ter visto o fantasma muito contente em seu próprio casamento com Annabella Milbanke, que ele qualificaria mais tarde como o acontecimento mais infeliz de toda sua vida.

Em seu Don Juan, Byron faz alusão ao Frade Negro:
"Sobre o tálamo nupcial, dizem os rumores
Na noite das bodas de leve esvoaça;
Mas ao leito de morte de seus senhores
Não falha - para gozar a desgraça."
Imagem e texto retirados da Coleção "Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril..
Esse texto é baseado no folclore da região citada.


Fonte// Betto wert. contos e fatos de terror.
#303
Enigmas & Mistérios / O assassino de cachorros
Outubro 02, 2018, 05:24:58 PM

Essa caso paranormal aconteceu na Inglaterra, teve Coventry como palco,Lisa Manning, moradora da residência, afirmou que o fantasma existia de verdade e que o espírito foi o responsável pela morte do cachorro da família. O bichinho, segundo ela, foi misteriosamente empurrado escada abaixo.
Para provar a autenticidade do caso, Lisa pediu a ajuda de Derek Acorah, um especialista em fenômenos paranormais. Depois de analisar o lugar, o homem afirmou que um espírito era real e se chamava Jim. Foi então que ele fez um ritual e mandou o espírito embora.
Lisa, claro, acreditou na história e disse que tudo aconteceu de forma simples e verdadeira. Claro, cada um acredita no quer, certo?
#304



Muitas pessoas acreditam na existência de sociedades tecnologicamente e espiritalmente avançada que vivem nas "parte oca" da Terra. Um desses mundos é Agartha e sua capital é chamada de Shambala. Shambala é parte fundamental de uma tradição budista tibetana e tântrica. De acordo com as lendas sobre Agartha, existem, no mundo, sete entradas que dão acesso a esse incrível mundo altamente desenvolvido. E três dessas supostas entradas estão no Brasil. Uma delas está no centro das Cataratas do Iguaçu, outra está em Manaus e a terceira no Mato Grosso.

No budismo, entretanto, Agartha é vista como o centro do conhecimento e para eles Agartha estaria localizada na "quarta dimensão", que seria, na realidade, uma metáfora, como entende a tradição ocultista baseadas em textos do hinduísmo, budismo e taoismo.

Muito além do Pólo Norte, haveria uma entrada para o interior da Terra. Aqui, de acordo com o almirante Richard E. Byrd, o primeiro homem a sobrevoar o Pólo Norte, viveria uma civilização muito mais evoluída do que o homem de superfície. Aqueles que povoaram a Terra 100.000 anos atrás e passaram a viver em subterrâneos. Uma guerra que aconteceu e incorreu na destruição da superfície da Terra, e que criou desertos.



Virgil Armstrong, ex-agente da CIA, descreve o universo subterrâneo fascinante, habitado por  seres humanos como nós só que lá são eles seriam imortais, a atmosfera controlada, velocidades de transporte de 3.000 quilômetros por hora, atlantes e lemurianos, voando sobre aeronaves que superam nossa actual tecnologia humana.



Um reino no centro da terra, com civilizações avançadas... parece história de ficção científica.  Seria possível ??
#305
Enigmas & Mistérios / Menina dos olhos vermelhos
Outubro 02, 2018, 05:23:49 PM
Essa sou eu, e essa é minha história, que lhes conto antes de me matar. Seria hilária se não fosse horrenda.

Tudo começou num dia que fui pra um hotel chamado "Palace Stars", onde já haviam me alertado do desaparecimento de algumas pessoas, mas que nem levei em conta, já que sou era ateu. Fui lá, e logo quando cheguei fui alertado sobre um ponto: "nunca entrar no quarto número 6?. O dono não me deu muitos detalhes, mas, apenas me alertou sobre isso.

Na mesma noite, minha curiosidade foi logo atiçada, fui até o quarto, e ouvi alguns barulhos. Pensei por um instante que fosse um casal fazendo sexo, mas, quando olhei pela fechadura, não vi nada de diferente, apenas móveis cobertos por um pano branco, mas nada incomum. Voltei a dormir, até ouvir novos barulhos, e ir novamente olhar, mas, de novo, não vi nada.


Na noite seguinte, os barulhos ficaram ainda mais intenso, e não aguentei e fui olhar novamente pela fechadura. Dessa vez, vi uma menina virada para a janela, mas não falava nada. Bati na porta, porém ela não respondia nada. Voltei a dormir, até ouvir barulhos estranhos e verificar novamente pela fechadura. Dessa vez, apenas uma mancha vermelha cobria tudo. Não entendi ao certo, mas acreditei que a menina tivesse posto um lençol vermelho para cobrir a brecha.

No dia de ir embora, perguntei ao dono do hotel sobre o motivo de não podermos entrar no quarto, ele, chamando-me para um lugar mais reservado disse:

– Não dizemos detalhes para que nossos hóspedes não se assustem, mas... Naquele quarto, a vinte anos atrás, uma menina se matou por dizer que um demônio estava a possuindo, e, conta a lenda, que a alma da menina continua possuída, naquele mesmo quarto. Várias pessoas já a viram, por isso não deixamos ninguém entrar lá. Ela tem cabelos longos, e não fala, a única coisa que ela tem de diferente, é que seus olhos são completamente vermelhos.

Saí correndo de lá, e, desde então, me sinto vigiado a todo momento. Não sei ao certo o que fazer, mas vou enlouquecer. Irei me matar agora, adeus a todos, e lembrem-se: Nunca mexam com o que desconhecem.
#306

Mothman (Homem Mariposa, ou Homem Traça) é uma suposta criatura sobrenatural que, segundo alguns relatos, apareceu em Charleston e Point Pleasant (EUA), entre novembro de 1966 e dezembro de 1967. O seu avistamento é  considerado prenunciador de desastres.

O primeiro avistamento atribuído à criatura alada aconteceu em 12 de novembro de 1966, por cinco homens que estavam a abrir uma cova num cemitério perto de Clendenin. Adirmaram terem visto "uma figura humana de cor castanha e com asas".


#307
Enigmas & Mistérios / O Verme da Morte da Mongólia
Outubro 02, 2018, 05:22:00 PM


Vista pela primeira vez em 1926, no deserto de Gobi, Mongólia, a larva tem tamanho variado (1,5 m de comprimento à 20 m dependendo do relato), é corpulenta e capaz de expelir um ácido que causa morte instantânea ou ainda mata à distância através de descarga elétrica. Centenas de casos já foram registados de avistamentos desses invertebrados e inclusive há o relato de um Primeiro Ministro desse país. Apesar de inúmeras expedições, ninguém nunca conseguiu encontrar uma. Os nativos da região dizem que a criatura vive no deserto há séculos e que pode haver mais de uma. Falam também que estão activas entre os meses de junho e julho e hibernam durante o resto do ano.
#308
Enigmas & Mistérios / O Dragão do Mar de Suffolk
Outubro 02, 2018, 05:21:29 PM

Na costa de Suffolk, Inglaterra, em novembro de 1749, um grupo de pescadores ficou chocado ao encontrar um monstro marinho entre a cavala na sua rede. O monstro tinha asas, uma cabeça de jacaré e cascos nos pés, características que lembrou alguns dos pescadores de um dragão.

Depois de levarem o dragão do mar para a costa e lhe baterem com um gancho de barco, os captores da criatura tiveram a brilhante ideia de abrir a rede. Sem surpresa, o monstro descolou, voando 46 metros para cima no ar. O primeiro homem que tentou apanhá-lo teve alguns dos seus dedos mordidos. A mordida era tão horrível que o matou.

O próximo homem que foi atrás do dragão do mar foi mais afortunado. Acabou por conseguir apanhá-lo, mas só porque o monstro pousou no seu braço e apertou-o tão forte que lhe deformou a mão e os dedos. Enquanto um homem poderia ter morrido na tentativa, o dragão do mar foi uma boa captura e os pescadores sobreviventes mostraram a sua carcaça em todo o país.
#309

A História dos Vampiros


Quando é que os vampiros apareceram? Tal como acontece com muitas lendas, a data exata da origem é desconhecida; mas evidências de histórias de vampiros podem ser encontradas com os antigos Caldeus da Mesopotâmia, perto dos rios Tigre e Eufrates e em escritos Assírios em barro e em pedra. A terra dos Caldeus, foi o lar original de Abraão na Bíblia.

"Lilith" foi possivelmente uma vampira da Bíblia hebraica. Embora seja descrita no livro de Isaías, as suas raízes são mais prováveis da demonologia babilónica. Lilith era um monstro que atacava de noite, aquando do aparecimento de uma coruja. Caçava e procurava matar recém-nascidos e mulheres grávidas. Lilith era a esposa de Adão antes de haver Adão e Eva, segundo a tradição; mas foi demonizada porque se recusou a obedecer a Adão. (Ou, se preferir pensar nisso de um ponto de vista mais liberal, ela exigiu direitos iguais aos de Adão). Naturalmente, foi considerada demoníaca pelos seus desejos "radicais" e tornou-se uma vampira que, eventualmente, atacou os filhos de Adão e Eva - ou seja, todos os descendentes humanos.

As referências aos vampiros podem ser encontradas em muitas terras e alguns estudiosos acreditam que isso indica que a história dos vampiros se desenvolveu de forma independente em cada país; não passando de uns países para os outros.

As referências aos vampiros podem ser encontradas entre as antigas civilizações do Mediterrâneo, como o Egito, a Grécia e Roma. Os gregos antigos acreditavam em Strigo ou Lamia, que eram monstros que comiam crianças e bebiam o seu sangue. Lamia, na mitologia, era a amante de Zeus; mas a esposa de Zeus, Hera, lutou contra ela. Lamia foi levada à loucura e matou a sua própria prole. À noite, perseguia crianças humanas com o objetivo de matá-las.

Uma história conhecida pelos gregos e pelos romanos simultaneamente, por exemplo, diz respeito ao casamento de um jovem chamado Menipo. No casamento, um convidado, que era um filósofo chamado Apolónio de Tiana, observou cuidadosamente a noiva, que se dizia ser bonita. Apolónio finalmente acusou a mulher de ser uma vampira e, de acordo com a história, (que mais tarde foi contada por um estudioso chamado Philostratus no século 1 d.C.), a esposa confessou o vampirismo. Supostamente, ela planeava casar-se com Menippus apenas para tê-lo à mão como uma fonte de sangue fresco para beber.

As histórias de vampiros ocorreram na China antiga, onde os monstros eram chamados Kiang Shi. Na antiga Índia e no Nepal, os vampiros podem ter existido - pelo menos nas lendas. Pinturas antigas nas paredes de cavernas mostram criaturas bebedoras de sangue; o nepalês "Lord of Death" (Senhor da Morte) é representado a segurar um cálice cheio de sangue na forma de um crânio humano de pé enm uma poça de sangue.  Algumas dessas pinturas nas paredes são tão antigas quanto 3000 a.C. Os Rakshasas são descritos nos antigos escritos sagrados indianos chamados Vedas. Estes escritos (cerca de 1500 a.C.) desenham os Rakshasas (ou destruidores) como vampiros. Há também um monstro na tradição antiga da Índia, que se pendura numa árvore de cabeça para baixo, não muito diferente de um morcego, e é desprovido do seu próprio sangue. Esta criatura, chamada Baital, existe como um vampiro nessa lenda.

Outros antigos asiáticos, como os Malaios, acreditavam num tipo de vampiro chamado "Penanggalen." Essa criatura consistia de uma cabeça humana com tripas intestinais que deixavam o corpo e procuravam o sangue das pessoas, especialmente das crianças. A criatura vivia por beber sangue das vítimas.

Diz-se também que o vampiro pode ter vivido no México antes da chegada dos conquistadores espanhóis, de acordo com o autor de renome de Montague Summers, cujo livro The Vampire (O Vampiro), de 1928, é um clássico. Ele afirma que os árabes também conheciam os vampiros. Os vampiro apareceram nos "Contos das Mil e Uma Noites" e eram chamados Algul; que eram zombies que consumiam carne humana.

África, com as suas religiões com base em bebidas espirituosas, também possuem lendas de vampiros. Uma tribo, Caffre, tem a crença de que os mortos podem retornar e sobreviver com o sangue dos vivos.

No antigo Peru também havia lendas de vampiros; acreditava-se que os Canchus eram serem adoradores do diabo que sugavam o sangue dos jovens.

Assim, desde os tempos antigos que se ouve falar dos vampiros. É a partir desses medos antigos sobre a morte, que os vampiros como os conhecemos hoje, evoluíram.


Vampiros Reais

Elizabeth Báthory
Elizabeth Báthory foi uma assassina sanguinária verdadeira. Ela é provavelmente o mais famoso assassino em massa do sexo feminino. Diz-se que ela e 4 cúmplices mataram centenas de meninas e mulheres jovens. A lenda afirma que Elizabeth Báthory se banhava no seu sangue, numa tentativa de manter-se jovem.



Vlad, O Empalador
Uma das principais influências para o personagem de Bram Stoker, Drácula, foi Vlad III, príncipe da Valáquia. Vlad III nasceu em 1431 e morreu em dezembro de 1476. Wallachia está agora no dia moderno da Roménia. o sobrenome de Vlad III era Drácula, que significa "Filho do Diabo" ou "Filho do Dragão", mas o nome pelo qual é conhecido hoje é "Vlad, O Empalador". Na sua vida, só o seu nome, induzia um grande temor.

A crueldade de Vlad é lendária. Ele matou milhares de pessoas ao empalá-las enquanto ainda estavam vivas. Também usou muitos outros métodos de tortura. Ninguém sabe quantas pessoas morreram sob o regime de Vlad III, as estimativas variam entre 40.000 a 100.000 vítimas. Existem muitas histórias sobre as atrocidades de Vlad, algumas das quais podem ter sido inventadas, motivadas pelo medo.
#311
Ano de 1215. Em Portugal reinava el-rei D. Afonso II. O Inverno tinha entrado duro. O vento zunia, impertinente e bravo. A chuva era grossa e caía sem pressa de chegar ao fim. O mar bramia, revoltado pelos assobios e açoites do vento. Enfurecido, arremessava-se de encontro às rochas que bordam a costa portuguesa. Joguete das ondas, surgiu mesmo em frente do cabo Espichel uma nau que pertencia a um mercador inglês, senhor de grande fortuna e génio aventureiro.
Com o cair da noite, a tempestade aumentava. A bordo viviam-se momentos trágicos. Apesar da coragem da tripulação, o navio parecia desfazer-se de momento a momento, batido como um simples brinquedo pela ventania brutal e pelo bailar diabólico das ondas revoltas. Então, no desespero causado pela tragédia, os homens recorreram ao padre Hildebrando, frade eremita dos agostinhos, que os acompanhava. O padre — dizia-se — trazia consigo uma pequena imagem milagrosa. Um dos marinheiros mais afoitos gritou:
— Padre, salvai-nos! Só vós podeis ajudar-nos!
Os outros fizeram coro:
— Salvai-nos, padre!
O padre, que parecia meditar, quase indiferente ao espectáculo que o rodeava, ergueu o olhar para os que pediam a sua ajuda. Falou-lhes:
— Tende calma, meus filhos! Tende coragem! Deus há-de valer-nos! Deus e Nossa Senhora, cuja imagem sempre me acompanha. Vou buscá-la para que a possais contemplar. E tende fé, muita fé! Ela há-de fazer mais este milagre!
O marinheiro que primeiro havia falado gritou, cortando o barulho da tempestade:
— Deus o oiça!
Os outros imploraram:
— Que Nossa Senhora nos salve!
O padre, conforme pôde, pois os balanços da nau eram fortes, foi buscar a imagem. Mas, quando regressava, uma onda mais alta cobriu os homens. Houve gritos, alarido, entre o escorrer da água do mar. Quando a onda passou, os homens estavam todos. Bem se olhavam, tentando localizar-se. Mas o padre juntava as mãos vazias num gesto desesperado.
Gritou:
— Meus filhos! A santa imagem desapareceu!
Logo os homens se lamentaram em altos brados:
— Estamos perdidos! Perdidos!
O padre pareceu recobrar a calma.
— Não devemos perder a fé! Oiçam-me! Vamos ajoelhar conforme pudermos. Aproximai-vos de mim! E faremos em conjunto uma oração, como se fôssemos um só. Dizei comigo: «Ave, Maria... cheia de Graça...».
A oração sobrepôs-se à tempestade. E quando chegou ao fim, os homens não podiam crer no que os seus olhos viam. Por estranho milagre tudo se transformara. As ondas tinham acalmado. O vento deixara de soprar. A chuva não caía mais. E uma luz intensa iluminava o Oceano. Luz tão bela e tão forte como a que, segundo contam os antigos, surgira naquela noite singular em que a Virgem Mãe dera à luz o Menino Deus!

A manhã raiava. O dia nascera claro. Alegres como crianças, os homens pisaram terra firme. Com eles ia o bom padre Hildebrando. E foi ele quem fez a maravilhosa descoberta. Cheio de alegria, gritou:
— Olhai, meus filhos, olhai!... Reparai para esta caverna do cabo! Depressa! Quero que verifiqueis com os vossos próprios olhos! É ela, não é verdade? É a imagem de Nossa Senhora que eu trazia!
Os homens haviam acorrido e olhavam surpreendidos tão precioso achado. Lá estava, de facto, numa das pequenas cavernas do cabo Espichel, como se tivesse sido posta ali por mãos divinas, a pequena imagem de Nossa Senhora, envolta numa autêntica auréola de luz. Padre Hildebrando exclamou com unção:
— Foi um milagre que agradeço ao Céu!
E voltando-se para os marítimos:
— Meus filhos! Agora já vos posso dizer toda a verdade! A imagem que observais foi talhada e feita pelos próprios anjos! É única no mundo! Ajoelhai, meus filhos!
Os homens ajoelharam, em muda contemplação. Só os seus pensamentos se elevaram numa prece nem sempre bem definida.
E conta a lenda velhinha que, a expensas de toda a tripulação e com o consentimento superior, ali mesmo se construiu uma capelinha para guardar tão preciosa imagem. Como capelão, ficou o padre Hildebrando. E assim começou a história de Nossa Senhora do Cabo Espichel.
Os anos passaram. Dois séculos, talvez. E foi por volta do ano 1410 que um velho de Alcabideche teve, certa noite, uma visão de espantar. Estava ele no quintalório da sua casinha quando viu subitamente, lá ao longe, uma estrela muito luminosa, muito brilhante. Tentou o velho localizá-la e calculou que essa estrela devia estar sobre o cabo Espichel.
A pé, a distância de Alcabideche ao cabo era grande e difícil. Foi o velho deitar-se, sempre a pensar na estrela. De madrugada sonhou que a própria estrela lhe falara, dizendo:
— Admiras-te do meu brilho, que encandeia os teus olhos? Pois não te admires! Marco uma presença grandiosa: a de Nossa Senhora! Sim... Nossa Senhora está numa lapa do cabo Espichel. Vai lá vê-La e constrói uma nova capelinha, já que a outra foi destruída. Vai, não demores! Nossa Senhora do Cabo espera por ti!
Quando, no sonho, a estrela desapareceu, o velho acordou. Mas passou o resto da noite num sobressalto. Não conseguia conciliar o sono. Assim, mal a alva rompeu, o velho de Alcabideche pôs-se a caminho. Andou, andou, quase sem descansar. Atravessou o Tejo num batel. A noite chegou. Apressou o passo até à povoação mais próxima, e encontrou-se na Caparica, onde, exausto, resolveu pedir pousada. Discretamente, bateu a uma porta. De dentro, uma voz feminina perguntou:
— Quem bate a estas horas?
O velho esclareceu:
— Perdi-me no caminho... e já é noite...
A mulher abriu a porta da casa e ficou-se a olhar o homem. Depois explicou:
— Vivo só... mas pode entrar. Também já sou velha...
O de Alcabideche entrou, agradecendo:
— Que Deus a recompense! Sinto-me, na verdade, tão cansado!
Ela indagou:
— Vem de muito longe?
Sentando-se e suspirando de alívio, ele concordou:
— Sim, venho de muito longe. E ainda terei muito que andar!
Curiosa, ela fez mais uma pergunta:
— Está a cumprir alguma promessa?
Ele meneou a cabeça:
— Não. Correspondo apenas a um pedido.
— Um pedido?
— Sim... e feito por uma estrela!
Ela admirou-se mais:
— Por uma estrela?... Por uma estrela do céu?
— Isso mesmo.
— Como é que isso foi?
— Eu lhe conto.
E, excitado pela recordação do sonho, o velhote de Alcabideche contou a sua estranha história à velhota da Caparica. Não cabendo em si de surpresa, a velhota exclamou:
— Santa Mãe de Deus! O que me diz! Mas isso é espantoso!
O velhote sorriu. E apontou, olhando por uma fresta da janela:
— Vê, além, aquela luz? Lá está a estrela! É ali que está a imagem da Virgem!
Ficou pensativa, a boa velhota. Por fim, disse ao de Alcabideche:
— Vá deitar-se, que precisa descansar. Durma bem, e amanhã voltaremos a falar no assunto.
Mas a velha não se deitou. Ficou olhando pela janela a estrela brilhante. De súbito falou alto, mesmo estando só:
— Como eu gostava de ir ao cabo Espichel! Como eu gostava!
Ergueu o busto. Os seus olhos baços brilhavam a um repentino pensamento. Exclamou:
— É isso mesmo! Vou à frente do velho! A luz me guiará! Vou mesmo de noite. Dentro de pouco tempo será manhã. Eu desejo tanto ir orar à Senhora que está no Cabo!
Disse e fez. Embuçou-se num xaile e saiu, deixando o velho de Alcabideche entregue ao seu profundo sono.
Quando o velho despertou e se viu sozinho, logo compreendeu o que se havia passado. A manhã já ia alta. Afligiu-se por isso, mas disse para si mesmo:
— As mulheres são sempre as mesmas! Para que lhe comuniquei eu o meu segredo? Agora vai chegar em primeiro lugar. Tenho de caminhar tão depressa quanto possa!
E o de Alcabideche partiu em direcção ao Cabo. Estugava o passo. O desejo de encurtar o tempo que o separava da Senhora dava-lhe novas forças. E, assim, apesar da idade e do cansaço que o ia dominando, conseguiu chegar ao cabo Espichel. Porém, o seu primeiro sentimento foi de desânimo, quase de revolta. Ajoelhada aos pés da Virgem, diante da lapa, estava a velha da Caparica. Ele zangou-se:
— Traiçoeira! Se queria vir, ao menos viesse comigo! Fui eu que lhe contei tudo. E foi a mim que a estrela disse para vir aqui!
A velha mostrou-se pouco à vontade.
— Traiçoeira, não! A Virgem pertence a todos! E se vossemecê dormia, porque havia eu de esperar?
Sobrepondo-se à voz da velha, uma voz bonita soou:
— Não se zanguem! Porque não hão-de ser os dois a promover a construção de uma nova capelinha neste lugar?
Os velhos entreolharam-se, primeiro amedrontados. Depois caíram de joelhos, e ali mesmo prometeram pedir a quem pudesse, para se construir a capelinha dedicada à Nossa Senhora do Cabo Espichel. E um raio de sol, como língua de fogo, beijou a cabeça dos dois velhos, absortos na contemplação da imagem da Virgem!

A nova capela foi construída. E ainda hoje lá está uma pedra gravada onde se lê uma inscrição comemorativa do facto. 
O tempo continuou correndo. E a feliz aventura dos dois velhos correu paralela ao tempo, tornando-se popularíssima. E como o povo português, na sua alma de poeta, perpetua em verso os factos que sente mais seus, logo surgiu a quadra que ficará de geração para geração:

O velho de Alcabideche
E a velha da Caparica
Foram à Rocha do Cabo,
Acharam prenda tão rica!
#312
Enigmas & Mistérios / Lenda do Galo de Barcelos
Outubro 02, 2018, 05:18:16 PM
A curiosa lenda do galo está associada ao cruzeiro medieval que faz parte do espólio do Museu Arqueológico da cidade. Segundo esta lenda,
os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, com o facto de não se ter descoberto o criminoso que o cometera.
Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência,
ninguém acreditou. nele.
Ninguém acreditava que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela, em cumprimento de uma promessa, sem que fosse fervoroso devoto
do santo que, em Compostela, se venerava, nem de S. Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca.
Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do
magistrado que, nesse momento, se banqueteava com alguns amigos.
O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa,
exclamando: É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
Risos e comentários não se fizeram esperar mas, pelo sim pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível tornou-se, porém,
realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou.
Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz correu à forca e viu, com espanto, o pobre homem de corda ao
pescoço. Todavia, o nó lasso impedia o estrangulamento. Imediatamente solto foi mandado em paz. Passados anos voltou a Barcelos e fez
erguer o monumento em louvor a S. Tiago e à Virgem.
#313
Enigmas & Mistérios / Lenda do Milagre das Rosas
Outubro 02, 2018, 05:17:47 PM
Conta a lenda que o rei D. Dinis foi informado sobre as ações de caridade da rainha D. Isabel e das despesas que implicavam para o tesouro
real. Um dia, o rei decidiu surpreender a rainha numa das suas habituais caminhadas para distribuir esmolas e pão aos necessitados.
Reparou que ela procurava disfarçar o que levava no regaço. D. Dinis perguntou à rainha onde ia e ela respondeu que se dirigia ao mosteiro
para ornamentar os altares. Não satisfeito com a resposta, o rei mostrou curiosidade sobre o que ela levava no regaço.
Após alguns momentos de atrapalhação, D. Isabel respondeu: "São rosas, meu senhor!". Desconfiado, o rei acusou-a de estar a mentir, uma
vez que não era possível haver rosas em janeiro. Obrigou-a, então, a abrir o manto e revelar o que estava lá escondido.
A rainha Isabel mostrou, perante os olhos espantados de todos, as belíssimas rosas que guardava no regaço. Por milagre, o pão que levava
escondido tinha-se transformado em rosas.
O rei ficou sem palavras e acabou por pedir perdão à rainha que prosseguiu com a sua intenção. A notícia do milagre correu a cidade de
Coimbra e o povo proclamou santa a rainha Isabel de Portugal
#314
Enigmas & Mistérios / Lenda da Lagoa das Sete Cidades
Outubro 02, 2018, 05:17:18 PM
Conta a lenda que há muitos, muitos anos, no lugar onde hoje fica a freguesia das Sete Cidades, existia um grande reino onde vivia uma jovem
princesa de olhos azuis, muito bela e bondosa.
A princesa gostava muito da vida no campo e uma das suas actividades favoritas era passear pelos campos, sentindo o cheiro das flores,
molhando os pés nas ribeiras ou apenas apreciando a beleza dos montes e vales que rodeavam o reino.
Um dia, durante um dos seus longos passeios, a jovem princesa passou por um prado onde pastava um rebanho. Ali perto, tomando conta do
seu rebanho, estava um simpático pastor de olhos verdes, com quem a princesa decidiu conversar.
A princesa e o pastor falaram muito. Falaram dos animais, das flores, do tempo e de todas as coisas simples e belas que os rodeavam. Depois
deste dia, os dois passaram a encontrar-se todos os dias para conversar.
Os dias e as semanas foram passando, e a princesa e o pastor encontravam-se todos os dias no mesmo lugar onde se tinham conhecido. Com o
passar do tempo foram-se apaixonando e acabaram por trocar juras de amor eterno.
Mas a notícia dos encontros da princesa com o pastor acabaram por chegar aos ouvidos do rei, que não ficou nada satisfeito. Queria ver a sua
filha casada com um príncipe de um dos reinos vizinhos e, por isso, proibiu-a de voltar a ver o pastor.
Por respeito ao pai, a princesa aceitou esta cruel decisão, mas pediu-lhe que a deixasse ir mais uma vez ao encontro do pastor para se poder
despedir dele. Sensibilizado, o rei disse-lhe que sim.
A princesa e o pastor encontraram-se pela última vez nos verdes campos onde se conheceram... Mais uma vez, passaram o tempo a falar
longamente sobre o seu amor e igualmente sobre a sua separação.
Enquanto conversavam choravam também. E choravam tanto que as lágrimas dos olhos azuis da princesa correram pelo vale e formaram a
lagoa azul; já as lágrimas dos olhos verdes do pastor caíram com tanta intensidade que formaram a lagoa de água verde.
Por fim, os dois amados despediram-se e as lágrimas choradas pela sua separação formaram duas lagoas que ficaram para sempre juntas – tal
como os dois enamorados, nunca se poderiam unir, mas também nunca se iriam separar.
Uma é a Lagoa Azul, a outra é a Lagoa Verde: são chamadas de "Lagoas das Sete Cidades". Nos dias de sol mais brilhantes, as cores das duas
lagoas são tão intensas que quase se consegue imaginar o olhar apaixonado do pastor dirigido para a sua princesa.
#315
Enigmas & Mistérios / Lenda das Amendoeiras em Flor
Outubro 02, 2018, 05:16:33 PM
Houve um rei muçulmano, quando o Algarve era uma parte desse grande reino muçulmano que existia no século VII, que casou com uma
bela princesa nórdica, loura e de olhos azuis.
A princesa gostava muito do seu príncipe muçulmano mas começou a ficar cada vez mais triste, e chorava... e chorava... e o príncipe árabe
também não sabia o que é que se passava com a sua amada, ficava também triste e não sabia o que é que lhe havia de fazer, então (se
calhar) começou a pensar que se calhar ela não gostava dele, que não gostava de estar aqui no Algarve, que não gostava de outras coisas
quaisquer, então decidiu ir-lhe perguntar o que é que se passava com ela... e ela dizia que tinha saudades, tinha saudades da sua terra, tinha
saudades de ver a neve.
O príncipe pensou, pensou, pensou... e teve uma ideia, teve uma ideia que resultou no seguinte: Plantou uma série de amendoeiras e
quando essas amendoeiras floriam (como as amendoeiras em flor parecem flocos de neve) todos os campos ficavam brancos.
Então, preparou uma surpresa à sua princesa, plantou as amendoeiras numa série de campos (que tentou manter escondidas da princesa
durante algum tempo) e depois quando as flores abriram completamente chamou a princesa à janela... e ela ficou tão feliz de ver as árvores
cobertas de branco que pensou mesmo que o seu príncipe tinha conseguido fazer neve no Algarve.
Pronto, e foi assim que surgiram as amendoeiras, por isso é que o Algarve tem tantas amendoeiras, e por isso também é que a flor de
amendoeira é um dos símbolos do Algarve.